Lista do dia:
1 - Acordar.
2 - Lasik.
3 - Arder olho pra carai.
4 - Dormir.
5 - Dormir.
6 - Fazer auto-crítica; mudar de posição na cama e dormir.
7 - Dormir.
É, por uns dias aqui não comparecererei...Até a volta, senhores e senhoras.
Tudo que você nunca quis saber acerca da vida de um moderno eremita moderno.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
C-3.
Era agora.
Enquanto os pés batiam silenciosamente no chão, aproximando-se cada vez mais do local onde a folha ainda dançava ao sabor de um ilusório vento, ele tinha a nítida certeza de que aquilo era algo importante. Não saberia precisar bem por quê, mas tinha certeza disto.
Ao seu redor, todas as cinzentas construções abandonadas nada diziam. Eram silentes testemunhas de todo aquele absurdo que desenrolava perante seus olhos.
E agora, que estava a segundos de apanhar aquele enigma flutuante, parecia que o tempo havia entrado em marcha lenta também. Momentos se passavam feito horas, imersos na estranha viscosidade de toda aquela abstração excessiva ao seu redor.
Estava logo ali. à Distância de um braço ou menos, agora.
Estendeu o braço, abriu os dedos e se preparou. Como se apanhar aquele fragmento fosse significar sua vida ou morte. E de certa forma, era isto que aquilo significava. No meio daquela miríade de absurdos que havia se tornado sua vida, aquele papel significava o derradeiro fio de esperança.
Fechou os olhos e ordenou seus músculos do ombro, do braço, da mão a realizarem a tarefa.
Sentiu o quase inexistente volume do papel roçar em seus dedos e apertou com força. Pôde sentir a deformação causada pelo desproporcional esforço causado pela ação.
Abriu os olhos.
O papel, amarelecido pergaminho, estava firmemente preso entre seus dedos. Tudo era silêncio. Sentiu um certo medo de levá-lo aos olhos. Sabia que não se tratava apenas de um fragmento em branco, uma vez que já havia vislumbrado escritos em sua superfície.
Chega, disse sua voz interior. Dane-se tudo. O que teria a perder?
Olhou firmemente para a folha. De fato, havia um texto ali. Algo parecido com a escrita cursiva de uma pessoa...Trazendo-a mais perto de seus olhos, parecia algo escrito por uma mulher, a julgar pela elegância das letras, suaves e bem desenhadas.
Mas...não conseguia entender nada do que estava escrito ali. Eram escritos ininteligíveis, apesar de toda sua finesse gráfica. Não saberia dizer quantas vezes correu os olhos de cabo a rabo por toda a extensão daquela carta, procurando desesperadamente por algo que fizesse sentido no meio de todos aqueles grafismos.
Nada.
Sentiu um imenso peso em sua alma. Caiu de joelhos ao chão, sem nem ao menos sentir o rude impacto deles ao solo. Queria gritar, queria chorar, mas nada fez; sabia que de nada lhe valeria.
Estava tudo acabado. O mundo ao seu redor não existia, um labirinto falso de ilusões, de fantasmas há muito extintos de algo que algum dia fora tudo em sua vida...e que agora nem ao menos volume possuía.
Deixou a folha cair de sua mão enquanto mirava o vazio. Tudo ao seu redor. Vazio.
A folha rodopiou levemente, e foi pousar ao solo.
Olhava, atonitamente para aquilo. Quão frágil fora sua última dose de esperança. Sentia os olhos secos, a garganta extinta em um protesto aos céus, ao universo, que não conseguia expurgar.
Piscou. E viu.
A folha. Estava de cabeça para baixo.
Vislumbrou, entre os garranchos, um desenho familiar, não escrito. Os hieróglifos se uniam de uma forma que não sabia definir, mas que agora faziam sentido. Aquelas linhas se fundiam, vistas por aquele ângulo...
Formando o desenho de uma árvore. O que eram aparentemente letras repetidas nos versos iniciais daquele poema visual, eram em verdade, folhas. Folhas brancas.
Uma árvore branca.
Sentiu um arrepio percorrendo sua espinha. Sentiu tremores em seu corpo. Mas não vinham de seu interior, de seu âmago. Vinham do solo em si. Tudo tremia, e a sensação se tornava cada vez mais nítida. O chão embaixo de seus joelhos era cada vez mais sacudido por uma força indefinida, mas inexorável, cada vez mais absoluta.
Levantou-se de supetão. Vislumbrou rachaduras se formando debaixo de seus pés. Viu que muitos dos cinzentos prédios ao longe, tombavam silenciosamente, uns sobre os outros, dominós gigantes e mudos.
As fissuras aumentavam de tamanho. Mas não sentia nenhum medo.
O tremor era cada vez mais forte, mas nenhum som havia no ar. Nenhum rumor lhe chegava a seus ouvidos.
Do chão cinzento, viu uma forma estranha brotando. Uma forma orgânica.
Um galho.
Folhas...brancas.
Fechou os olhos e sentiu apenas o tremor. Não havia nenhum receio dentro de si. Não havia motivo para se ter medo, apesar de toda a incongruência, todo o absurdo do espetáculo que se desenrolava ao seu redor.
Abriu os braços em gesto de redenção. Não temia nada.
Não soube dizer quanto tempo ficou com os olhos fechados, mas sentia o apelo visual a lhe chamar. Levantou lentamente as pápebras e viu.
A árvore branca. Imensa. Onipotente em sua vista.
