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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Das resoluções falhas.

Não demorou muito. Umas quarenta e tantas horas, mais, menos, desvio padrão da puta que o pariu. Pra merda com toda a matemática e os números, detesto números. Mas divago, pra variar. O que sucedeu foi que minha resolução de não sentir nada, como já era previsto, acertado, definido, não rendeu em nada. Melhor dizendo: a vã tentativa de nada sentir se converteu em extrema angústia, coisa que em mim tem um efeito maravilhindo, como diriam alguns colegas. Angústia, tristeza, estas coisas, em mim, geram paralisia. Ataques de pânico. Agorofobia, qualquer coisa do gênero. Se existir algum imbecil aí que denomine tais coisas como mera frescura, não irei desmenti-los, pois eu mesmo me canso de tal paralisia, me xingo e me agrido diante de toda esta merda, mas irei mandá-los terem à merda, alegremente. Se não querem ajudar, podem ir para a casa de vossas mães, seja lá onde elas morem, em meras casas de baixo meretrício ou em palacetes no Botafogo.

Tanto faz, tanto fez. A verdade é que, mais uma vez me identifico com o protagonista de um de meus preferidos livros, aquele que leio e releio pelo menos uma vez por ano - falo de "Sargento Getúlio", de João Ubaldo Ribeiro. E cito a frase que me define: "acho que careço de ter raiva."

Raiva. Enquanto o medo, a angústia, a tristeza, me paralisam, me fazem andar como uma lesma nas ruas infestadas de meras sombras de frangos, eternos obstáculos em meu caminho, a raiva me põe fogo nas vistas, me faz andar em velocidade lúdrica, me faz um "people dodger" mais eficiente. Me põe a tremer, de tanta adrenalina initerrupta em minhas veias. E me faz escrever aqui, resmungar, que seja, foda-se, com uma velocidade surpreendente. E bem sei que é por vezes deveras hilário observar pessoas como eu, eternos mau-humorados. É bom vê-los se fudendo, tendo crises nervosas, nos faz rir. Bem sei disso, sei que sou facilmente risível em todos meus devaneios raivosos do dia-a-dia. E, ainda que por dentro eu sinta vontade de matar todos que de mim riam, bem sei que ao menos para isto presto, para servir de mau exemplo, servir de comédia para outrem. "Ainda bem que não sou assim."

Me faz sentir, de certa forma, útil para algo, já que não presto para mais nada, já que me encontro em um estado latente de eterna panela de pressão, das mais fortes já inventadas, que não explode de maneira alguma. Deveriam me estudar para aperfeiçoarem tais utensílios. Imagino que nenhuma autoclave no planeta tenha mais resistência à pressão interna que eu. Me faz sentir orgulhoso, de forma doentia.

Ah, a insanidade. Ela se manifesta, por vezes, de maneira muito mais engraçada em uns que outros, não é mesmo. Sou muito mais ser louco desta forma que sair por aí matando crianças. Sim, bem sei que tenho meus devaneios assassinos, mas para isto me basta a imaginação. E bem sei que mais uma vez, o velho deitado é verdadeiro - cão que ladra não morde. Apenas fica puto pra caralho, com tudo e todos, com alguns amigos que exigem que eu saia de meu reduto apenas para nutrir mais ódio pelas sombras-obstáculo do mundo afora, apenas para que possam me analisar, dizer que eu não deveria ser assim.

Eu SOU assim. É diferente. E realmente, prefiro sentir toda esta raiva e continuar lúcido que sentir tristeza paralisante, humilhante, que me faz querer chorar em público, que me faz sentir ataques de pânico aflorarem sem motivo algum, no meio do centro da cidade, enquanto espero o leva-frangos para ir ter ao meu único local onde me sinto melhor.

Lado outro, bem sei que é difícil tolerar um ser tão repelente, e muito me espanto quando me repreendem severamente de não atender a locais púb(l)icos. Me surpreendo. Mas reconheço o motivo.

Eu não sou uma pessoa sã. Sou doente, sou mesmo. Mas este não é o tratamento de que careço.

Se algum dia serei uma pessoa normal? Não creio. Aliás, não creio mais em melhoras. E mais uma vez, me referindo a refêrencias como costumo fazer, ainda que me critiquem por isso fazer, cito aqui uma frase genial de música que considero genial,

"I don't try anymore,
'cause only booze improves with age."

Obrigado, senhores do Urge Overkill. E morram, por terem acabado, pulhas safados.

Como é bom reclamar. E que atire a primeira pedra quem não o faz. Atire a pedra, eu atirarei um tiro de bazuca. Mentiroso do inferno!

Tomem um triple goat de quebra:



Adoro este rabisco. Acho estranho que ainda existam imbecis que olhem para meu Bode e achem que ele é "dragão", "capetinha", etc. Mas como costumo dizer, "Inteligência tem limite. Burrice não."

