quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Butecum salutaris est, alea jacta est. Etcoetera.

Ontem teve bão. Muito bão. O evento especial marcado para a ocasião acabou não acontecendo, mas mesmo assim, achei muito doido.

O que aconteceu de tão especial? Bem, quase nada, se você for uma pessoa não-Buriólica como este que aqui tanto escreve, dia após dia. Mas, coisas corriqueiras para uns podem vir a ser algo de extraordinário para um ser que esteve às raias da insanidade devido ao seu crescente grau de misantropia, que chegou a níveis mesmo alarmantes no final de 2009.

Na data da famigerada virada do ano, data em que experimentei tal sensação há muito esquecida - a de achar doido somente estar com a sua galera, com pessoas legais, apenas curtindo, jogando conversa fora, rindo de bobagens, sendo zoado e zoando de volta, eu me prometi que neste ano eu ao menos faria um esforço para fazer isto mais vezes.

Tem dado resultados. Todas as vezes que saio com meus amigos, eu acho bacana, e me faz bem, me dando forças e mesmo idéias para fazer as outras coisas que quero continuar fazendo e produzindo, mesmo que não seja de imediato.

Sinto que tais coisinhas, insignificantes para a imensa maioria das pessoas, para mim funcionam como uma recarga de ânimos. Não é nada bom se sentir um completo inútil dez horas por dia, e continuar se sentindo de tal forma ao voltar para casa. Pode endoidecer um Buriol.

Meu problema é quere que as coisas se resolvam de imediato. Acontece, com pessoas que não são dotadas de muita paciência. Na terça feira mesmo, quase tive uma recaída dessa sensação de impotência e desespero perante as minhas bobagens pessicológicas que tanto me chateiam. Ontem eu acordei com a tal sensação pulsando em meu coco. Felizmente, eu consegui, de alguma forma, pôr a coisa para correr, não sei nem bem como. Talvez tenha sido um reflexo da recarga que havia ocorrido no final de tarde anterior, quando a sensação ruim estava me perturbando, e acabei recusando-me a voltar para casa naquele estado. Eu SABIA que lá ficaria achando tudo ruim, sem conseguir fazer nada que preste.

Felizmente, havia um de meus amigos por perto. Fomos para um buteco, ficamos jogando conversa fora e olhando as cocotas passando, e me fez bem, muito bem. Este era outro lance que eu sentia falta inadvertidamente também.

Sempre é bão ver as cocotas passando. Eheheheh. Faz bem pros rins. Pra pele, pros cabelos, pra tonga da mironga, e, não resisto a piada infame e escrota, pro caralho. Ahahahahahha. Credo Buriol. Ah, blah. Fodas. Faz bem pra cabeça. Pras cabeças, uahahahahah.

Quanta cretinice junta. Enfim, voltemos à vida cinza deste escrotório. As dez horas mais cinzas de todos os tempos. Blah.

Ao menos sei onde buscar a recarga desta descarga que tal luta pelo vil metal me traz....É um bom primeiro passo, creio eu.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Eu protesto!

Tem certas coisas que eu vejo e não acredito, ou custo a acreditar.

Hoje eu cheguei aqui no escrotório um tanto mais cedo que o normal, acho que por ter saído de casa uns cinco minutos mais cedo que o de costume. E como estamos em épocas que muitos frangos belorizontinos se deslocam para aquelas "praias" lindíiiiiiiiiisimas do Espritu Santu, o trânsito fica um tanto quanto melhorado, por assim dizer. Cheguei aqui às 7:15, horário do relógio de ponto, aquele que manda nas horas de todos os vassalos de Herr Direktor.

Enfim, chego aqui e me dirijo para a cozinha da empresa, onde a televisão ligada, sintonizada na Globo e veiculando o "Bom Dia Brasil", divulga a seguinte notícia:

"Moradores da zona sul de São Paulo protestam contra alagamentos."