Todo o restante, todos aqueles ilusórios prédios haviam desaparecido. Estava como se suspenso numa imensidão, vazia por todos os lados, se enegrecendo progressivamente, num degradê lento até onde sua visão alcançava. Era como se estivesse suspenso em um imenso vazio, um vácuo de escuridão, onde a única fonte de luz....vinha da árvore.
Mas não se importava.
Tudo que lhe significava, tudo que lhe fazia sentido era a imensa árvore.
Sabia que nada daquilo lhe fazia sentido, lhe dava resposta alguma a todo o absurdo que precedera semelhante espetáculo. Mas não se importava também.
Inspirou fundo. E deu o primeiro passo em direção ao bizarro vegetal.
Enquanto os pés batiam silenciosamente no chão, aproximando-se cada vez mais do local onde a folha ainda dançava ao sabor de um ilusório vento, ele tinha a nítida certeza de que aquilo era algo importante. Não saberia precisar bem por quê, mas tinha certeza disto.
Ao seu redor, todas as cinzentas construções abandonadas nada diziam. Eram silentes testemunhas de todo aquele absurdo que desenrolava perante seus olhos.
E agora, que estava a segundos de apanhar aquele enigma flutuante, parecia que o tempo havia entrado em marcha lenta também. Momentos se passavam feito horas, imersos na estranha viscosidade de toda aquela abstração excessiva ao seu redor.
Estava logo ali. à Distância de um braço ou menos, agora.
Estendeu o braço, abriu os dedos e se preparou. Como se apanhar aquele fragmento fosse significar sua vida ou morte. E de certa forma, era isto que aquilo significava. No meio daquela miríade de absurdos que havia se tornado sua vida, aquele papel significava o derradeiro fio de esperança.
Fechou os olhos e ordenou seus músculos do ombro, do braço, da mão a realizarem a tarefa.
Sentiu o quase inexistente volume do papel roçar em seus dedos e apertou com força. Pôde sentir a deformação causada pelo desproporcional esforço causado pela ação.
Abriu os olhos.
O papel, amarelecido pergaminho, estava firmemente preso entre seus dedos. Tudo era silêncio. Sentiu um certo medo de levá-lo aos olhos. Sabia que não se tratava apenas de um fragmento em branco, uma vez que já havia vislumbrado escritos em sua superfície.
Chega, disse sua voz interior. Dane-se tudo. O que teria a perder?
Olhou firmemente para a folha. De fato, havia um texto ali. Algo parecido com a escrita cursiva de uma pessoa...Trazendo-a mais perto de seus olhos, parecia algo escrito por uma mulher, a julgar pela elegância das letras, suaves e bem desenhadas.
Mas...não conseguia entender nada do que estava escrito ali. Eram escritos ininteligíveis, apesar de toda sua finesse gráfica. Não saberia dizer quantas vezes correu os olhos de cabo a rabo por toda a extensão daquela carta, procurando desesperadamente por algo que fizesse sentido no meio de todos aqueles grafismos.
Nada.
Sentiu um imenso peso em sua alma. Caiu de joelhos ao chão, sem nem ao menos sentir o rude impacto deles ao solo. Queria gritar, queria chorar, mas nada fez; sabia que de nada lhe valeria.
Estava tudo acabado. O mundo ao seu redor não existia, um labirinto falso de ilusões, de fantasmas há muito extintos de algo que algum dia fora tudo em sua vida...e que agora nem ao menos volume possuía.
Deixou a folha cair de sua mão enquanto mirava o vazio. Tudo ao seu redor. Vazio.
A folha rodopiou levemente, e foi pousar ao solo.
Olhava, atonitamente para aquilo. Quão frágil fora sua última dose de esperança. Sentia os olhos secos, a garganta extinta em um protesto aos céus, ao universo, que não conseguia expurgar.
Piscou. E viu.
A folha. Estava de cabeça para baixo.
Vislumbrou, entre os garranchos, um desenho familiar, não escrito. Os hieróglifos se uniam de uma forma que não sabia definir, mas que agora faziam sentido. Aquelas linhas se fundiam, vistas por aquele ângulo...
Formando o desenho de uma árvore. O que eram aparentemente letras repetidas nos versos iniciais daquele poema visual, eram em verdade, folhas. Folhas brancas.
Uma árvore branca.
Sentiu um arrepio percorrendo sua espinha. Sentiu tremores em seu corpo. Mas não vinham de seu interior, de seu âmago. Vinham do solo em si. Tudo tremia, e a sensação se tornava cada vez mais nítida. O chão embaixo de seus joelhos era cada vez mais sacudido por uma força indefinida, mas inexorável, cada vez mais absoluta.
Levantou-se de supetão. Vislumbrou rachaduras se formando debaixo de seus pés. Viu que muitos dos cinzentos prédios ao longe, tombavam silenciosamente, uns sobre os outros, dominós gigantes e mudos.
As fissuras aumentavam de tamanho. Mas não sentia nenhum medo.
O tremor era cada vez mais forte, mas nenhum som havia no ar. Nenhum rumor lhe chegava a seus ouvidos.
Do chão cinzento, viu uma forma estranha brotando. Uma forma orgânica.
Um galho.
Folhas...brancas.
Fechou os olhos e sentiu apenas o tremor. Não havia nenhum receio dentro de si. Não havia motivo para se ter medo, apesar de toda a incongruência, todo o absurdo do espetáculo que se desenrolava ao seu redor.
