sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

O verso do nexo desconexo.

 2023. 

Mais um ano, mais um capítulo nesta vida. 


Interessante...e trágico também, analisar o que se passou desde que fiz minha primeira postagem neste esquecido blog. Em verdade, minha vida particular não melhorou...ao contrário, de 2009 para cá, se passou mais de uma década. Muito tempo, muitas mudanças.


Todos nós temos as nossas perdas pessoais, eu tive muitas. Conforme dantes escrito aqui, eu tinha muitos amigos...e gostava de tê-los como tal. 


Entretanto, a gente só conhece o lado real das pessoas quando elas brigam conosco. Como foi o caso de meu ex-amigo que considerava um irmão para mim, o tal Rafael Viotti. Decepção maior na vida acho que não tive ainda. E o pior, ele tendo brigado comigo também significou que seus outros amigos também fossem de sua deturpada e ignominiosa opinião. 


Quem, nos dias de hoje, ainda briga e exclui do rol de amizades pessoas que são diferentes? Só as pessoas mais execráveis, como se provou ser meu ex-amigo e todos os que acompanharam-no em seu "julgamento"(em especial, creio eu, certa odiosa esposa que sempre me odiou em segredo...)


A minha vida se tornou muito solitária, de fato. Entretanto, que posso eu fazer? Tenho que continuar vivo...tenho que fazer minhas coisas e tentar fazer o melhor que posso com as cartas que tenho nas mãos...


Então, adeus aos ignóbeis ignorantes, adeus aos outros que não me consideram mais uma prioridade em sua vida. Sei que sentirei falta deles, ao passo que o recíproco NÃO é verdadeiro. 


Vou ver se reativo este blog, nem que seja para me servir de diário. Sei que ninguém mais me lê mas não importa também. 


Passo a passo...passo por si. Vamos aos poucos. Continuemos, enquanto os defuntos apodrecem. 

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Sozinho. Para sempre. Sozinho.

Nem me lembro o conteúdo da última postagem que aqui escrevi, mas a julgar pelo título, deveria ser um post "comemorativo" por ter-me unido àquela pessoa...

Aquela pessoa, que jurou-me amor, jurou-me manter o relacionamento, mesmo se aparecessem dificuldades, jurou-me fins e afins, amor eterno, ao que parecia.

Pois sim. Durou pouco tal "amor eterno." Bastou uma discussão acerca de um problema patético para que tudo ruísse. Para que aquela pessoa, que até desenho meu tatuou em sua pele, terminasse tudo. UMA discussão. Um destempero. Creio, por experiência própria e por opinião de terceiros, que minha "amada" estava "amando" um terceiro - um jogador de WoW, ou alguém da guilda em que pertencíamos...algo deveras patético, de fato. 

O que machucou mesmo foi isso, perceber como tal pessoa era cheia de papo furado acerca da seriedade de seu amor. Traído, mais uma vez traído. Sempre sou traído. Sempre. O que me leva a crer, que há sempre algo de errado comigo, que eu simplesmente canso todas as pessoas com quem tentei algo...a ponto delas simplesmente me trairem, coisa que não suporto nem admito...coisa que elas sabem que iria significar o término total mesmo, a total desconexão de tal pessoa. 

Minha mais nova decepção amorosa, fez isso. Terminar o relacionamento após uma discussão. Nem tentar resolver, nem tentar nada. Para mim, isto foi uma mera desculpa daquela gorda egoísta para terminar o relacionamento e oficializar seu relacionamento com o "outro." A coisa já deveria estar andando há meses, entre eles. Aí, ela se aproveitou do momento de stress para me mandar à merda, depois de uma coisa tão...patética, desimportante, nada séria a ponto de justificar tal ação. Não.

Este ano, está repleto deste tipo de dor. Após uns 25-30 anos de amizade, meu "irmão" do Retiro das Pedras, simplesmente me exterminou também. E o pior, eu NÃO SEI POR QUE. Não sei o real motivo. Tudo que sei é que foi devido a alguma confusão gerada num remoto dia de 2020, data em que fui visitar a vista do Retiro, para comemorar meu então desligamento desta empresa de tédio que trabalho. Sim, fui lá com um de meus melhores amigos...para usar drogas e curtir a vista. Nada mais. Ficamos quietos no nosso canto, mas não impediu que curiosos tornassem nossa visita um inferno, bisbilhotando como ninguém aqueles que estavam drogados SIM, mas quietos, absolutamente quietos em seu canto. De alguma forma, isto repercutiu negativamente contra mim, e meu "irmão" me exonerou. Simples assim, Foda-se o seu. Vai tomar no cu. E não vou falar por que. 