Sim, está inacabado, para variar. No final, não consegui resolver os cascos do dito e me afastei do papel, antes que rasgasse tudo de ódio pela incompetência vitalícia. Mas, como diria alguns estudantes das artes flácidas por aí:



Tá vendo. A "faculdade" de "Belas" artes me ensinou algo. A ser picareta. Como 95% dos artistas d'hoje em dia.

Ah, como é bom reclamar!

Bem, podem usar este post como exemplo do que não deve ser dito caso se queira ter um bom dia. E aproveitem o final de semana...

quarta-feira, 23 de março de 2011

Todo mundo morre.

Começou na noite anterior.

Mais uma vez, barulhos externos de infímos vertebrados de estimação o mantiveram acordado por boa parte da noite. Até o momento que se fartou e resolveu agir, ainda que de forma impensada. Sorrateiramente, foi até o armário de remédios e fez uma seleção de artificiais agentes de "fazer dormir" - como a casa era composta de muitos membros problemáticos em suas mentes, não foi muito difícil fazer a seleção, tarjas pretas ali abundavam. Oito gotas disto, três comprimidos daquilo, glug, glug, glug, repita, agora lavando tudo com a mais pura aguinha russa ou simplesmente vodka, ainda que de russa não tivesse nada, miserável Orloff falsificada.

Mas...por acasos do tempo e da índole das pessoas que na casa existiam, alguns dos ditos rmédios estavam com mais tempo de existência que muitos aborrescentes escutantes de Justin Bieber ou de Rebecca Black por aí. O que não causou o efeito esperado no Noiado. O sono não veio, de forma alguma. O gato chiou novamente lá embaixo, e desta vez houve perseguição, xingamentos e borrifos d'água desferidos contra o felino. E os impropérios pelo Noiado desferidos contra o infame felino foram de tal magnitude acústica, que o Alemão de Araque, seu arqui-inimigo da vizinhança, também berrou estranhos xingamentos em sua "língua nativa".

O Noiado, que já estava ainda mais noiado que de costume, diante de tanta caceteação da vida, apenas desejou a morte horrenda de tal vizinho; imaginou centenas de facas trespassando seu corpo. A esta altura, o gato já tinha desaparecido dos arredores, e ele voltou cabisbaixo para sua cama. Conseguiu pregar os olhos por um par de horas, para ser despertado por sirenes e choro, gritos desesperados oriundos da casa do Alemão. Levantou-se tontamente e olhou pela janela. Carregavam o corpo desprovido de vida de sua Nêmesis local para o necrotério. Estava cravado de facas.

O Noiado franziu a testa. Como era possível que tal coisa tivesse acontecido? Depois de alguns segundos, entretanto, ele soube. E resolveu fazer o teste. Apesar de ser cedo, muito cedo, se vestiu, comeu alguma coisa e caminhou para o mirante que ali perto exisitia, onde - mais uma vez - os malditos favelados(estes orgulhosos de serem apenas isto, nao sentido mais depreciativo da palavra, e não pessoas desfavorecidas residentes naquelas comunidades toscas) tocavam aquilo que denominavam "música" - o maldito fanque carioca, esta abominação da natureza.

Lá chegando, se horrorizou com o volume de tal sessão de estranhos barulhos que era emitida de carros caindo aos pedaços, mas providos de aparelhos de som que valiam bem mais que as carroças que os transportavam. Se esgueirou pelos matos e escolheu seu alvo, um imbecil que cada vez mais aumentava o som de sua "caranga." Pensou em como seria legal se ele simplesmente explodisse em uma inexplicável massa de sangue.

Pop.

Gritos por todos os lados. O cara havia, de fato, estourado, do jeitinho que Noiado pensara. Um maléfico sorriso estampou seu rosto, e ele deixou sua imaginação correr livre e solta, liberta, descontroladamente liberta, depois de tantos anos e anos de frustrações, de ter de tolerar todos as injúrias pelos babacas proferidas. Segundos depois, o mirante havia se transformado em um cenário de inexplicavel massacre. O som ainda imperava, mas os donos dos carros e todas suas consortes e confrades não mais respiravam. Calmamente, ele caminhou até o pátiuo e desligou todos os aparatos sonoros. Ah. Silêncio. Como era raro, como era precioso.

Pensamentos contrários à sua raiva, clamantes pelo retorno de sua humanidade, vieram à tona em sua mente. Eram pessoas. Tinham famílias. Como poderia fazer ele tal coisa??

Fazendo.