Abriu os braços em gesto de redenção. Não temia nada.
Não soube dizer quanto tempo ficou com os olhos fechados, mas sentia o apelo visual a lhe chamar. Levantou lentamente as pápebras e viu.
A árvore branca. Imensa. Onipotente em sua vista.
Todo o restante, todos aqueles ilusórios prédios haviam desaparecido. Estava como se suspenso numa imensidão, vazia por todos os lados, se enegrecendo progressivamente, num degradê lento até onde sua visão alcançava. Era como se estivesse suspenso em um imenso vazio, um vácuo de escuridão, onde a única fonte de luz....vinha da árvore.
Mas não se importava.
Tudo que lhe significava, tudo que lhe fazia sentido era a imensa árvore.
Sabia que nada daquilo lhe fazia sentido, lhe dava resposta alguma a todo o absurdo que precedera semelhante espetáculo. Mas não se importava também.
Inspirou fundo. E deu o primeiro passo em direção ao bizarro vegetal.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Será?
Saboreie seu café. Aproveite o dia, aproveite a segunda feira. Não haverão infames cegos por suas crenças pessoas em amigos imaginários para adultos ao seu redor na data de hoje. Aproveite para parar e pensar, sem ter de responder, sem se sentir inspecionado por alguém que parece ser mas não é, informante de outrem, agente do mal que apregoa o bem, a virtude e valores por sua doutrina tanto repisados, mas nunca cumpridos, nunca levado a cabo e a rabo, por assim dizer.
Hipocrisia. Abunda entre nós. Bem sei.
Pare para pensar no que aprendeste no final de semana; no caso particular, diria que luthiers cobram mui caro por serviços que qualquer um que saiba manusear uma chave de fenda possa fazer por conta própria, ao custo de zero reais. Cobram muito caro para girar tal chavinha. Presumo que seja devido a seus maus caráteres de tanto lucrar por cima de inadvertidos guitarristas e semi-músicos de plantão.
Ainda assim, encerram em si a resposta para o enigma da não manutenção do tom de certa Fender Stratocaster que tanto me judia, que tanto me agride aos olhos de vê-la parada devido a tal infâmia, tal defeito. O que fazer? Ir ter aos profissionais que acabo de execrar? Talvez, em um tempo futuro. O tempo dirá.
Café, para sempre café, em todas as manhãs. Que assim seja.
Veja também o quanto fêmeas do sexo feminino gastam com cremes e perfumes e quejandos. Se embasbaque com semelhantes cifras. Fique servindo de "segurança" em um evento quase exclusivamente feminino, e veja mais uma simpatizante de dragões permanentemente marcados em suas peles, bela imagem, bela imagem. Desta vez não precisei procurar por ninguém, mas mesmo assim que alento me traz, ao saber que não prezas a infidelidade masculina e ainda assim estás a procura a fidelidade onde ela simplesmente não existe, na figura de um primo que desde sua mais tenra idade já tinha vocação para a lorota, para o papo-furado, para a persuação e enganação através de infame jogo de palavras? Assim o é, e sou erroneamente acusado de assim o ser também. Não.
Enfim.
Maravilhe-se com a negra beldade recém adquirida por um de seus mais fiéis companheiros, veja o padrão, veja a beleza, o som por ela proferido, e as possibilidades abertas pelos chineses. A vontade aflora, a mão coça e a pesquisa na rede mundial me leva a crer que, se possível for, irei realizar o sonho tão adiado de um dia possuir semelhante instrumento, em formato bem diferente, é verdade, mas com um preço infinitamente mais compatível com minha realidade de ser o assalariado menos assalariado da equipe recrutada por um amigo que mal sabe do que que se passa em seu extenso império.
É a vida.
Aproveitemos o momento antes da tempestade, antes das chuvas que prometem assolar nossa área, em retaliação aos pedidos incessantes de algumas pessoas que, misteriosamente apreciam de fato tais eventos, tais precipitações aquíferas. Não é meu caso: me lamento muito que a humanidade, tão avançada tequinologicamente, não tenha inventado uma maneira de irrigar os solos sem depender de tais infames chuvas. Onde está a água canalizada nestas horas? Por que depender ainda de algo tão incômodo para os seres a pé feito eu? Onde está a climatização independente e controlada por computador?
Access denied.
Aguardemos, aproveitemos o pouco que nos resta também do horário normal de passagem das horas, que em breve será modificado para aquela porcaria que ano após ano insistem em implantar, ao alarde de economias de mundos e fundos, que se traduzem em um simples número: zero.
É segunda. Já para o trabalho; e aproveitem o que quiserem aproveitar.
Hipocrisia. Abunda entre nós. Bem sei.
Pare para pensar no que aprendeste no final de semana; no caso particular, diria que luthiers cobram mui caro por serviços que qualquer um que saiba manusear uma chave de fenda possa fazer por conta própria, ao custo de zero reais. Cobram muito caro para girar tal chavinha. Presumo que seja devido a seus maus caráteres de tanto lucrar por cima de inadvertidos guitarristas e semi-músicos de plantão.
Ainda assim, encerram em si a resposta para o enigma da não manutenção do tom de certa Fender Stratocaster que tanto me judia, que tanto me agride aos olhos de vê-la parada devido a tal infâmia, tal defeito. O que fazer? Ir ter aos profissionais que acabo de execrar? Talvez, em um tempo futuro. O tempo dirá.