Eu, que já havia acordado de mau humor, mas que tinha a muito custo conseguido contê-lo momentos antes, senti uma raiva aflorar. Prestei atenção na notícia, incrédulo. Vim aqui para minha sala ainda incrédulo, e tive que verificar em outra fonte, a veracidade da matéria divulgada na televisão. Ando desconfiando do jornalismo, depois de episódios como já narrei aqui antes.

Mas a coisa aconteceu, de fato. E fiquei pasmo. Protestar contra alagamentos. A televisão falava também de "protestos contra a chuva". Os moradores fizeram a maior baderna e, evidentemente, a polícia teve de ser acionada. Cara, PUTA QUE O PARIU. Que porra é essa, eu digo.

Jogam lixo nas ruas, entopem todos os bueiros. O resultado é mais que óbvio. ALAGAMENTOS. A polícia usou bombas de "efeito moral"(até hoje não sei que diabos de bomba é essa e o que faz) contra os moradores, digo, FRANGOS rebeldes.

Protesto de cu é rola. Pra merda. Tinham é que jogar, no mínimo, bombas de efeitos esterilizante em pessoas que fazem um papel de idiota como esse. Eu decidi até criar a categoria "frangaiadas" aqui para melhor classificação e elucidação do mistério que é esse tipo de gente. PêQuêPê.

Que fique bem claro que o termo "frango" não faz distinção NENHUMA de classe, cor, credo, orientação de qualquer natureza ou seja lá o que for. FRANGO é uma pessoa tão inteligente quanto um frango. Que caga na sua própria comida. Que destrói tudo ao seu redor e depois fica lá cacarejando feito idiota. É como esse povo que fez esse "protesto" inútil. É como o Max descreveu em seu blog, de maneira mais suscinta que costumo descrever.

Pode chiar o que for. A chuva não vai parar por conta disso. Os alagamentos irão continuar enquanto vocês, retardados, continuarem jogando lixo nas ruas. E jogo na cara mesmo, pois eu não faço isso. A culpa NÃO é da prefeitura, NÃO é de São Pedro. É de VOCÊS, frangos.

Bem, felizmente isso não vai estragar meu dia. Eu não vou deixar. Deixa eles lá, fazendo a dança da anti-chuva, que adianta tanto quanto um aborígene dançando em prol da chuva. E se quiserem, posso ao menos sugerir uma forma de protesto no mínimo mais original que essa porra. Destruam todas as igrejas de São Pedro! Afinal de contas, não é ele que manda nas chuvas segundo suas crendices frangais??

Ahahahahahaha. Deixa eu começar a pitimba aqui...

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Terçazzzzzzzz.

Engraçado, que mesmo após ter passado a data fatídica da segunda feira, a gente ainda fica num estado meio de letargia. Ao menos antes de sorver o famigerado café. Pra dentro! Ahhhh. Desce bem, mas um tanto doce. As pessoas daqui têm o hábito de querer desenvolver um diabetes antes mesmo dos 35 anos de idade. A receita infame deve ser algo em torno de 700 gramas de açúcar para cada mililitro de café, algo assim.

Enfim, a gente bebe o café ultra-doce; o que importa é a cafeína. Desde que tenha ela, até os energéticos com sabor de mertiolate passam batido.

Mas, dizia eu ontem, sobre alguma coisa legal que tinha acontecido no final de semana. Na verdade, foram várias coisinhas relacionadas a uma dita afinidade minha...e que compartilho com a minha irmã mais nova. Sim, trata-se de aventuras musicais. Coisas inúteis, aparentemente, para a grande maioria do galinheiro, mas de grande significância para este que vos escreve. Inicialmente, no sábado, eu pus para funcionar minha mais recente aquisição em termos de amplificador, o pequeno Vox DA-5. Eu tinha testado a coisinha no dia seguinte de sua aquisição e tinha achado legalzinho, mas um tanto fraco. Acontece que eu não havia testado a coisa direito. Eu fiquei absolutamente boquiaberto com o sonzão que aquela bustica de amplificador é capaz de fazer. Brinquei com ele por um tempinho, mexendo nos efeitos embutidos em seu interior, que são igualmente bons, e mais tarde minha irmã veio me interpelar se eu havia gravado algo do que tinha inventado enquanto brincava com a coisa.