Sentia a sanidade e o complexo de "Rei dos Bonzinhos", rei dos covardes, por assim dizer, se esvair diante de tanto poder em sua mente. O poder corrompe, de fato. E ele era a prova viva disto. Sentia doentia alegria ao descer calmamente a rua que o separava do ponto de ônibus que normalmente apanhava para ir ter ao seu horrendo emprego. Ao se aproximar, viu de longe um revoltante espetáculo: pivetes se divertiam esfrangalhando o abrigo do coletivo. O malévolo sorriso novamente estampou seu rosto, bem na hora que tais "pessoas" o avistaram. Ameaçadoramente, dele se aproximaram. "Tá olhando o quê, branquelo?"

"Eu? Nada. Apenas um bando de filhos da puta quebrando um abrigo de ônibus."

"Que foi que tu disse?!"

"Hmmm. Quer dizer que, além de filho da puta, é surdo, hein. Veremos isto ocorrer de fato."

O pivete correu em sua direção, mas estacou alguns passos antes de chegar perto de Noiado. Seu rosto se desfigurou em dor, o sangue jorrou de seus ouvidos e ele tombou ao chão, gritando, urrando. Seus comparsas arregalaram os olhos, mas foi somente isto que poderam fazer. Um deles teve a cabeça arrancada por invisível força. Outro, foi trespassado por milhares de cacos de vidro, aqueles que jaziam no chão diante ao destruído abrigo. O que restava, tentou correr, mas foi arremessado para o alto, voou até sumir de vista, para depois de muito tempo cair no meio da praça que ali perto havia.

Noiado se sentou no que restava do abrigo e esperou o próximo ônibus. Evidentemente, passou um famoso "Garagem." Pop. Uma massa sanguinolenta estava agora ao volante, não muito habilidosa na tarefa de conduzir um ônibus que ia para garagem alguma. O autocarro capotou metros adiante. Garagem, pois sim. Agora sim, há um motivo para transportar tal carcaça para a garagem...ou melhor dizendo, para um ferro velho.

Como os gritos dos meliantes e o estrondo do acidente houvesse chamado a atenção de sonolentos moradores do bairro, ele decidiu se dirigir calmamente e a pé, para outro local onde houvesse maior abundância de transportes. Àquela hora da madrugada, era absolutamente normal que, algumas centenas de metros adiante, outro grupo de pretensiosos assaltantes mequetrefes tentassem lhe roubar algo.

Ao se afastar dos corpos, o Noiado pensou em como naquele dia os jornalecos vendidos a um quarto de Real iriam ter o que falar. Talvez tivessem de publicar uma edição dupla relatando todo aquele sangue que no chão por onde ele pisava havia. A caminhada era longa, mas foi deveras agradável para aquela deturpada mente, aquele agente do caos, estranho ser de louras barbas que havia se tornado um autêntico anjo da morte. Ou apenas um demônio desbotado. Seres humanos mau humorados lhe empurravam, "Acorda ô gringo inútil. Sai do caminho." Pop.

Pop, lá se foi o agente da BHTRANS, BHTRASH, que multava carros em uma rua deserta àquela hora da manhã. Pessoas gritando em seus ouvidos? Pop, pop, pop. Silêncio. Cansado de tanto andar, resolveu pegar um ônibus, tentando ignorar o olhar horrorizado que certos transeuntes lhe deitavam, devia ser todo aquele sangue que nele respingara. Olhe mais um bocado, por favor. Um débil grito, outro corpo estendido ao chão.

Segurou seu poder ao máximo quando embarcou no coletivo. Ignorou todos os olhares e se sentou ao fundo. A maioria daqueles "mortais," entretanto, agia conforme o figurino humano manda, conforme impera a lei da conservação de suas próprias vidas. Desviavam o olhar. Não é comigo. Vou ficar na minha. O Noiado nem sequer se importou. Estava acostumado. Quando transitava pelos coletivos, mesmo antes do malévolo poder nele existir, sentia tal coisa na pele. Jamais se sentavam a seu lado nos ônibus, ainda mais se estava em dias de extrema fúria e trajando camisetas sem mangas. Todos tinham receio ou asco daquele alemão nazista tatuado e mau encarado que ali estava. Todos o viam como um ser alienígena. Riu mentalmente de tal constatação.

Chegou em seu emprego, e foi direto para a sala de certo alguém, que havia meses antes, lhe puxado o tapete diante da possibilidade de que, porventura, o Noiado subisse de posição e viesse ameaçar os planos de tomar o poder naquela merda. Nem precisou entrar na sala. Uns vinte metros antes de chegar defronte à mesa da criatura, escutou o surdo barulho de entranhas estourando e sangue jorrando por todos os lados. Hmmm. Merda, pensou ele, queria ter visto.

Foi para sua sala. Sentiu apertar a vontade de ir ao banheiro, e lá entrou. Ao fechar e trancar a porta atrás de si, aconteceu algo que não esperava.

O espelho.