Café, para sempre café, em todas as manhãs. Que assim seja.
Veja também o quanto fêmeas do sexo feminino gastam com cremes e perfumes e quejandos. Se embasbaque com semelhantes cifras. Fique servindo de "segurança" em um evento quase exclusivamente feminino, e veja mais uma simpatizante de dragões permanentemente marcados em suas peles, bela imagem, bela imagem. Desta vez não precisei procurar por ninguém, mas mesmo assim que alento me traz, ao saber que não prezas a infidelidade masculina e ainda assim estás a procura a fidelidade onde ela simplesmente não existe, na figura de um primo que desde sua mais tenra idade já tinha vocação para a lorota, para o papo-furado, para a persuação e enganação através de infame jogo de palavras? Assim o é, e sou erroneamente acusado de assim o ser também. Não.
Enfim.
Maravilhe-se com a negra beldade recém adquirida por um de seus mais fiéis companheiros, veja o padrão, veja a beleza, o som por ela proferido, e as possibilidades abertas pelos chineses. A vontade aflora, a mão coça e a pesquisa na rede mundial me leva a crer que, se possível for, irei realizar o sonho tão adiado de um dia possuir semelhante instrumento, em formato bem diferente, é verdade, mas com um preço infinitamente mais compatível com minha realidade de ser o assalariado menos assalariado da equipe recrutada por um amigo que mal sabe do que que se passa em seu extenso império.
É a vida.
Aproveitemos o momento antes da tempestade, antes das chuvas que prometem assolar nossa área, em retaliação aos pedidos incessantes de algumas pessoas que, misteriosamente apreciam de fato tais eventos, tais precipitações aquíferas. Não é meu caso: me lamento muito que a humanidade, tão avançada tequinologicamente, não tenha inventado uma maneira de irrigar os solos sem depender de tais infames chuvas. Onde está a água canalizada nestas horas? Por que depender ainda de algo tão incômodo para os seres a pé feito eu? Onde está a climatização independente e controlada por computador?
Access denied.
Aguardemos, aproveitemos o pouco que nos resta também do horário normal de passagem das horas, que em breve será modificado para aquela porcaria que ano após ano insistem em implantar, ao alarde de economias de mundos e fundos, que se traduzem em um simples número: zero.
É segunda. Já para o trabalho; e aproveitem o que quiserem aproveitar.
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Diário quase diário.,
resmungos.,
Segundas nauseabundas
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
C-2.
O papel.
Só conseguia ver aquele pedaço de papel a esvoaçar no espaço morto à sua frente. À medida que seus pés iam alternando largas passadas, seus olhos estavam fixos na única coisa que parecia de fato existir naquele estranho mundo que o circundava, que havia se tornado ainda mais bizarro devido aos acontecimentos dos últimos minutos.
Estranha também, era a distância que o separava de tal papiro. Parecia não encurtar, por mais que ele usasse as pernas. Redobrou o esforço, ordenava mentalmente que as pernas voassem. Seus pés batiam no chão secamente, mas não conseguia ouvir o som das passadas. Olhou rapidamente para eles e constatou que apesar de baterem violentamente no empoeirado chão, nenhum grão de pó era levantado.
Era como se aquele já parado mundo houvesse subitamente tornado inerte. Pausado. Afastou todos os ambíguos pensamentos decorrentes de tal constatação. Sabia que o diferencial de todo aquele absurdo estava à sua frente, metros adiante. Na folha que dançava no ar.
Mas não conseguia nunca chegar lá, por mais que ofegasse, por mais que sentisse que suas pernas estivessem bombeando ácido. Por mais desesperado que estivesse. Sentia vontade de gritar, de se esgoelar para os cinzentos céus. Tentou se acalmar. Focar. A folha. A folha.
Momentos se passavam, minutos, horas, talvez. Nada mais fazia sentido, nem mesmo a passagem do tempo. Estaria sonhando? Estaria em um pesadelo?
Fechou os olhos, sem parar de usar as pernas. Reparou que não escutava o menor ruído em seus ouvidos. Não sentia o ar batendo em seu rosto. Nada. Ainda sem abrir as vistas, levantou a mão direita e desferiu seco golpe contra seu próprio rosto.
Sentiu. A dor.
Parou de correr.
Ofegante, dobrou seu corpo em direção ao solo. Sentia sua sanidade a lhe abandonar. O que diabos era tudo aquilo? O que significava? Tantas perguntas. Nenhuma resposta. Nada de concreto. Tinha receio de tentar vislumbrar a folha, o único diferencial que parecia existir naquela cinzenta e caótica realidade.
Medo.
De repente, uma supostamente extinta torrente de sentimentos lhe invadiu a mente. Sentiu medo, ódio, fúria. Tristeza. Sentia imensa vontade de chorar, mas sabia que de nada lhe valeria se curvar, se resignar. Parte dele sentia que deveria abandonar seu controle das pernas, que deveria relaxar todos seus músculos, abandonar toda a esperança. Cair ao chão e esperar pela morte.
Algo assim.
Mas não. Havia ainda alguma teimosia naquela anônima cabeça. Naquela mente sem identidade.
Levantou a cabeça, suspirando fundo e retesando seu maxilar enquanto o fazia.
A folha estava muito mais perto dele agora. Voando ao sabor de um vento que seu corpo parecia não poder mais sentir. Não procurou entender, não teve nem tempo para entender. Seu impulso já o dominava, ordenando imperativamente que voltasse a fazer uso das pernas.