Infelizmente, não havia sido o caso. Ela ficou de cara quando disse que todo aquele som eu tinha feito com o pequeno notável. Em suma, uma excelente aquisição. Horas mais tarde, quando gorou a saída e depois de ter sido obrigado a render um outro equipamento que no sótão estava de empréstimo - um amplificador para voz - eu pensei, ora bolas, eu gosto de fazer meu barulho, Marcela gosta também das coisas que faço e tem um senhor vozeirão, tá na hora da gente tirar proveito disso.

No dia seguinte, domingão bravo, data em que todo mundo fica meio prostrado sabendo que é um dia que significa o fim do final de semana, eu resolvi tentar fazer alguma coisinha musical, plugando meus outros brinquedos previamente adquiridos, mesmo um pedal solitário OS-2 da Boss que havia adquirido muiiiiito tempo atrás. Eu não havia gostado muito e tinha jogado ele num canto, temendo ter gasto em vão uma grana boa, uma vez que tudo isto de música e quejandos envolve gastos exorbitantes. Desenterrei o pedal e pluguei-o ao rig de efeitos, juntamente com o loop statio, para que eu desta vez gravasse o que estava fazendo. Qual não foi minha surpresa ao constatar que o pedalzinho é capaz de fazer um som agradável.

Estas surpresas salvam um dia, aparentemente. Fiz uma bobaginha improvisada em cima de uma base ridícula de 2 acordes, que me pareceu ser legal. Um pouco mais tarde, antes do almoço, eu cheguei para minha irmã e falei, "acho que tá na hora da gente criar vergonha na cara e fazermos algo juntos, não?"

Este foi o grande acontecimento, por assim dizer, do final de semana. Marcela hesitou um tanto, afirmando que "ah mas eu não sei, blah blah blah." (Reação típica dos 'branquelos' de minha família. Como podem ver, não sou só eu! Hunf.)

Ao que repliquei, "e você acha que eu sei alguma coisa também?"

A coisa ficou meio que no ar por um tempo, e já estava achando que a idéia('ideia' de cu é rola, reforma ortográfica de merda!) iria morrer por ali mesmo, mas...no final da tarde ela manifestou interesse, e trouxe seu baixo a tiracolo. Vamos lá, então. Ela gostou do que eu havia feito, e, ainda que de forma trepidante, acrescentou alguma coisinha por cima com seu baixo, e ficamos ali por uma boa hora viajando em musicalidades estranhas e improvisadas....mas que me soaram muito verdadeiras, muito agradáveis para minha alma, ao menos.

Oh, que dramático. Mas foda-se. Quem ja vem de fábrica com estas configurações de gostar de tais "inutilidades", sabe do que eu estou falando. Sabe como faz bem pôr estas coisas para funcionar. Não existem muitas coisas piores que se sentir inútil perante a vida com tais habilidades que por sei lá que cargas d'água a gente nasce já tendo afinidade. Acontece com música, acontece com o desenho, ao menos em meu caso. Ao menos em relação à musicalidade, eu e Marcela estamos dispostos a fazer desta brincadeira de domingo uma coisa mais constante. Quem sabe, isto pode dar certo, por que não?

Lado outro, se pela música a coisa vai bem, no outro lado, a luta está árdua, ainda mais agora que querem meu sangue por ser lerdo em resolver meus ditos "dramas" com os malditos entraves mentais em relação a meu "trabalho gráfico". Afirmo que ainda estou na luta; mas que tá difícil, de fato, pôr as coisas no papel. Vai sair, vai sair, podexá. Mas, eu bem sei, ao menos este ano, o que eu também degvo fazer para conter meu mau gênio e me fazer mais produtivo. E afirmo que irei fazê-lo....ou morrer tentando. Algo assim.

Mas não da forma que quase morri no final do ano passado....sozinho e insano. Não. Me recuso a fazê-lo novamente.