Ao contemplar casualmente sua imagem naquele artefato reflectivo, sentiu o chão lhe faltar. Espelhos não mentem. E a imagem ali existente dizia tudo. Ali estava o mais odioso dos seres, aquele que havia se libertado de todas suas amarras, deixado cair a máscara infame de "bonzinho", e que, tomado de assalto pelo nefasto poder que por algum motivo havia sido lhe ofertado, havia se tornado, de fato, o que sempre existira por debaixo de toda aquela falácia de bom moço. Um ser perverso, maldoso, o cão, por assim dizer. Tudo que nele havia de humano, ou melhor dizendo, que ele afirmava debilmente e mentirosamente ser seus "valores mais dignos", sua falsa natureza de "paladino da justiça, do moral e dos bons costumes", tudo isto...havia sido revelado como sendo a maior mentira que uma pessoa poderia contar.

Era um monstro como todos os outros, mesmo pior que todos os outros, matara sem sequer se importar com as consequências. Impunimente, injustamente, tamanha era a desproporção de seus atos e dos "crimes" que suas vítimas eram culpadas. Se é que eram culpadas.

Olhou em seus próprios olhos refletidos e pensou.

Pop.

Foi a última morte por aquele monstro causada.


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

FFFFFFFFFFFFUUUUUUUUUUUUUUUUUU-

Divertimento. Ao menos causo certo divertimento.

Imagine chegar em seu serviço e se deparar com um maluco gritando "Vá pra merda!!!" pro relógio de ponto maldito filhodaputacaralhocubucetaputaquipariu dos infernos, como se isso fosse solucionar o problema da porra da merda do inferno da putaquipariu do leitor biométrico de merda que não funcionou de jeito nenhum.

Isso porque, momentos antes de alguém chegar, o tal doido já havia até cortado a mão enchendo tal objeto abjeto porra do caralho da merda do inferno da bucetaquiopariu de porrada. Feito se isso fosse resolver algo.

E todos que chegaram depois da surra e do acesso de raiva "passaram o dedo" no leitor sem problemas.

Isso antes das 8.

Isso antes de começar qualquer atividade dita séria do dia.

E depois ainda me dizem que sofro é por antecipação. Antecipação é o nome que darei para a pituitária que extrairei a frio sem "nestesia" de quem me afirmar isso nos próximos cinco minutos.

Dia 03/02/2011.

Só ali encontrarei calma.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Sinfonia do mau humor.

Na noite anterior, bem sabias que algo fazia falta, mas estivestes determinado em tentar mudar, tentar vira a página, assim como o ano. Então, esperastes, recusastes, escustastes. Fez tudo certinho. Nada de coisas escusas, prejudiciais à saúde, este artigo tão delicado. E a noite passava, as horas passavam, e o sono era insone, insone. Lá pelas tantas perdestes a paciência: sete gotas, clonazepam. Sabias bem o custo de tal sono, mas quem sabe? O ano é novo, às vezes eram apenas ondas erradas do ano par que se passou, que morreu.

Momentos mais tarde, acordastes. Sim, parecia que a noite nem sequer havia passado. Um corte seco em sua existência, e a nítida certeza que mais uma vez, houvera engano. Soneca, por mais dez minutos que viararam dez segundos. Acordar, acordar. Raiva, exasperação. Lá fora, tudo cinza, tudo lodoso, esverdeado, mofado. A porta, inchada por tanta água a cair, agarra-se no batente. Um ríspido chute, foda-se a porta, filha da puta. Ninguém na cozinha, fazer café. Olhar horas e ver que não haverá meio de se tomar café. Sair, debaixo da chuva, chuva, chuva, esta eterna, esta coisa imbecil e atrasada que tanto vangloriam, malditos hippies dos infernos do cu do caralho. Morram afogados na porra da chuva e me deixem em paz.

Tudo escorregadio nas ruas, é como o gelo dos países temperados, esta merda, esta abundância de briófitas, plantas ridículas que só abundam quando chove, coisa cretina. Só serve pra dar lodo, para fazer as pessoas deslizarem inadvertidamente calçada abaixo. Nenhuma música que o shuffle me traz faz minha cabeça. Tudo insípido, idiota. Ponto de ônibus? Encharcado, pra variar. Neblina, névoa, umidade de 2000 milhões de por cento. Cinza, cinza, cinza, e todo este mato inútil crescendo.

Pessoas, dentro do ônibus. Gente que é melhor nem chegar perto de mim pois já matei mentalmente doze dos onze passageiros antes da roleta, esqueci de incluir o trocador. E o motorista. Olhe pra frente, pare de conversar com essa gorda idiota e estapafúrdia. Chuva, chuva, eterna água mole e chata que cai, tudo molhado, todos os cantos, todas as partes. Olho as pessoas na rua. Aquele tem cara de safado, que se diz bom pai mas chifra a mulher com uma ordinária qualquer, sem remorsos de nenhuma das partes; ele não vai deixar a "oportunidade" passar, ela sabe aproveitar a imbecilidade dos homens devido a tal "oportunidade": sabe que se bobear ainda consegue engravidar e arrancar um bom dinheiro do idiota que pensa com sua masculinidade hetero-idiota, sua imbecilidade aflorando por todos os poros do corpo. Filho da puta, encontraste sua puta ideal. Morram.