Uma autêntica reação de "mulherzinha", se me permitem ser sincero. Assim como a reação de minha ex-gorda foi digna de puta. 

A vida faz-me pensar que a vida não vale a pena, e me incendeia novamente a paixão por tentar me exterminar de cunho próprio. Para que adiar o inadiável, se no meio do caminho, só existirão decepções feito a mulherzinha de meu ex-amigo, ou a piranha de minha ex-"mulher"?

Traição. A vida é traição. 

Sozinho, pra sempre. Pois, se a cultura atual, todos "relacionamentos" são descartáveis como estes, que deveriam ser, no mínimo, mais longevos que o que aconteceu...e se atualmente todos se fiam em aplicativos de "relacionamento" que geram somente em "one-night stands" oriundos destes "hook-up apps", todos estão cultivando a cultura de serem sozinhos para sempre.

Não tenho armas, entretanto. E não quero ter um AVC ultra-doloroso na saída sem volta desta vida. Então...vou aguentando, tornando a vida de todos mais amarga com minha vil e solitária presença. Aguentando até que me chegue o câncer. Ou qualquer outra coisa. Não usando porra nenhuma de máscara, na falsa esperança que ao menos este "vírus" me extermine. Não acontece. Não acontecerá por décadas ainda, eu presumo. Como o meu personagem "Sr Bode" é explorado para o entretenimento de seu Criador, assim me parece. Viverei até os 90, 100, 112 anos, sendo torturado por algo que se diverte em me torturar. Me dando gotas de esperança que a vida poderia melhorar, enquanto nada passa mais longe da verdade.

A vida não melhora. Só piora.

Só piora, e eu estou absolutamente sozinho. Sou absolutamente sozinho.

Só piora e permanecerei sozinho...

Para todo o sempre até o dia de minha longínqua morte, amém.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Not alone no more.

Miracles. I did not believe in miracles.
But...like the Black Crowes sang, "Sometimes salvation / In the eye of the storm."
I'm not an exceptional person, not a saviour, not a scientist, I am almost nothing.
But in the blink of an eye, I became...someone worthy of a helping hand, a hand that pulled me off the quicksand that was, once again, threatening my own life. I was threatening my own life.

For the seventh time, I was planning my own demise. Planning my own death. And then...
Something happened. Someone happened. Someone gave me a chance.
A chance to try and find myself, find a way out of the maze I was lost for nearly 3 years,
Since the "southern bitch" came trampling over me, destroying myself, keeping me on a leash,
Year after year, she deceived me. Year after year, she destroyed me.

I was lost, alone, naked in the cold bitter darkness, and she offered me a fake light to follow.
Then she would turn the light off for a while, only to turn it again, in another direction,
And I would follow, clueless cretin that I was. Until one day I saw through the lies,
The deception, and my eyes became blind to her fake light. Gone. Poof.

But I stood, still naked and lost and alone. I stood, each day a portion of my own sanity crumbled away, in vain I tried to find some light, something, someone.
No one would come. No one but more deceivers, more liars, more illusionists; I thwarted them all, save a few good souls that remained as friends, and even among them, some were liars and deceivers.
My list of reasons to keep going was wearing thin, each night I spent alone, lost in my own room, in my own derelict of a home I was living on.

And some nights, i played the opposite - I stood naked and vulnerable along those who were seeking death, as badly as I was, I tried to save them. I did help a couple of lost souls, even though I never heard from them again, so I cannot say my help was indeed valid or permanent. Days passed, and curiously, I felt better surrounded by the people that hates me, than alone in my own room, prey to my own predatory thoughts - kill yourself. Kill yourself. Kill yourself.

Again, I tried to help people, to see if it would make me feel better, yet it did not. More and more, my insanity was driving me crazy, my hunger for death was reaching a peak, and then - one night I posted, yet again, that I was seriously thinking about turning my own lights out, for the seventh time.
Days passed, I was in a stupor so great, that I haven't even checked the Android Emulator on my PC.
When I did, there were some responses to my plea. I remember it was a Wednesday, I think - and I was mad, I was angry, not directly at me, but at society and technology itself - the reason of my anger was how much technology has rendered everyone as disposable cumdumpsters. You meet them, you fuck them, you throw them away, and go to the next fool in line. I complained about that to one person that responded.And he replied back, that he had to dump his last boyfriend because of such odious apps. His boyfriend was seeing a lot of other guys behind his back , using those apps, and he valued loyalty as much as I declared to.