Blah. O mau-olhado chefal já me massacra. É hora de fingir que trabalho. Ha, ha, ha.

E que o ano se mostre produtivo....em tudo o que eu posso fazer, mesmo que não sirva para nada no universo da frangolândia....

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Segundaaaaaaaaaaaaazzzzzzzzzzzz.

Cá estou, no estupor característico do dia mundial da preguiça, a segunda-feira. Não importa se você é dentista, adevogado, assesor jurídico do sub-gerente do McDonalds de Brotas ou seja lá o que for. Segunda feira é osso. E não sou ninguém antes de sorver a negra infusão aromática do cafééééé nosso de cada dia. Glug, glug. Assim melhora. Se a doida da mulé do café daqui tivesse um pingo de senso, no entanto, seria melhor. Faz um café super-adoçado e insuficiente. Enfim, ela é doida, o que se há de fazer.

Ah. Melhora bem sentir o efeito dele, o café. Bem-vindo seja.

Mas enfim. O que se sucedeu no final de semana? Não muito, para falar a verdade. Estava eu acreditando que iria acontecer um acontecimento extraordinário, ao menos para este que vos escreve. Coisa absolutamente corriqueira ara qualquer ser vivo dito normal por aí, mas muito não-usual para mim. Em verdade, não aconteceu, mas também nem muita diferença fez. Felizmente, tive a agradabilíssima companhia da outra "branquela" da família por todo o final de semana, e isso sim fez a diferença.

No sábado, assistimos juntos à dita "primeira parte" da dupla de filmes Grindhouse, elaborada pela genial dupla de diretores Quentin Tarantino e Robert Rodriguez. "Death Proof", dirigido pelo primeiro, é muito, mas muito legal, um filme mais com a cara própria de Tarantino em si, coisa que senti meio que falta em "Bastardos Inglórios". O filme é cheio de elementos que muito me agradam, como a presença dos imponentes "muscle cars" típicos dos anos 70, e personagens femininas fortes e, evidentemente, bem agradavéis aos olhos de qualquer marmanjo que se preze. A trama também é interessante, mesmo que alguns possam argumentar que o filme possa ser um tanto arrastado, eu gostei muito. Adoro os diálogos típicos deste diretor. E confesso que fiquei realmente aflito, com o coração na boca enquanto rolavam as perseguições de carros na sequência final do filme. Cumpriu seu objetivo, portanto. E bati palmas no final propriamente dito: foi lindo ver aquilo acontecer. Hahahahaha!

Mais tarde, quando o dito esquema anteriormente planejado morreu, e depois de ter tido de render um dos equipamentos sonoros que compunham o estúdio do sótão, fomos assistir ao segundo filme, "Planet Terror", de Robert Rodriguez. É uma verdadeira obra-prima do entretenimento dito trash. Repleto de hilários momentos nojentos, com gosmas exageradamente nojentas, zumbis sedentos por cérebros e todos os elementos que compõem um bom filme do gênero. Evidentemente, ver aquela péssima cantora, Fergie, ser extirpada de seu cérebro foi um bônus, eheheheh. Acho que nem é preciso comentar com muita ênfase o acontecimento mais notável do filme, quando a atriz principal substitui sua perna de pau por uma metralhadora com lança-granadas. Aahahahahhaha! Muito, muito bom.

Mas o acontecimento mais marcante do final de semana foi outro...Que terei que deixar para escrever amanhã, uam vez que meu "chefe" aqui está me cobrando a conferência dos balancetes que os idiotas dos baianos sempre mandam errados e que tenho que me virar para tentar acertar. Ah, a contabilidade. Como é possível que alguém de fato GOSTE duma porra dessas, é um mistério que, creio eu, nunca irei desvendar plenamente.

Enfim, amanhã tem mais.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Idiocracia!

É impressão somente minha....ou as pessoas estão ficando cada vez mais burras?