Saio na chuva, perco o amarelo coletivo que deveria apanhar. Mai mistura com este povo, esta umidade, esta merda. Estou dormindo, mas acordado, vivenciando o pesadelo de ser eu mesmo, este ser nojento, repelente, mau-humorado, preguiçoso, indolente, esponja, sanguessuga, aproveitador. Egoísta como eu só, e ainda assim odeio o mundo e tudo que nele existe, odeio o universo e toda esta merda, esta necessidade de se "crescer", de ter que "escolher a vida," assim como anunciado na primeira fala de Trinspotting. Para quê, para quê??? Vida? Trabalahra num emprego que odiamos, ganahar dinheiro para comprarmos merda que não precisamos, casar, para aliviar a pressão da sociedade, das convenções, dos imbecis que assim definiram que tem que ser, que deve ser. Filhos? Acho além de uma mega crueldade, soltar filhos indefesos num mundo fudido, fudido, cretino, absurdamente ilógico e imperdoável como este. Acho um verdadeiro poço de decepção também. Seus filhos, lhe odiarão para o resto da vida assim que começarem a ver a merda que você os meteu, a merda que você é, a merda que o mundo e as pessoas são. E isto tudo, sabendo que são meras versões estendidas de você mesmo. Ou seja, a continuação da merda.

Mato mentalmente todas as vadias, todos os imbecis, todos os mendigos em meu caminho, além de me matar, de me atirar defronte aos ônibus, de invadir uma farmácia e me ministrar uma overdose de opiáceos não-ilegais que ali existem.

Dia, longo dia. Chove eternamente, tudo é chato e eu também, mais que tudo, mais que todos. Depois estranham porque quero ficar sozinho. Depois estranham que eu muito me ria quando falam que preciso é de companhia afetiva. Para jogar comigo e com meus gostos, para me moldar, para me adequar à maneira dela, para depois me jogar no lixo porque não serei mais o "homem que me apaixonei".

Em resumo, é isso. Hoje tá assim. E todos os dias estão assim, uns mais contidos que outros, devido ao fato que não tenho acesso regular a rivotril todos os dias.

Viva o mau humor do Noiado. E que ele morra em silêncio e deixe o resto do universo em paz, para sempre desprovido de sua lógica odiosa e execrável. Ser detestável dos infernos. Vaso ruim não quebra, mas estamos dispendendo esforços sobre-humanos para livrar a humanidade deste espinho, desta chaga inútil e irrelevante.

Morra, morra. Filho da puta.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Traição. Vingança.

A semana deu seus dias, malditos dias.

Pessoas como eu são facilmente derrotadas por cretinos diversos, e desanimam facilmente das coisas. Aparentemente. Não sei se sou apenas teimoso em aceitar que o mundo é o que é, esta merda, ou simplesmente sou um bobinho que ainda tem algum resto de esperança vã e pueril, que ainda podem haver pessoas que têm integridade, honestidade, palavra, honra.

Aparentemente, não.

Mas tirando meus patéticos momentos teatrais, onde amaldiçoô a humanidade e suas práticas nada louváveis, desprovidas de toda e qualquer ética, eu sei que assim é o "cerumano", conforme descrito pelos regulares do ENEM. Má neeeemmm. E se revoltar com pessoas que agem como abutres, é o mesmo que se revoltar contra o verdume das árvores.

O importante é continuar vivendo, e tentar encontrar no meio desse turbilhão de porcos, aquelas pessoas que são realmente humanas. Existem, bem sei. O que me deixa exausto é como é difícil encontrá-las. A busca é incessante, e por vezes julgamos ter encontrado algumas gentes dignas de serem chamadas de companheiros nessa busca, apenas para descobrirmos que são apenas lobos vestidos de cordeiro, santinhos do pau oco e tantas outras alcunhas.

Por vezes, dá vontade de mandar tudo e todos à merda, e proceder de forma "insensata", como diriam alguns, abandonando este mundo feito já me disseram, "quem se mata com um tiro na cabeça sai desse mundo batendo a porta", ou simplesmente proceder como alguns antepassados meus, que surtaram e abandonaram a sociedade. Saciedade, de fato. Por vezes, creio estar prestes a realizar alguma destas práticas.

Mas, lado outro, quando passa a tempestade, toda esta fúria que os idiotas feito eu experimentam diante de tais circunstâncias ditas tão "normais" na nossa selva moderna, analisamos mais friamente toda a situação, e chegamos à conclusão que nos livramos foi de uma boa, ou seja, de um péssimo negócio. E tais desilusões me fazem remeter a uma citação recortada de algum jornal e cuidadosamente colada no interior de uma gaveta, como um eterno lembrete para quem quer que abrisse tal gaveta: "as inquietações são formas de despertar."