At that point, I was asked about my own sexuality. I know myself well enough at this age to have no problem saying the truth - my answer was exactly like this, "I consider myself bi, even though I've never been with a dude." Which veered the conversation into that direction - This person seemed interested into trying to help me, asking me out. I was a bit perplexed, but like I said, I know myself well enough to admit that I was ran over the "Jackie train", and I was interested in giving this guy a chance - that wasn't an app for fake relationships, and he was responding to a call for help from a suicidal person. I was only hesitant over the fact that I had just came out of a long-distance relationship, but then it hit me - before you accept the chat - it doesn't display any stats from the person trying to reach you, but once you do, the details appear, and I didn't pay attention at that particular detail - he lived 6 miles away from me. Meaning, the same town, only far away from my own place. A much better arrangement than another city, another state, another country. We were chatting in English, because he is a rather fluent, self-taught English teacher.

Well...things went surprisingly well, I was motivated again, I began the long and ardous attempt on quitting smoking, because of his allergies. Also, I cleaned out the attic, in a process that took me days to accomplish. But even so, when he got there, I could feel his allergies acting up. So, I took out more disposable items. Then, a few weeks later, my father offered to get the attic properly roofed, and it helped a lot with the dust problems. I even bought a wood-cleaning product for the floor, and broke my back cleaning that thing "the old-fashioned way."

But, like all my "love stories", it seems that I just can't get along, or understand, I dunno - everyone that loves me to that level. Being depressed and with low-zero-self-esteem did not help. We talked mostly through Telegram, on the web, and we fought a lot...because of me, of course.

Because my self-value is so low, sometimes it....felt too good to be true. And ordinarilly, this gets me a red flag inside my head, one that I always had - when things are too good, something terrible is going to happen.

And so, it did, for he could not stand me, and left me with only a lot of warnings to not contact him until HE saw fit.

So, hello darkness. My old friend.

Sometimes, I think I deserve to be alone...while other times, I feel like I MUST stay alone, for I end up disappointing everyone. I'm a disaster, that he wanted fixed overnight. Can't be done.

"I'm all alone again...."

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Alone.

I am alone.
I was alone.
I've always been alone.

In a world
of nearly eight billion
humans,
I feel like I'm
the only one
I feel alone
and alone I feel.
all the drugs,
all the food,
all of all

Goodbye,

I am alone.
Every face
is faceless
means nothing
knows nothing
I want to get out

But I never did,
I am stuck
on myself,
I'm retarded,
Depressed,
ill-dressed,
ridiculous
to the rest.

What rest?
who they are
who are they,
those ghosts
around me,
mean nothing at all,
nothing.

As do I -
I know.
No legacy,
no friends,
nothing at all
never knew
how to feel
anything
but
loneliness,

my whole life,
the weirdo,
my whole existence,
did not exist.

I am alone,
and alone I shall die.

domingo, 7 de janeiro de 2018

Dragons and methods; or how to live, drunkenly a whole entire life...

Yesterday, it was.
yesterday, it has been.
yesterday, I wish it was,
yesterday, I wish I'd be

Nothing...around me
nothing...and plenty of things
nothing?...Nobody
nobody has ever been,
nobody has ever seen,
nobody had ever be,
nobody, not you, not me.

Me?...I'm nothing but myself,
I'm always by myself,
I've always, ever will be,
Alone, in this room,
alone in an empty room,
alone, in a brain
that won't shut
the fuck up.

I'm always by myself,
I'm always bi-collateral,
Bi-sexual, Been there, never done that,
been there, all by myself,

There's nobody here,
nobody else,
no one cares,
no one ever will.

Drunk, i'm slightly drunk,
at 8 AM on a sunday morning,
blame the Irish,
blame the Bailey's
mixed with my coffee,
cigarettes & alcohol,
ethanol & nicotine.

I...am nobody.
I am some body,
some corpse,
that walks around,
do nothing,
win a plaque,
ironic and opaque,
10 years of nothing
summed up
on an opaque plaque.

I am alive,
Am I really alive?

Am I?

For I've done nothing,
Been nothing,
been the one to blame,
sadness and sorrow,
emptiness and loneliness,

I look at the mirror,
I see somebody,
nobody
that
has
been.