Explico. Semana passada, quando estive a almoçar com dois amigos meus, o tema surgiu à mesa, quando Daniel me disse que uma de suas maiores diversões atuais é a leitura das notícias na internet, e que mesmo nas ditas notícias "sérias" - ou seja, as não-populares, por assim dizer - estão repletas de absurdos que beiram a comicidade. Um exemplo?

"Cientistas descobrem que músicos de jazz, enquanto improvisam, desativam certas partes do cérebro relacionadas a planejamento."

NÃO!! Não me diga!! É sério?? Quer dizer que quando um jazzista improvisa ele, er...IMPROVISA? Sem planejamento?? Não acredito! E quanto aos outros músicos? Será que euando um bluesman improvisa ele também improvisa? E os metaleiros? E os pagodeiros? Certo, certo. Pagode não é música. Enfim.

Puta que o pariu. Como isso pode ser tachado de descoberta, eu não sei; tampouco sei como uma coisa dessas pode ser chamada de notícia. Isso pra mim ou é fruto de um autêntico emburrecimento tanto da parte do jornalista que escreveu a matéria como do editor que deixa uma coisa dessas passar. E isto na seção CIÊNCIA. Um nom e que inspira austeridade, sobriedade. Por Mitra. Existem outros exemplos, que eu ouvi falar nestes dias para trás:

"Cigarro pode previnir diabetes."
"O uso de telefones celulares por duas horas diárias pode prevenir o Alzheimer."

Ah, vai pra merda. Puta que pariu MESMO. Eu, que tive meu pé na dita ciência em laboratórios da UFMG enquanto ainda tentava ser um biólogo, sei que existe muita coisa errada nestas duas chamadas, sem nem ao menos precisar de checar a pesquisa em si. Cigarro prevenir diabetes. Tá bom. Realmente, se você fumar uns 3 maços de cigarro por dia, você previne o diabetes, uma vez que você terá morrido de CÂNCER de pulmão muito antes da diabetes ter chance de se manifestar. De fato.

Celular prevenir Alzheimer?? A notícia falava de testes em ratos. Bem sei que devem haver testes específicos para avaliar o surgimetno e o desenvolvimento da doença nos cerebros dos ratos, mas não posso resistir para zoar o lado mais cômico da coisa. Digamos, como se avalia externtamente que um rato tem Alzheimer? Ele se esquece de comer? Ele esquece o caminho do labirinto? E outro lado mais hilário - pra quem os ratos vão ligar em seus celulares? Para o horóscopo? "Você que é rato no horóscopo chinês, a previsão é de que em breve você perca a memória e se esqueça de....puta merda, esqueci tudo."

Algo assim. E a coisa existe mesmo além dos pregões da internet, como me disse ontem o Max, em encontro cafeínico semanal na savaca. Coisas que saíram na Veja, que eu já descarto como documento sério, mas que pode gerar boas risadas e pôr-nos a pensar. Reportagens em era citada a energia gasta por mega-empresas de informática, como a Google e quejandos, que consomem sei lá quandos milhares de megawatts que não sei bem por que cargas d'água foram comparados...ao PIB do Paraguai. Hein?

MAS HEIN? Como assim? A coisa ia mais ou menos assim: "Empresas como a Google consomem 10000000 megawatts, que equivalem ao PIB do Paraguai." O quê? Como se pode comparar megawatt com PIB? É como comparar uma tábua de frios com uma turbina de Itaipu, algo tão incongruente quanto. Certo, dá pra se ter vaga idéia do que o reportér quis dizer, mas mesmo assim, é algo que eu nunca permitiria ser escrito em um veículo de informação nacional e internacional como uma revista destas. Pra mim, é um absurdo.

Outro exemplo citado por Max: deu nos telejornais, ahá muito tempo atrás, a notícia de um dado super-navio que estava sendo construído, daquelas coisas: "o maior navio de todos os tempos." Aí um tio dele vai e comenta com o pai de Max: "o navio está sendo construído com chapas de aço de...DOIS METROS de espessura."