Na rua, atapetada pelas agora inertes folhas amarelas e brancas, haviam alguns obstáculos. Ruínas de carros, pilhas de indefinidos escombros, tudo parecia estar em seu caminho, tentando impedi-lo de apanhar tal papel.
Ignorou tudo. Passou reto, por dentre tais aparentes entraves em seu caminho. Não existiam.
Via agora a folha com cada vez mais nitidez.
Adiante. Adiante. Era tudo que conseguia pensar. Era tudo que sabia pensar.
Apanharia aquela coisa, ou morreria tentando.
Só conseguia ver aquele pedaço de papel a esvoaçar no espaço morto à sua frente. À medida que seus pés iam alternando largas passadas, seus olhos estavam fixos na única coisa que parecia de fato existir naquele estranho mundo que o circundava, que havia se tornado ainda mais bizarro devido aos acontecimentos dos últimos minutos.
Estranha também, era a distância que o separava de tal papiro. Parecia não encurtar, por mais que ele usasse as pernas. Redobrou o esforço, ordenava mentalmente que as pernas voassem. Seus pés batiam no chão secamente, mas não conseguia ouvir o som das passadas. Olhou rapidamente para eles e constatou que apesar de baterem violentamente no empoeirado chão, nenhum grão de pó era levantado.
Era como se aquele já parado mundo houvesse subitamente tornado inerte. Pausado. Afastou todos os ambíguos pensamentos decorrentes de tal constatação. Sabia que o diferencial de todo aquele absurdo estava à sua frente, metros adiante. Na folha que dançava no ar.
Mas não conseguia nunca chegar lá, por mais que ofegasse, por mais que sentisse que suas pernas estivessem bombeando ácido. Por mais desesperado que estivesse. Sentia vontade de gritar, de se esgoelar para os cinzentos céus. Tentou se acalmar. Focar. A folha. A folha.
Momentos se passavam, minutos, horas, talvez. Nada mais fazia sentido, nem mesmo a passagem do tempo. Estaria sonhando? Estaria em um pesadelo?
Fechou os olhos, sem parar de usar as pernas. Reparou que não escutava o menor ruído em seus ouvidos. Não sentia o ar batendo em seu rosto. Nada. Ainda sem abrir as vistas, levantou a mão direita e desferiu seco golpe contra seu próprio rosto.
Sentiu. A dor.
Parou de correr.
Ofegante, dobrou seu corpo em direção ao solo. Sentia sua sanidade a lhe abandonar. O que diabos era tudo aquilo? O que significava? Tantas perguntas. Nenhuma resposta. Nada de concreto. Tinha receio de tentar vislumbrar a folha, o único diferencial que parecia existir naquela cinzenta e caótica realidade.
Medo.
De repente, uma supostamente extinta torrente de sentimentos lhe invadiu a mente. Sentiu medo, ódio, fúria. Tristeza. Sentia imensa vontade de chorar, mas sabia que de nada lhe valeria se curvar, se resignar. Parte dele sentia que deveria abandonar seu controle das pernas, que deveria relaxar todos seus músculos, abandonar toda a esperança. Cair ao chão e esperar pela morte.
Algo assim.
Mas não. Havia ainda alguma teimosia naquela anônima cabeça. Naquela mente sem identidade.
Levantou a cabeça, suspirando fundo e retesando seu maxilar enquanto o fazia.
A folha estava muito mais perto dele agora. Voando ao sabor de um vento que seu corpo parecia não poder mais sentir. Não procurou entender, não teve nem tempo para entender. Seu impulso já o dominava, ordenando imperativamente que voltasse a fazer uso das pernas.
Na rua, atapetada pelas agora inertes folhas amarelas e brancas, haviam alguns obstáculos. Ruínas de carros, pilhas de indefinidos escombros, tudo parecia estar em seu caminho, tentando impedi-lo de apanhar tal papel.
Ignorou tudo. Passou reto, por dentre tais aparentes entraves em seu caminho. Não existiam.
Via agora a folha com cada vez mais nitidez.
Adiante. Adiante. Era tudo que conseguia pensar. Era tudo que sabia pensar.
Apanharia aquela coisa, ou morreria tentando.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Dia novo!
I see a blue lake folding
I hear a new age dawning
there's a new direction in the way we see our lives to be
mysteriously, everything's changing making way for spring
I see a new day dawning
I feel a new wave forming
there's a new place we can take
among the leaves, among the trees
but until we leave, all in all, all is all that we perceive
-Olivia Tremor Control, A New Day.
Dias auspiciosos. Ao menos em parte.
Fico satisfeito de ver mudanças acontecendo ao meu redor. Muitas delas, para melhor, aparentemente. Muitas delas, afetam diretamente certas pessoas, más pessoas, falsas pessoas, que se julgavam reis da cocada preta...e descobriram que o buraco é mais embaixo.
Acho doido. Gente deste naipe tem mais é que se fuder. Pessoas que têm ambição, muita ambição, a ponto de pisarem por cima da ética - e de você - para "subirem" no conceito de certas figuras no poder.
Geralmente, generalizo a vida tendo o foco errado. Sou um pessimista nato, e sei disso. Nunca neguei tal aspecto de minha personalidade. Agora, como costumo dizer aos otimistas irremediáveis que vejo por aí, "é impossível para um otimista ter uma surpresa agradável."