I'm dead and alive,
at the same time,
feel the joy,
corrodes into sorrow.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Nineteen Seventy-seven.

Well, here I am - six, or more apropriately, five days from ground zero. Five days to "begin life", as some wise asses say. "Life begins at forty..."

This ain't no beggining at all. It's just a reminder. A reminder, that I need to somehow pick up the pieces and try hastenly to put my life together. Get your shit together, if you will...

But...how? How can you pick up the pieces of a life that's been so shattered away, all pieces scattered all over this vacuum inside my soul? 

It's the weirdest thing. Life can REALLY pass you by. And you've got to chase it, catch it, put it together. 

But it's hard, you know. Especially when you already know there's a half of the puzzle missing. A gap, waiting to filled, but not by a piece of you. 

A piece...of somebody else. And no, it does not belong to the icy Lady from the southern marshes. 

She's gone. I had to cut her loose. There was no love there, only...I dunno. Not even lust, to be honest. She was taking advantage of me, I think. Showing off to her friends, "Look at the handsome idiot that's still chasing me..." like I was some fucking trophy or whatever. 

I dunno. I don't care. I just did what I had to do - erase her from my life. It wasn't a pain-free experience, no. She had become a friend; but I had to realize how toxic our relationship was, and that she was hindering me from moving forward. 

Sometimes, it all made me feel like I was nothing but a spare tire. She claimed that she "didnt belong to anybody - I'm not a woman for one man only."

And I'm not a man that will not take this kind of treatment anymore. I don't condemn her, she's old enough to know what's best for her...but she'll need a new trophy. I'm done. I'm gone.

This is what worries me, though. I'm all alone again...well, mostly. Somehow I managed to find a new friend, a 20 year old young man, who's been more than patient with this old fool. He's giving me some insights and hope through this bleak period of my life, and I'm very grateful that we're talking. 

Is it weird for a 40-year-old to seek advice amongst the youngsters? To be honest, I don't think so. People my age often scoffs at the youngsters, "oh, how little do they know about life," or some bullshit like that - well, my dear idiots, who knows more about the modern age, the modern world than the young?

Besides, I've always had a younger heart than everyone my age. Of course, it causes me problems on my so-called "grown-up" life, but I don't care. I'm not like everyone else, I've never been. 

But I do have needs, too. I do crave for some intimacy. I've always felt the need to be with someone, not only for sex, no. I desire a true relationship. I don't kid myself that it will be handed over to me on a silver plate. 

All I can say is that I'm trying. And I'll keep trying. For bad or worse. I do not kid myself. It's not going to be easy. But...

It's all I got left. My last shred of hope....that if I somehow mend this very defective part of my life, I can somehow become a fuller, noteworthy person, no matter how shitty my so-called adult life is. 

Alas, I'm also gritting my teeth for this ride, for I know I'll most certainly get myself broken and hurt in the process. 

But these are scenes from chapters that hasn't been written yet in my life. All I know it's that my life book now stands open in the middle. And even if fools tell me, "Age is but a number," I'll reply with, "Yeah. And prison's just a room..."

Truth is, your whole life can be a fucking prison. A lone cell, with only your regrets and endless "why-nots" That's where I am now, but I've managed to get a single file to saw through these bars. It might take a long time to break free, but I don't care. I've waited for 40 fucking years.

I'm done. I'll be gone.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Como viver....?

...esta pergunta não cessa de martelar em minha cabeça. Não sei, me falam muita coisa, me falam que foi um erro reduzir a dosagem dos medicamento que tomo, por conta própria. Admito, é uma coisa arriscada, mas em momentos de desespero, a gente começa a flertar com o perigo...de forma consciente e inconsciente. 

Mas eu o fiz com intuito de melhorar....e não piorar. Eu sei que em 2016, foi um ano que deveria ter sido incendiado, de tanta infâmia, não só para mim, mas para todos em geral. O que diabos está acontecendo? 

Eu não sei, mas o ano inteiro de 2016 foi uma desgraça em cima de outra, um desastre em cima de outro. Todos os dias, uma nova chatice. Todos os dias, uma nova decepção. E não me isento da culpa, pois eu fiz muita mas muita merda em 2016. 

Quem, depois de quase 40 anos de busca, encontra o que sempre procurou e ainda assim conseguem pôr tudo a perder...em um momento que eu nem me lembro como aconteceu, de tanto Rivotril que eu tinha na cabeça...?