Aham. Tá bom. Nem é preciso ser engenheiro para se ter idéia do absurdo veiculado na notícia. E o que é pior, as pessoas engolem a coisa sem nem ao menos pensar.

Isto tudo me faz remeter ao filme que Mike Judge - o autor por trás de Beavis & Butthead - em que ele narra a fictícia história sobre o futuro da humanidade, que tende a se emburrecer e se preocupar apenas com frivolidades ao invés de pensar nas coisas. É algo que não considero ser muito fictício, para ser sincero. Do jeito que as coisas vão? Não me parece ser um absurdo completo.

Bem, já me olham torto aqui, uma vez que depois de três dias de caos cibernético, o serviço a ser feito está aqui mesmo do meu lado, me esperando. E como diz meu pai, "serviço não adianta ficar olhando para ele."

Enfim, que venha o semana-fim. Sem despertador!



quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Isquáineti, II.

Ontem foi tudo caótico aqui, devido à crise do servidor, que ainda se arrasta e avassala tudo e todos desta empresinha. Um servidor quebrado incomoda muita gente, dois servidores quebrados incomodam muito mais. Sim, a coisa vai mal, e sendo eu parte(quase inútil) de uma suposta "equipe" de TI daqui, estou trabalhando enquanto ninguém trabalha por conta da paralisia das máquinas que teimam em ficar rebeldes. Enfim, ao menos faço alguma coisa ao invés de somente existir aqui dentro...

Minha sorte ontem foi que como o caos aqui no dito escrotório central, tive que ir com o meu chefe aqui lá pros lados de Itabirito para trocar a fonte de um computador do segmento "prejuízo eterno" ou "elefante branco" da Funchato Ltdadíssima, mais conhecido como a estufa de tomates hidropônicos, localidade que só dá prejuízo e muito trabalho. Enfim, cada um gasta seus milhões de reais, dólares e/ou euros da maneira que lhe convir.

Bem, tive que ir lá, e trocar a fonte é uma tarefa simples, então, depois de uns cinco minutos, fiquei ouvindo as fofocas da atendente/recepcionista/agente pessoal/secretária/digitadora/contadora/etc. et. al. daquele local. Evidentemente, tentei me esquivar ao máximo de entrarna rede de intrigas por ela tecida. Se tem coisa que sei que é fria, é se adentrar nessas confusões existentes em qualquer empresa, seja ela privada, pública ou púbica. Fiquei só ouvindo e tentando ignorar, enquanto os peixes grandes se reuniam e riam à toa em outra sala.

Um pouco mais tarde, tivemos que ir para Itabirito em si, pois o chefe prcisava passar no IMA, coisa que nem tenho idéia do que seja, mas desconfio que seja algo relacionado ao comércio e transporte de gado. No caminho, paramos em um local modesto para almoçar, ali mesmo no Aphavella, ou Alphaville, que seja. Comida farta e muito boa, e ainda por cima por conta dos escravocratas?? Enchi o prato, comi e bebi, do bom e do melhor. E o almoço foi muito mais do que somente saboroso. Aquele local, como todos sabem, é para poucos, e suas instalações eram muito aprazíveis, a vista legal, e mesmo com o calor todo que estava fazendo, havia uma brisa bem legal ventando por ali. Me fez lembrar de outros verões, há muito extintos, em que almoçava às beiras do oceano, em uma varanda que é simplesmente o melhor lugar do planeta Terra. Sinto saudade saudável daquilo. Bons tempos, muito bons, de fato.

Depois do almoço, fomos para Itabirito. Já havia ouvido dizer que era uma cidade feia até mandar parar. Blah. Esse povo fala demais. Já vi bibocas muito mais horrendas que o centro de Itabirito, mesmo aqui nessa joça de BH, que eu particularmente acho uma cidade bem fudida. E Itabirito tem seu charme, com suas casas morradas e ruas estreitas. Nada de mais, admito, mas não é esse inferno que haviam me falado. É uma vida devagar, devo admitir. Uma coisa bem diferente da selva que é nossa capital - que diz a lenda não ser NADA perto de algo como São Paulo. Confesso que senti falta de uma vida pacata como aquela, sem toda a correria típica de cidades grandes. Eu, que já morei num "buraco" semelhante a Itabirito(inclusive na aparência), em Jõao Monlevade. Era bem parecido.

