quinta-feira, 19 de maio de 2011

Bagaço Mecânico.

Bem, conforme pude constatar, algumas pessoas aí fora ainda, de certa forma. Entendo, entendo...ou não. Pessoas que não possuem auto-estima, não entende muita coisa por aí, pelo que parece.

Enfim, eu não aposentarei isto cá para sempre, mas me reservarei a escrever apenas quando...sei lá, quando me achar um pouco mais inspirado para escrever algo menos banal que simples lamúrias de um doente mental, em tantos níveis.

Divertidos somos, quase que só nas aparências.



De fato. O tcheco falou. Patético.

De qualquer maneira, ficamos assim então. Pois hoje, meu "célebro" congelou-se na bruma inesperada da manhã de frio inesperado que me assolou o sótão.




PS - sim, bigodes protegem contra frio! Comprovado pelo doutor Esquisito do sótão. Mas só se forem encaracolados. Ha. Ha. Ha.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Esclarecimento.

Estou doente da cabeça e de outras coisas que me renderiam xingamentos diversos por ser "fresco" ou coisas do gênero.

Não estou gostando de nada que escrevo aqui um bom tempo já. Talvez seja um sintoma generalizado pra incompetência generalizada AKA Marcos, o Buriol.

Blah. Quem tem que lidar com este merda diariamente sou eu mesmo...

Por hora, estou entrando em hiato enquanto tento buscar alguma espécie de solução para esta merda de cabeça que só vive em trevas. Se é que tal solução existe, de fato.

Obrigado e desculpem qualquer coisa aí....

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Cenas, III.

-Queria dançar.
-Estás vivo, não está?
-Sim! Isto quer dizer que devo dançar? Devo aproveitar a vida? Abençoado pela vida, eu devo aproveitar, não é mesmo! Devemos nos esforçar para do dia retirarmos toda sua energia e assim nos resplandecer em--
-Calma, ô empolgado hippie. Quis dizer, se estás vivo, você já dançou.

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-[]
-{}?
-()
-!

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-Quando percebemos, já passamos do limite. Tristes tempos, estes.
-Sim de fato. Você viu o final da novela, ontem?
-Sim. Portanto não tenho mais anestésico cerebral. Tristes tempos.
-Calma. Já estão fornecendo mais drogas paralisantes no mesmo horário. A anestesia cerebral não pode parar, ou então o povo começará a pensar.
-Pensar! E quem quer isso??
-Apenas as doudas gentes.

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-Penso, logo existe.
-Logo existo, não é não?
-Não. Eu existo. Tu não existes.
(poof)
-Droga. Agora tenho que conversar sozinho, de novo.

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-Sempre me disseram que eu poderia ser o que quisesse.
-Sempre me disseram isto, também.
-Então, porque és apenas um bule de chá?
-Por que prefiro o chá.
-Fresco.
-Sim, quanto mais fresco, melhor. Quanto melhor a procedência das folhas, mais adequado será o propósito da...
-Porra! Será que nem sendo objeto inanimado fico livre dos hippies e filósofos baratos??
-Cale-se. És um criado mudo, faça valer seu nome uma vez na vida.

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-Café da manhã.
-Senhor, são duas horas da tarde.
-Sim! Logo será de manhã. Logo, tenho direito a cafézes especiais.
-Como será de manhã se agora é tarde?
-Nunca é tarde! Para quem vive a vida!
-Porra, outro hippie.

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-A manhã só virá amanhã senhor. Estão de greve no sindicato de depois de amanhã.
-Nada funciona nesta merda de país.

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-Só tem roceiro nesta merda!
-Que queres? Vives no meio da capital do estado das roças diversas.
-Eu queria não ser roceiro.
-Dançou. Se és mineiro, você já se fudeu desde o nascimento. Serás roceiro por toda uma vida.
-E se eu mudar de país?
-Serás roceiro internacional.
-Mas serei internacional! Tanto glamour!
-Porra! Só tem hippie nessa merda de texto!
-Não denuncies o texto!
-Por que não?!
-Porquê quebrarás a quarta parede!
-O teto? Mas ele é o teto! Não uma parede! E estamos a céu aberto! Não tem teto!
-Tudo depende de sua fé, irmão.
-E ainda me chama de hippie. Caroleiro dos infernos!
-Retire o que disse!
-Nunca! Jamais me apanharão com vida!
-(todas as unidades, dez-nove no setor três-cinco)
-Estamos a caminho, Sargento.
-Ah, ha ha! Jamais me apanharão com vida!
-Poizé. eu disse que você já tinha morrido!
-Faroleiro do caralho.
-Sou nada. Sou capitão.
-Mas estavas falando com o sargento como se fosse seu superior!
-Superior a mim? Só deus.
-E ainda se diz religioso, este sacripanta sacrílego! Queimem ele!
-Não! A gasolina está pela hora da morte!
-Ah, é hora de morrer? Porquê não disse logo? (BANG)
-Porra. Lá vou eu ficar falando sozinho, de novo.