Sei, que, depois deste ocorrido, as coisas nunca mais foram as mesmas. Minha vida entrou em um declínio constante. Nada nem ninguém me fez sorrir como naquele extinto mês de dezembro de 2015, e parte de janeiro de 2016. 

As coisas foram piorando e piorando. Muito mais, à medida que fui constatando que tudo de errado que havia acontecido era minha culpa. Minha. ùnica e exclusiva, minha.

Por isso que eu acabarei por encerrar toda esta injúria eu mesmo. Só preciso acumular dodorogas o suficiente, um pouco de camembert e 2 taças de vinho. Receita para o desastre total e inevitável, caso leve mesmo a cabo.

E me dizem tanto, que é uma saída para covardes, que as coisas só vão piorar porque irei pro inferno(segundo católicos), ou serei punido por não ter passado por toda a experiência que minha "alma" deveria ter experimentado(segundo espíritas), e todas as demais imbecilidades sobre a vida e religião.

Minha vida só existe devido ao acaso, da união desregrada de um óvulo com um espermatozóide. Mero acaso do universo...que deu errado. Deu. Errado. Eu sou todo errado. Eu não tenho nada a oferecer, a ninguém. Achei que tinha, mas não. Não gostam mais disso. Ninguém.

E em contrapartida, não tenho nada a esperar também. De ninguém. Nunca. 

Pessoas te olham feito um aleijado ou retardado mental quando você fala em terminar sua própria vida por seus próprios meios. 

Vão todos se fuder, digo eu.

Qual é sua única propriedade, de fato, neste mundo? Este corpo, esta carne e ossos ambulante que pensa e pensa e, em casos como eu, acha melhor uso para seu corpo enquanto fertilizante. Váááárias pessoas são contra, são a favor da vida.

Quando a vida e seus arredores ficam insuportáveis, o que voce deve fazer? Se mudar, seria uma. Mas, citando Pink Floyd, "I've got a strong urge to fly / But I got nowhere to fly to."

O mundo se tornou um lugar idiota e imperdoável. Não importa onde você vá, pessoas irão lhe julgar, dificuldades imensuradas irão aparecer, e vai ser tudo uma merda, no final. 

Como viver, se as coisas estão assim? Quando você precisa maximizar seus cartões de crédito para comprar merdas que você não precisa, com o dinheiro que você não possui, para tentar preencher o buraco na sua alma? 

Quando tudo que você queria não é dinheiro, não é uma coisa. 

...seria alguém. Um alguém, que, a duras penas, eu descobri que não existe, em nenhum lugar deste universo. 

Não existe.

Então, para que continuar aqui? Nesta merda, neste vale de lágrimas, nessa bosta sem sentido algum que chamamos vida?

Quanto mais eu questiono, mais dúvidas insolúveis aparecem. Talvez não sejam, para pessoas menos imbecilizadas que este que vos escreve, mas para mim, tudo me parece sem sentido, sem solução, um absurdo. 

E me citam a mesma ladainha, "mas voce é inteligente, você é bonito...."

Vão se fuder, novamente. Inteligente?? E ganhando menos de 2 mil por mês. Posso até ser afortunado, de ter semelhante emprego nesta crise - tudo bem. Mas não faz de mim inteligente porra nenhuma. Se fosse inteligente, eu teria um cérebro que entendesse matemática, ciências exatas, coisas que são lucrativas e estas sim, dignas de uma pessoa  INTELIGENTE. Bonito? Vá tomar no cu. Primeiro, porra nenhuma. Segundo, mesmo que ainda fosse, beleza não põe mesa, seus tronchos. E AQUI, neste estado miserável que vivo, esta terra maldita que só tem roceiros, eu NÃO sou considerado bonito, sou considerado um alienígena. Têm medo de seres brancos como eu. 

O que eu posso esperar deste tipo de vida? Devo esperar algo desta vida, deste mundo?

Não. Não devo. E muito menos esperar pelo dia 17/09/2017...

Que venha a inexistência. Pois nada existe além de nada além deste nada....

quinta-feira, 2 de março de 2017

Quadro em branco.

Estou cansado. Muito cansado. gostaria de poder dizer diferente, especialmente após um grande feriado como o que acabamos de vivenciar neste semana no Brasil, o famoso carnaval, veio e já foi, e eu mal percebi.