Mas, sempre há um porém. Tive a nítida sensação, no entanto, que o esporte local é a fofoca, coisa típica de cidades do interior. Todos conhecem a todos, e por consequência, todos falam de todos. Como bem sei que não sou nenhum santo(ani-tofu), sei que provavelmente passaria raiva com a língua alheia. Enfim.

Ah, o caos, ele se manifesta em diversas formas. Aqui, se faz forma em telefonemas de pessoas irritadas que querem que eu instale o orkut em seus computadores, ou coisa assim. Enfim, devo então interromper minhas elucubrações sobre a platitude da vida muderna, e tornar às funções de um semi-funcionário do TI desta empresinha.

É a vida. Vamos lá.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Skynet?

Ontem, houve um momento de caos absoluto aqui na empresa onde trabalho. O servidor principal daqui de uma hora para outra resolveu se rebelar e parar de funcionar, inexplicavelmente. A confusão se instalou instantaneamente, uma vez que, sem esta máquina ninguém faz absolutamente nada, em se tratando de serviço propriamente dito. E detalhe, uma vez inutilizado o servidor desta unidade, todas as outras também param, uma vez que o acesso remoto é absolutamente necessário para o acesso do programa principal, que gerencia TODAS as atividades contábeis(eca) da empresa.

Some-se a isto o fato que a coisa começou muito mais cedo, quando a internet daqui - que é gerenciada por outro servidor menor - caiu por completo, se recusando a funcionar de todas as maneiras. O cara do TI daqui na hora do almoço reiniciou ambas as máquinas. REINICIOU. Somente isto. E o caos se instaurou, pois depois de terminado o (ridículo porém demorado)processo de reinicialização das máquinas....o servidor principal se tornou rebelde, por assim dizer. Parou de funcionar tudo. Juntamente com a internet.

Resultado: ninguém pôde fazer mais nada, nem serviço nem vagabundear, uma vez que a vagabundagem nesta nova década parece depender exclusivamente do acesso à internet. Ninguém mais joga paciência, por assim dizer. Ninguém faz NADA sem internet, aparentemente.

Até o final da tarde de ontem e até o presente momento, estamos todos aqui sem trabalhar. A internet voltou a funcionar, então a vagabundagem está garantida. Mesmo assim, e o serviço? E os milhares de reais que devem ser contabilizados todos os dias para a prosperidade da austera família detentora de todos estes domínios? Onde ficam?

Tá tudo parado no ciber-espaço. Tudo, tudo. Por conta de um computador que resolveu dar parar ruim. Curioso é que ontem à noite eu pensei na situação e me lembrei do filme "Terminator" - que deveria ter sido de fato encerrado no segundo filme, mas isto não vem ao caso - Sarah Connor em vão tentou e tentou lutar contra o domínio das máquinas. A verdade é que já estamos dominados por elas há muito, mas muito tempo mesmo. Veja como a falha de uma porra de computador, do qual ninguém se lembrava até a tarde de ontem, fez um senhor estrago na rotina de uma empresa. Sim, haverá repercussão negativa sobre este fato, uma vez que o serviço simplesmente parou.

Imagine o estrago se tal coisa acontecesse com empresas mais importantes, entidade econômicas ditas mais funcionais, mais importantes para o funcionamento mundial. Está tudo interligado, tudo, tudo. É a tal da globalização. As máquinas mandam em nós. Se resolvem entrar de greve...

Já era. Para tudo.

Nós já somos escravos das máquinas. E terei que interromper isto mais cedo, uma vez que terei que ir para Itabirito para tentar consertar outra máquina que lá fez greve. Ah, elas mandam em nós, faz muito tempo.

Maldita Skynet, que já nos domina e nós nem sabemos. Hu-há.