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-Ser vivo é ter a certeza de que um dia se vai morrer.
-Bela certeza esta, não.
-Bela vida, também, tendo-se esta única certeza.

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-Que merda de nada que escrevi hoje, agora, já foi, já passou. Droga de tempo!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Terça.

Às vezes parece eterno.

Tantas manhãs. Tantas noites, dias. Sem dormir, sem alento em quase parte nenhuma. Odia, parece ter começado anos atrás, agora. Muito, muito tempo. Sempre, pra sempre. Mesmo que a luz se alternasse, as cinzas eram as mesmas. As pessoas, as mesmas. A mesma, aflição.

O que estava diferente naquela manhã? Alguma espécie de fogo, alguma sorte de gelo, alguma sensação térmica, algoi estava diferente? A manhã, de inverno incipiente, recém começava, de novo, mais uma vez. A mesma hora do lusco-fusco, as mesmas luzes dentro dos painéis luminosos. Bom dia, Mantenha a cidade limpa. 10 de Maio. 7:12.

Embarcar feito mais uma cabeça de gado no coletivo, minutos depois, a mesma coisa. Sentado, olhando para fora, vendo mas não enxergando, a noite, o dia, a rua, as pessoas, os carros. Tudo, uma coisa só, que não fazia nenhum sentido. E o ruído, de alguma espécie de canção naqueles ouvidos. Não se lembraria dela, momentos depois.

Quando a primeira nota soou, ali mais nada estava. No primeiro movimento da moderna sinfonia, as coisas, que já não existiam lá fora, passaram a não ter mais nenhum sentido.

Tudo que existia naquele momento eram as ondas sonoras cuidadosamente colocadas em seu canal auditivo. O mundo, a temperatura, as pessoas, os gritos e infêmias. Nada. Só havia a crescente progressão de sons em camadas se unificando diante de canais vestibulares, tímpanos e três ossinhos quase microscópicos.

Nada mais havia além da música.
Nada sentia além dos arrepios que esta ainda lhe causava.

Estava vivo, ainda. Ainda conseguia sentir a beleza embutida em todos aqueles sons que se uniam. E a voz,

And when the dawn begins to creep
Sunlight finds you in a heap
And how you wish that you could sleep
Forget the lies that you've been told
You think you're settin' free your soul
But you're really gettin' old

E sim, estava vivo. Estava ficando mais velho, cada vez mais velho, antigo como o hábito de não enxergar, não conseguir ver nada além do que sua mente insistia em achar, em todos lugares, em todo vagar, uma vida inteira.

You've dreamt of divin' in the sea
Your outstretched arms in front of me
And how you wished that you could breathe

Respirar. Deixe-me respirar. Deixe-me tentar....achar...o que tento achar...

In the grip of ecstasy
When the shadows follow me
And the night won't set me free

A noite...ela dura mais de trinta anos...

You wish someone could love you less
Longing for that one caress
I see you sink under Duress

E afundo....sem saber porquê me afundei...sem saber por quê isto acontece...sem saber por quê não encontro nada do que vim aqui procurar...

E quando tudo acabou, as formas voltaram a ter sentido, o mundo fez-se mundo novamente. E eu lá. Deixando acontecer. Deixando. O que mais posso fazer?

And when you wanna kill it dead
You let it throttle you instead.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Oba! Não vou!

A semana custosa chega ao fim. Finalmente, enfim.

De qualquer maneira, antes de comemorar vitória, é necessário trilhar as horas que me separam, nos separam, eu e você, todos nós acorrentados por este sistema maldito de termos de realizar estúpidas funções cretinas para que, ao final do mês possamos pagar por todas aquelas coisas que não bem queríamos, mas que compramos mesmo assim, pois é.

Eu acho bom, acho massa, acho doido, qualquer que seja a terminologia preferida. Nesta semana, tudo que quero é o final dela. Aliás, de todas semanas, o que esperamos é o final dela, depois das seis, que seja. E como diria um cara que consegue ser ainda mais mau humorado que eu(sim é possível. Nada é tão ruim que não possa piorar, por assim dizer), eu trocaria não viver nenhuma sexta por não ter de viver nenhuma segunda.

Descobri este sujeito anteontem, em conversa com um de meus amigos interneteiros. E me senti bem, de certa forma. Pois, a vida é uma merda, ao menos não sou só eu que assim vejo. Adotei vários de seus tweets como ditados, sabedoria popular. Popular? Não, me parece que popular é ser bobo alegre, ainda achar que alguma coisa vai dar certo, a esta altura do campeonato.

Dele me lembrei também hoje de manhã, ao esperar sonolentamente pelo meu transporte coletivo. O ponto fica defronte à Praça do Papa, vulgarmente conhecida como Praça Governador Israel Pinheiro. Quem será este papa que apelidou a praça infamemente assim, não saberia dizer. De qualquer maneira, ali estão ergendo um palco temporário para a realização de alguma espécie de festival Vivo, conexão de música ruim qualquer e aglomeração de gente que gostaria que explodissem, todos. Daí me lembrei do cara e seus tweets nomeados "Programação Oba! Não vou!" - pois é exatamente assim que me sinto ao ver estas "opções culturais" espalhadas por esta cidade, esta roça asfaltada eterna.