Eu estou tendo uma certa sequência de tais surpresas nestes dias; sendo o pessimista irredutível que sou, as recebo com desconfiança, pois quanto mais alto você sobe...mais doído é o tombo, caso dê tudo errado, segundo a lei da vida(lei de Murphy, evidentemente).
Mesmo assim, acho doido que haja espaço para pessoas de bem suplantarem os desígnios malévolos dos aproveitadores, dos traíras, dos "políticos" - aqueles que venho citando porraqui nos últimos dias.
De resto, a maior novidade é que semana que vem, 6 dias a partir de hoje, para ser mais exato, terei de me submeter à nova intervenção cirúrgica em minha vista esquerda, de fato. Sentir aquele cortezinho na córnea e sentir aquele cheirinho delicioso de córnea queimada por laser. Hu-há.
Que venha, também: além de corrigir meu problema de tal olho, ganharei um descanso merecido deste ambiente opressivo de trabalho, ainda mais tenso devido ao duro golpe que os oportunistas, os espertinhos daqui levaram essa semana. Ha, ha, ha!
Vejamos o que vem em seguida...
I hear a new age dawning
there's a new direction in the way we see our lives to be
mysteriously, everything's changing making way for spring
I see a new day dawning
I feel a new wave forming
there's a new place we can take
among the leaves, among the trees
but until we leave, all in all, all is all that we perceive
-Olivia Tremor Control, A New Day.
Dias auspiciosos. Ao menos em parte.
Fico satisfeito de ver mudanças acontecendo ao meu redor. Muitas delas, para melhor, aparentemente. Muitas delas, afetam diretamente certas pessoas, más pessoas, falsas pessoas, que se julgavam reis da cocada preta...e descobriram que o buraco é mais embaixo.
Acho doido. Gente deste naipe tem mais é que se fuder. Pessoas que têm ambição, muita ambição, a ponto de pisarem por cima da ética - e de você - para "subirem" no conceito de certas figuras no poder.
Geralmente, generalizo a vida tendo o foco errado. Sou um pessimista nato, e sei disso. Nunca neguei tal aspecto de minha personalidade. Agora, como costumo dizer aos otimistas irremediáveis que vejo por aí, "é impossível para um otimista ter uma surpresa agradável."
Eu estou tendo uma certa sequência de tais surpresas nestes dias; sendo o pessimista irredutível que sou, as recebo com desconfiança, pois quanto mais alto você sobe...mais doído é o tombo, caso dê tudo errado, segundo a lei da vida(lei de Murphy, evidentemente).
Mesmo assim, acho doido que haja espaço para pessoas de bem suplantarem os desígnios malévolos dos aproveitadores, dos traíras, dos "políticos" - aqueles que venho citando porraqui nos últimos dias.
De resto, a maior novidade é que semana que vem, 6 dias a partir de hoje, para ser mais exato, terei de me submeter à nova intervenção cirúrgica em minha vista esquerda, de fato. Sentir aquele cortezinho na córnea e sentir aquele cheirinho delicioso de córnea queimada por laser. Hu-há.
Que venha, também: além de corrigir meu problema de tal olho, ganharei um descanso merecido deste ambiente opressivo de trabalho, ainda mais tenso devido ao duro golpe que os oportunistas, os espertinhos daqui levaram essa semana. Ha, ha, ha!
Vejamos o que vem em seguida...
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Monkey wrench. A blunt tool.
Ontem, foi um dia atarefado, movimentado. Após um longo e tenebroso inverno de quase dois anos, fui ao médico dos zói para verificar o estado de minha cirurgia de correção de miopia, realizada em 2008. Era pra ter ido no ano passado, mas forças ocultas me preveniram de lá comparecer, feito assuntos de memória falha e falta de vagas. Enfim. Descobri, para meu imenso júbilo, que novamente, caso minha córnea esquerda o permita, terei de entrar na faca. O grau residual neste olho foi maior do que o esperado.
Certo, certo. Fazer o quê. Toda cirurgia envolve riscos, mas acho que vale a pena se valer desta ciência para consertar tal falha de percurso. Terei de lá comparecer novamente na data de hoje, para exames de topografia e paquimetria da tal córnea sejam realizados e averiguada seja a possibilidade de refazer a coisa.
Nestas horas, eu paro para pensar e me surpreendo com o mundo científico em que vivemos. No mesmo ano em que fiz a cirurgia, o médico em questão corrigiu um outro defeito de minhas vista, o descolamento de minhas retinas, normal para pessoas com muitas dioptrias na vista. Minha avó já havia tido que fazer tal procedimento, anos atrás. Meu pai fazia terrorismo a respeito disso para que nós não lêssemos revistinhas em trânsito, uma vez que na época circulava a lenda de que isto causava este descolamento. O procedimento envolvia ter de abrir o olho todo no bisturi, coisa que nos causava arrepios.
Quando tive de fazer tal coisa, logo já arrepiei todo. Mas, graças aos avanços da ciência, hoje em dia, um laser direcionado ao fundo do olho resolve tudo sem a necessidade de procedimentos invasivos. E a cirurgia de correção da miopia é outra maravilha: quem diria que tal feixe de luz unidirecional poderia fazer tanta coisa? Eu amo a ciência e suas vantagens oriundas de seus progressos. Acredito que realmente melhore a vida de todos nós.
Ou não, aparentemente.