De fato. Alguém me deu um pé na bunda, passando por cima de mim. Apesar de todo o melodrama que se seguiu, me fez ver também que não valia a pena apanhar tal "promoção", uma vez que só aumentariam as encheções de saco dentro desta moderna senzala capitalista que habito, e o incremento salarial seria inexistente. Mau negócio, evidentemente. Pois tudo que o idiota que me fudeu vai receber são vazias promessas de crescimento e prosperidade, coisas que sei bem, NÃO irão acontecer. Não neste escrotório.

Então, o fidumaégua que se deleite em sua prática abjeta. Se torture com os telefonemas e problemas consecutivos. Eu ficarei na minha, até alcançar o novo objetivo que estou me propondo, que é sair desta budega aqui. Existe um limite que um homem pode aguentar de pilantragem. E o que mais acontece aqui é isso. Quero só visualizar o dia que poderei chegar na sala do filho da puta e dizer com aquele sorriso, "tofie esta joça de emprego no seu rabo," e virar as costas sem nem esperar resposta.

Ainda assim, mesmo tendo em vista tal visão alentadora, fico embasbacado em pensar como tais gentes não têm consciência. Como conseguem dormir? E é esta lição que dão ao seus filhos?

Algumas lições carregarei deste evento. Não confie em crentes. Há males que vêm para bem.

Viver bem será minha vingança, conforme diz a canção.

E enquanto isso, eu ainda posso me vingar graficamente de tais frangos.


"E assim, a vida prosseguiu..."

Bom final de semana à todas as PESSOAS de bem que existem. E o inferno na terra para os frangos fidumaégua, fudumajega, fisdaputa ordinários de uma figa. Que seus malditos e imuindos rebentos lhes rendam boas noites de insônia.....e tenho dito.




P.S. - Não seria legal matar um cretino enfiando um guarda-chuva na nuca do ordinário? Seria uma excelente cena para um bom filme para nosso tão-amado cineplex trash, creio eu...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Front stabbing.

Você já foi "esfaqueado pelas costas"?

Prática aparentemente regular em empregos mundo afora, somente quem já tomou uma dessas sabe como é desagradável. Não somente em relação a planos que já estavam sendo traçados, baseados na mentira que lhe disseram. Dói ser enganado, lubridiado, de fato.

Mas o que mais dói é saber que isto é considerado "normal" no mundo. Todos lhe dirão, "Acontece," com caras de vacas de presépio. E caso você fique indignado e afirme que sofrer tal prática hedionda em sua pele é o mesmo que fazer com que você perca ainda mais a fé quase já inexistente nas pessoas, é o mesmo que ser esfaqueado na alma em si, lhe dirão pastosamente que você nada mais é que um ingênuo. Um inocente.

Pobrezinho, dirão sarcasticamente todos os demônios ao seu redor, ele ainda crê que existe alguma decência neste mundo.

Concedo que tais demônios existam. Mas estes são os espertos, os que fazem os planos de atrapalhar sua vida, esculhambar sua vã alegria. Seres ignóbeis, estes se deliciam em saborear a desilusão alheia. De outro lado, existem as vacas, os frangos, seres que se deixam levar pela influência de tais demônios, que cumprem suas ordens. Na maioria das vezes, os demônios agem terceirizando suas vis ações. Apanham o primeiro frango que veêm na reta e passam a tarefa adiante.

"O mundo é dos espertos."

Pois que fiquem com ele, filhos da puta. Fiquem com ele. Fodam-se todos também.

O que pode o esfaqueado fazer? Terminar de sangrar e morrer. Abandonar este ninho de víboras, "este válio de lagrimas, esta merda." Como diria o Sargento, Getúlio de nome.

Fodam-se todos vocês e seu doentio deleite na dor alheia. Suas nojentas elucubrações cheias de mentiras e falsas promessas. Queimem todos nas vidinhas ordinárias e infames que tais práticas lhes garantirão.

Seria bom poder resolver isso na ponta da peixeira, na esquentada chuva de chumbo que tais criaturas merecem levar. Mas a moral e os bons costumes impedem-me.

Por hora, só posso ficar tremendo de ódio. Sem nem saber como reagir sem levar uma metralhadora à língua e alvejar todos os seres dos infernos com as palavras compatíveis com seu calão enquanto "pessoas".

E, a vida prossegue. É assim. Aceite. You are not a beautiful or unique snowflake.

Merda dançante e ululante, é o que somos todos.