Como me senti aliviado de saber que não terei de ir, que não irei não somente neste, mas em todos os outros "espetáculos" deste evento e de tantos outros pela cidade. Tantas opções de não ir, de ficar quietinho em casa, música boa, bons afazeres, cafés feitos por mim mesmo, cigarros, tudo do bom e do melhor. Como acho bom não ir, não ter de enfrentar filas, não ter de me segurar para não ir aos infectos banheiros todos mijados, não ter de gastar dinheiro, não consumir a outra droga legalizada - álcool, que acho uma merda, por sinal - não ter de fingir interesse em conversas banais e inúteis de aglomerações, não ter de ficar horas em pé, tendo os pés pisados por um bando de frangos que estão ali, achando tudo ótimo.

Beleza. Podem achar tudo ótimo. Eu acho ótimo não ir! Ficamos quites assim. Nem eu incomodo vocês nem vocês me incomodam, certo? Certo. Podem ir, podem aproveitar; eu farei o mesmo não indo.

E falo não somente deste tipo de evento. Neste final de semana, existe o convite para um casamento. Muitos dos frangos que conheço iriam pensar: "Oba! Boca livre! Oportunide para me fantasiar de terno e gravata!" Eu penso somente, "Oba! Não vou! Nem fudendo, não vou!" Boca livre?? Eu tenho comida em casa. Tenho ainda opções de comprar muitos quitutes para o final de semana ainda, e o farei. Nenhum rango de casamento irá me seduzir a ter de me fantasiar e ainda ter de me deslocar para uma igreja, onde aturarei o papo furado dos profissionais da biblía, e depois me acotovelar em um locar qualquer por aí. Tá, é "casamento de rico" como diriam os pobres frangos por aí, já salivando suas bocas famintas. Foda-se. Prefiro comer um ruffles com coca em casa, sentado com minhas roupas mais confortáveis e esculhambadas possíveis, diante de uma tela de computador, novamente escutando boas músicas, escolhendo a dedo minha programação de entretenimento, tocando guitarras e quejandos.

Veja bem se algum dia irei trocar, voluntariamente, este final de semana por eventos péssimos em praças públicas. Veja bem se estou esfomeado a ponto de me sujeitar vestir roupas que detesto, apenas para comer um rango qualquer. Prefiro pedir pizza: entregam em casa e o atendente se manda depois. Voce fica de boa, em casa, comendo do seu jeito, sujando a casa, o chão, se divertindo. Não ter de usar guardanapos, não ter de segurar a onda pois é sem classe comer em demasia.

Classe? Te digo o que é classe.

Eu quero é ir para casa. Ficar em casa, de lá nunca mais sair. Infelizmente, não é possível neste mundo gerenciado por frangos que acham divertidíssimo estas ostentações sociais, estas aglomerações públicas. Acho que é da natureza galinácea deles quere se reunir desta forma. Faz lembrar, de fato, galinheiros. Faz com que se sintam em casa, eu presumo.

Para mim não. Eu fico na minha, vocês podem ir para onde quiserem. Apenas me deixem lá em casa. Só isso. Somente isto que quero para meu final de semana.

Enfim, cada um de seu jeito. Este é o meu, aparentemente execrável. Bem sei disto, mas não quero mais nada além de sossego. E dois dias para se tirar férias das gentes é demasiado pouco para que eu ainda desperdiçe indo em ínfimos festivais de obscura e ruim música ou perca tempo me embebedando e comendo em casamentos por aí.

Assim, assado. Fica assim. Esperemos o término do expediente e a aproximação da momentânea alforria.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Foda-se.

Dizem, muita coisa.

Dizem, tudo sobre a vida. O universo. Todas as coisas que nos rodeiam. E tudo que dizem...deve estar errado. Tudo que digo deve estar errado. Tudo, errado.

Dizem também que em tempos de baixa, pode ser a vida te mandando um recado. Nunca li tanto "foda-se" da vida ao mesmo tempo agora do que nestas últimas semanas. A única mensagem que leio é esta. Vá se fuder, Buriol.

Só queria saber por quê.

"PorQuê? Ora, porquera. Vá se fuder."

Lado outro, transito por aí, tenho certos desejos atendidos. Não tive de dar aula ontem a noite, enquanto me propunha pagar vinte reais para não ter de fazê-lo, achei cinco reais na rua, na discreta forma de nota, papel moeda. Nesta manhã, com este dinheiro comprei pães de queijo e um refrigerante. Café da manhã dos campeões. E cigarros com café. Campeão.

Você me diz, "fôdas" eu digo, "já estou acostumado".

E não sei pra quê ir pra frente, mas vou. Nem que seja pra te encher o saco, fedaputa.

Foda-se você também.