Ontem tive um certo dissabor aqui no escrotório que me deixou perplexo pelo resto do dia e me impeliu a ter de escrever algo a respeito. Inadvertidamente postei a seguinte frase em meu MSN: "Creationism is the opium of the people who did poorly in science class." Achei a frase genial quando a vi neste bem-humorado site, e apreciei muito também o argumento apresentado pelo autor.
Pra quê. Esqueci-me(imbecil) que o colega de sala, aqui do meu lado, pertence a alguma igreja adventista ou algo que o valha. Em suma: é crente. Tive de ouvir algo semelhante ao que Darwin escutou logo ao publicar sua Origem das Espécies:
-Eu não venho de nenhum macaco!!
O que me deu ganas de responder algo do naipe:
-De fato. Você É um macaco, seu imbecil.
(da série: respostas que eu gostaria de dar)
As coisas que a gente tem de aguentar de frangos...ainda mais frangos cegos pela sua fé. Não quis saber de discutir, pois não obterei nenhuma vantagem ao fazê-lo, muito pelo contrário: tal pessoa faz parte da panelinha secreta que planeja sua ruína, que faz parte daquela corja de traíras daqui desta empresa, que usam tudo que puderem contra você, para te ver no olho da rua.
Compaixão pelo próximo, de fato. Valores morais, de fato. Tudo isto protegido pelo véu da igreja, que tanto nos ensina coisa maravilhosas, como proteger pedófilos, propagar a idéia que contracepção é algo do capeta, de quebra auxiliando para que a AIDS e a superpopulação se torne coisas cada vez mais sérias. Não só isso: propagam a intolêrancia, o ódio contra pessoas de orientação sexual diferente da imposta por eles(e que ironicamente é tão execrável quanto: pedófilos e homossexuais, uma vez que comem os pobres coroinhas e quejandos), a violência contra aqueles que, como eu, não acredita nesse monte de imbecilidades.
E o que mais quero dar ênfase: propagam o obscurantismo, o atraso da ciência. Se não fossem tais dogmas e regras transviadas, o progresso científico não teria quase deixado de existir na famosa fase negra que aconteceu na idade média. Se você fizesse alguma descoberta oriunda da observação e de métodos científicos, os tribunais da Santa Inquisição lhe agardariam, para tratá-lo a pão de ló em suas masmorras. Tudo isto com direito a toda sorte de tortura e atos abjetos para que você confessasse seus pecados de tentar ser cientista. Mortes horrendas agardavam estas pobres almas. Não matarás, de fato.
O que mais me indigna é pensar que este cara tem uma filha, que será convenientemente cegada pela fé de seus pais. Aprenderá que deus criou o homem à sua imagem e semelhança...Que criou os animais, um a um e tudo mais. Que a Terra é o centro do universo. Que a Terra é achatada.
É mesmo?

Eu creio mais nisto. E que religião nada mais é que uma forma de controlar as massas, perante o medo e diante da intolerância. Que ciência é algo perigoso, que deve ser execrado.
De fato. Uma vez que ameaça a supremacia destas instituições. Que ameaça seu reinado de terror e ignorância. Ameaça seu controle sobre tais massas, de gnus ignorantes, apropriadamente, confortavelmente cegos por tal fé.
Certo, admito que existem pessoas que prestam no meio de tantos obscurantistas. Existem alfuns engajados que realmente ajudam seu próximo, ainda que obedeçam cegamente às palavras de um livro milenar, traduzido e retraduzido e extintas línguas e que deve ter tido 99% de seu conteúdo original alterado para favorecer a tais instituições - se é que houve mesmo uma bíblia original. Sim, existem boas pessoas ali. Mas a somatoria de tudo é algo que não posso conceber. Não é à toa que até hoje existe o index livrorum proibitorum. Desafio um desses enfáticos religiosos a lerem O Evangelho Segundo Jesus Cristo, do falecido Saramago e me virem provar que tal livro não é tão válido quanto a bíblia.
Como disse o ceguinho aqui do meu lado: "-Isto é só uma teoria!"
Certo, certo. Assim como o livro de Saramago. Que lhe rendeu uma excomunhão. Porquê será né.
Enfim, minhas palavras são murros em ponta de faca, são palavras atiradas ao vento, por assim dizer. Mas sei que exitem algumas pessoas que são "almas perdidas" feito eu. Que encontrarão alguma razão no que digo. E que sentem a necessidade, nem que seja de escrever algo que quase ninguém lerá, a respeito de tais absurdos que ainda reinam neste manicômio que é a Terra.
Certo, certo. Fazer o quê. Toda cirurgia envolve riscos, mas acho que vale a pena se valer desta ciência para consertar tal falha de percurso. Terei de lá comparecer novamente na data de hoje, para exames de topografia e paquimetria da tal córnea sejam realizados e averiguada seja a possibilidade de refazer a coisa.
Nestas horas, eu paro para pensar e me surpreendo com o mundo científico em que vivemos. No mesmo ano em que fiz a cirurgia, o médico em questão corrigiu um outro defeito de minhas vista, o descolamento de minhas retinas, normal para pessoas com muitas dioptrias na vista. Minha avó já havia tido que fazer tal procedimento, anos atrás. Meu pai fazia terrorismo a respeito disso para que nós não lêssemos revistinhas em trânsito, uma vez que na época circulava a lenda de que isto causava este descolamento. O procedimento envolvia ter de abrir o olho todo no bisturi, coisa que nos causava arrepios.