E diante disso tudo, só me resta escutar a trilha sonora para momentos de extrema fúria:


"The Day I Tried To Live"

I woke the same as any other day
Except a voice was in my head
It said seize the day, pull the trigger, drop the blade
And watch the rolling heads

The day I tried to live
I stole a thousand beggar's change
And gave it to the rich
The day I tried to win
I dangled from the power lines
And let the martyrs stretch
Singing

One more time around
Might do it
One more time around
Might make it
One more time around
Might do it
One more time around
The day I tried to live

Words you say never seem
To live up to the ones
Inside your head
The lives we make
Never seem to ever get us anywhere
But dead

The day I tried to live
I wallowed in the blood and mud with
All the other pigs

I woke the same as any other day you know
I should have stayed in bed

The day I tried to live
I wallowed in the blood and mud with
All the other pigs

And I learned that I was a liar
Just like you.


-------Soundgarden.

Say it ain't so.


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Extreme mau humor.

Ah, pessoas:



Gotta love 'em.


Adultice?




Fala que num é.




sexta-feira, 26 de março de 2010

Arte!

Naquele final de tarde, o Noiado saía de seu emprego de merda ainda mais noiado que o costume. Não que tivesse ingerido drogas em nenhum momento do dia, ao contrário do que imbecis viciados em gírias pudessem pensar; não, ele apenas tivera de aturar as drogas que ali trabalhavam em conjunto consigo, se é que era possível chamar aquilo de trabalhar. Como recém "promovido" ao cargo de TI da empresa(sem nenhum aumento salarial, evidentemente), o Noiado tivera um dia díficil ali: os frangos receberam mensagens de vírus por seus "messiênes" e TODOS clicaram nos links suspeitos. Resultado, ele tivera de formatar três máquinas, tivera que instalar versões atualizadas de anti-vírus em todos os computadores, ouvir que estava demorando demais e uma das frangas inclusive reclamou da demora por que tinha um "encontro marcado" no MSN com um cara qualquer. Torcera para que tal encontro gerasse frutos...que o cara fosse um psicopata que engalobasse tal cretina e que ela despertasse esquartejada em um lote vago qualquer do bairro Gorduras. Bem apropriado à massa corporal daquela baleia inútil.

Mais adiante, pediram-lhe que instalasse o orkut em uma máquina.

Enfim, tibera um dia de cão. Saiu dali esbravejando mentalmente a tudo e todos que encontrava em seu caminho, e teve mesmo que se segurar para não empurrar aquela gente retardada que andava a dois passos por hora e ocupava toda a calçada, nem atirar ao trânsito os idiotas que cuspiam no chão ou que encorajavam seus hediondos rebentos(céus, eles se reproduziam num ritmo alarmante) a jogar os papéis de bala pela janela do coletivo, sendo que a lixeira interna do ônibus estava bem defronte tais seres abjetos.

Rilhando os dentes, ele desceu perto de uma galeria de arte, onde uma Doidinha que ele conhecera por acaso num local qualquer meses atrás e que lhe parecera ser uma pessoa sensata havia marcado de se encontrar com ele. Haveria uma exposição de "múltiplas artes" ali naquela noite, e apesar de nunca o Noiado ter paciência com tais artes e partes, resolvera atender. Talvez fosse apenas preconceito de sua parte. A Doidinha havia lhe afirmado que seria "uma noite memorável", pois haveriam muitas perfomances, inclusive musicais.

Inicialmente, ele já azedou por ali avistar uma certa pessoa, que meses atrás havia lhe criticado indignada um de seus desenhos. A Tal Pessoa era música, ou assim afirmava ser, e havia notado que as representações de notas musicais em um dos desenhos do Noiado estava incorreta, pois o ângulo de difração da nota em harmonia com a sétima casa de Plutão(que nem era mais um planeta), estava incorreto. Isto, quando tudo que o Noiado havia querido representar era uma nota desafinada de um balão de um quadrinho de humor. A Tal Pessoa havia lhe sequestrado quase todo o humor naquele dia, e ele teve ímpetos de defenestrar Tal Pessoa, mas não o fez, pois ela na época estava namorando um de seus melhores amigos. Virou o rosto e procurou ao máximo fingir que nem conhecia Tal Pessoa.

Felizmente, a hipocrisia na sociedade geralmente é mútua.

As performances começaram, inicialmente com um cara portando violão, que se sentou em um banquinho e começou a fazer estranhos ruídos estranhos, descompassados e desafinados em seu violão - que evidentemente estava muito mas MUITO desafinado - enquanto emitia sons guturais igualmente desafinados e descompassados. Palmas e mais plamas ecoaram, até "bravos" soaram da atônita platéia, enquanto o Noiado estava atônito era de ter presenciado tal porcaria e ainda ter que escutar a ovação imbecil da platéia.

Olhando ao redor, haviam telas com rabiscos inúteis espalhados pelas paredes, e nos cantos, haviam depósitos de lixo, ou assim ao menos lhe pareceram aquelas instalações que ali estavam expostas. Instalações? O Noiado já havia visto instalações sanitárias que faziam muito mais sentido, artisticamente falando, do que aquelas...coisas ali expostas. Sem falar que aquelas instalações sanitárias eram DEFINITIVAMENTE mais limpas e funcionais que aquela merda toda.

Enquanto olhava incrédulo para todo aquele espetáculo de estupidez ao seu redor, a Doidinha puxava papo com ele, e quando descobriu que o Noiado era do signo de Virgem, demonstrou nítido desapontamento, uma vez que era entusiasta destas bobagens astrônomicas ou astológicas, e sendo ela do signo de Gêmeos, era incontestavelmente incompatível com o Noiado. Ao que o Noiado pensou, "Já vai tarde", pois ele havia notado que a Doidinha apreciava de fato toda aquela idiotice divulgada naquele antro de imbecis.

Um pouco mais adiante, havia um mau cheiro insuportável no ar. Alguns membros da alta roda da sociedade contemplavam quadros de merda - literalmente. O Artista responsável havia cagado em telas e ali elas estavam expostas, para a sensação de toda aquela gente que representava o PIB da sociedade.

Ou seja, a População Incrivelmente Burra.

Mais adiante, um cara se cortava, recolhia o sangue em potinhos e os punha numa espécia de arma, enquanto discursava babaquices acerca de idiotices sobre a arte de ser vida e tudo que o sangue carregava em seu interior; o sangue era um arma. Ao passo que o Noiado só desejava ter uma arma de verdade com ele naquele momento.

Em outro canto, eram exibidas milhares de fotografias gigantescas de....cus. Cu também é arte, dizia o chamado.

Mais além, havia um cachorro encerrado numa redoma de vidro, que o Artista estava lentamente matando de fome e de sede, enquanto discursava sobre....coisas.

Naquele momento algo aconteceu com o Noiado: seus olhos se tornaram rubros, suas mãos tremeram e ele avançou até uma parede, onde removeu um extintor de incêndio que ali havia. Carregou-o até a redoma de vidro onde o pobre animal agonizava e imediatamente partiu aquilo em milhões de pedaços, enquanto o Artista protestava veementemente contra tal bárbarie. Não por muito tempo. O Noiado usou o extintor para extinguir tal Artista, fazendo com que a cara de tal ser ficasse côncava em seu crânio, e o Artista tombou morto ao chão. O cão moribundo começou a devorar vorazmente o Artista, fazendo com que o Noiado risse melevolamente de tal cena. Vingança é um prato que se come frio, mas neste caso, um cadáver ainda quentinho vai bem para um pobre animal que seria sacrificado em nome de uma arte que de arte só tem o nome.

Depois, O noiado avançou até o outro Artista que ainda estava na sua ladainha com o violão e seus grunhidos. Tomou-lhe gentilmente das mãos seu instrumento e o enfiou goela abaixo, enquanto os olhos de Tal artista pulavam para fora de suas órbitas. O corpo do Artista lá ficou jogado àquele canto.

Depois, o Noiado apanhou pelo colarinho o autor da arte esmerdeada e esfregou raivosamente sua cabeça nas telas de merda - literalmente - que havia produzido, ate que a vida deixasse aquele ser idiota. Logo em seguida o Noiado fez com que o outro Artista engolisse - sem dobrar nem amassar nem nada - as imensas fotografias dos cus ali expostos, até que este também tombasse sem vida ao chão.

Arfando, bufando, com o coração a mil por hora, o Noiado de repente escutou palmas. Estavam lhe ovacionando! Um dos represenatantes do PIB veio apertar-lhe a mão, pois nunca havia presenciado uma performance com tanta energia e veemência: Nunca ahviam visto uma pessoa representar de maneira tão concisa e eficaz a luta da Arte contra as Partes, a luta do predomínio da vercaidade da incontingência e inevitabilidade do anacronismo presente por toda a sociedade irrisória e arquétipa, sendo evidentemente esta descentralizada e dotada de paroxismos inevitáveis. Nunca, mas nunca alguém com tanta bipolaridade austera conseguira encenar de forma tão definitiva a luta pela originalidade, contra os arcadismos e os pluralismos de uma sociedade não mais rural, mas voltada para a inevitabilidade escusa das partes, que se voltavam contra as artes e nelas se exprimiam, de tal maneira que levaram muitos dos presentes a se debulharem em lágrimas e soluços sinceros. A panacéia da morosidade do desenvolvimento sustentável estava definitivamente provada; de maneira mais cartesiana impossível. A Doidinha dele se aproximou e tomou-o pelo braço, olhando apaixonadamente para ele, enquanto os demais presentes continuavam a aplaudi-lo de pé.

Naquele momento, a cabeça do Noiado explodiu.

No dia seguinte, os jornais de todo o mundo lamentaram efusivamente a perda de semelhante artista. Era uma perda inexorável e incomensurável para o mundo da arte.

De fato.