Quando tive de fazer tal coisa, logo já arrepiei todo. Mas, graças aos avanços da ciência, hoje em dia, um laser direcionado ao fundo do olho resolve tudo sem a necessidade de procedimentos invasivos. E a cirurgia de correção da miopia é outra maravilha: quem diria que tal feixe de luz unidirecional poderia fazer tanta coisa? Eu amo a ciência e suas vantagens oriundas de seus progressos. Acredito que realmente melhore a vida de todos nós.
Ou não, aparentemente.
Ontem tive um certo dissabor aqui no escrotório que me deixou perplexo pelo resto do dia e me impeliu a ter de escrever algo a respeito. Inadvertidamente postei a seguinte frase em meu MSN: "Creationism is the opium of the people who did poorly in science class." Achei a frase genial quando a vi neste bem-humorado site, e apreciei muito também o argumento apresentado pelo autor.
Pra quê. Esqueci-me(imbecil) que o colega de sala, aqui do meu lado, pertence a alguma igreja adventista ou algo que o valha. Em suma: é crente. Tive de ouvir algo semelhante ao que Darwin escutou logo ao publicar sua Origem das Espécies:
-Eu não venho de nenhum macaco!!
O que me deu ganas de responder algo do naipe:
-De fato. Você É um macaco, seu imbecil.
(da série: respostas que eu gostaria de dar)
As coisas que a gente tem de aguentar de frangos...ainda mais frangos cegos pela sua fé. Não quis saber de discutir, pois não obterei nenhuma vantagem ao fazê-lo, muito pelo contrário: tal pessoa faz parte da panelinha secreta que planeja sua ruína, que faz parte daquela corja de traíras daqui desta empresa, que usam tudo que puderem contra você, para te ver no olho da rua.
Compaixão pelo próximo, de fato. Valores morais, de fato. Tudo isto protegido pelo véu da igreja, que tanto nos ensina coisa maravilhosas, como proteger pedófilos, propagar a idéia que contracepção é algo do capeta, de quebra auxiliando para que a AIDS e a superpopulação se torne coisas cada vez mais sérias. Não só isso: propagam a intolêrancia, o ódio contra pessoas de orientação sexual diferente da imposta por eles(e que ironicamente é tão execrável quanto: pedófilos e homossexuais, uma vez que comem os pobres coroinhas e quejandos), a violência contra aqueles que, como eu, não acredita nesse monte de imbecilidades.
E o que mais quero dar ênfase: propagam o obscurantismo, o atraso da ciência. Se não fossem tais dogmas e regras transviadas, o progresso científico não teria quase deixado de existir na famosa fase negra que aconteceu na idade média. Se você fizesse alguma descoberta oriunda da observação e de métodos científicos, os tribunais da Santa Inquisição lhe agardariam, para tratá-lo a pão de ló em suas masmorras. Tudo isto com direito a toda sorte de tortura e atos abjetos para que você confessasse seus pecados de tentar ser cientista. Mortes horrendas agardavam estas pobres almas. Não matarás, de fato.
O que mais me indigna é pensar que este cara tem uma filha, que será convenientemente cegada pela fé de seus pais. Aprenderá que deus criou o homem à sua imagem e semelhança...Que criou os animais, um a um e tudo mais. Que a Terra é o centro do universo. Que a Terra é achatada.
É mesmo?

Eu creio mais nisto. E que religião nada mais é que uma forma de controlar as massas, perante o medo e diante da intolerância. Que ciência é algo perigoso, que deve ser execrado.
De fato. Uma vez que ameaça a supremacia destas instituições. Que ameaça seu reinado de terror e ignorância. Ameaça seu controle sobre tais massas, de gnus ignorantes, apropriadamente, confortavelmente cegos por tal fé.
Certo, admito que existem pessoas que prestam no meio de tantos obscurantistas. Existem alfuns engajados que realmente ajudam seu próximo, ainda que obedeçam cegamente às palavras de um livro milenar, traduzido e retraduzido e extintas línguas e que deve ter tido 99% de seu conteúdo original alterado para favorecer a tais instituições - se é que houve mesmo uma bíblia original. Sim, existem boas pessoas ali. Mas a somatoria de tudo é algo que não posso conceber. Não é à toa que até hoje existe o index livrorum proibitorum. Desafio um desses enfáticos religiosos a lerem O Evangelho Segundo Jesus Cristo, do falecido Saramago e me virem provar que tal livro não é tão válido quanto a bíblia.
Como disse o ceguinho aqui do meu lado: "-Isto é só uma teoria!"
Certo, certo. Assim como o livro de Saramago. Que lhe rendeu uma excomunhão. Porquê será né.
Enfim, minhas palavras são murros em ponta de faca, são palavras atiradas ao vento, por assim dizer. Mas sei que exitem algumas pessoas que são "almas perdidas" feito eu. Que encontrarão alguma razão no que digo. E que sentem a necessidade, nem que seja de escrever algo que quase ninguém lerá, a respeito de tais absurdos que ainda reinam neste manicômio que é a Terra.
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terça-feira, 21 de setembro de 2010
Saco.
Falta de idéias + pessoas "traíras" perto de sua mesa + cansaço = 404 post not found.
Infelizmente, hoje tá assim. E como tá tenso aqui, cheio das facadas nas costas advindas deste indivíduo perto de mim, melhor não dar matéria prima presse bosta.
Infelizmente, hoje tá assim. E como tá tenso aqui, cheio das facadas nas costas advindas deste indivíduo perto de mim, melhor não dar matéria prima presse bosta.
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