Mal percebi, pois fiquei mais dormindo que tudo. Felizmente todas as atividades escusas negociadas fraudulentamente pelos funcionários da prefeitura, que haviam ilegalmente alugado o parque para barulhentas atividades populares. Anulado foi o escuso negócio, e pudemos ficar de boa ali no nosso canto, sem a barulhada de agentes populares da má musica e má diversão. 

Muito dormi, porém nada sonhei. Sonos artificiais têm esta tendência de permanecerem incautos em nossas mentes. Nada onírico, de fato, foi-me lembrado, mas de minhas mãos, silentes desde 2011 em se tratando de rabiscos e afins. 

Sim, saiu UM desenho. Bom o suficiente para me lembrar do que está dormente dentro de mim. Mas eu sou uma pessoa, ou pessoas, se preferirem, de múltiplas impossibilidades. Uma delas é justamente este...este...ou esta coisa, este negócio, que todas as vezes que eu vislumbro alguma luz na escuridão, eu fico...cego, não sei. 

Cego.

Não sei, acho meio megalomaníaco clamar que se possui esta tal "luz" interna, ainda que ela exista. Eu não sou especial. Eu só tenho uma certa afinidade com rabiscos. E com letras, também. Infelizmente, ambas "habilidades" têm valor reduzido em um mercado como o nosso. 

Muitos de meus antigos amigos, os quais não vejo, infelizmente, há muito tempo. Amigos dos quais eu sinto falta, mas aquela época passou, também. Cada um no seu canto, a maioria está com família completa, filhos, cães, tudo mais. 

Algo acontecia naquela época comigo. Me falavam que de meus amigos eu extraía forças para seguir adiante. À medida que o tempo passou e o povo sumiu, ou eu sumi, se preferirem, eu prossegui um tempo sozinho, mas veio o grande e infame ano de 2011 e fui obrigado a abandonar meu último laço com o desenho, que eram as aulas que eu "ministrava" para o famoso Nazista, Gabriel de nome, e imortalizado pelo infortúnio que praticamente arruinou sua vida por causa de uma brincadeira de mau gosto que se tornou um pesadelo.

Voltando a mim, estou aqui hoje me sentindo vazio...ou inacabado, não sei. Incompleto. 

Incompleto.

Pensei erroneamente que, tal vazio seria preenchido por coisas que viesse a produzir, mas não sei. Tudo me parece errado, ou feio, ou bobo, ou clichê. 

Eu ando pelas ruas, não sei o que pensar. Ando olhando para o chão, evitando as pessoas. Elas me veem, e em geral se afastam. Sim, eventualmente existem outros tipos de olhares, mas eu considero este tipo de olhar como "eu se fosse você ia num oculista," pois se eu sou cego, você também. E uma pessoa um tanto confusa. 

Eu não valho a pena. 

Não se engane.

Por algum tempo, eu achei que havia melhorado um naco, após ter reduzido, por conta própria, a dosagem de certos remédios que tomo. A saber, o próprio Parnate, o famoso por causar por causar muitos efeitos colaterais, incluindo...depressão. É. Um antidepressivo que pode causar depressão. Ha, ha, ha. E, em conjunto com os outros remédios, me fez engordar 15 kg, e isto, para quem já naturalmente tem problemas com auto-estima, foi uma bomba.

Após uma dose de penúria a mais, durante o período que reduzi a dose do Parnate pela metade, eu passei a me sentir melhor. Estou 10 kg mais magro, e em geral estava me sentindo melhor. Mas, aconteceu algo neste carnaval. 

Não sei definir o que foi, mas se instaurou ontem. No final do dia. Um desânimo generalizado.

Em geral, eu acho que o balanço foi positivo, apesar de não ter feito nada que havia originalmente planejado para este carnaval.

Infelizmente, não consegui me livrar da inhaca que se apoderou de mim no final.

Prossigamos e vejamos o que vem em seguida...esperançosamente, esta joça passará.

Quando, é a questão.

domingo, 27 de novembro de 2016

Ass-perger.

Esta minha vida....cheia de surpresas; no entanto, nada de novo par aqueles que jé me conhecem. Meu médico psiquiatra - o Dr Milagres, ou também conhecido entre eu e minha irmã que com ele também se trata, o Doutor Caveira(pois ele é magro e tem a forma de seu crânio facilmente identificável por debaixo de uma delgada epiderme), me recomendou tratar-me com uma profissional da ordem dos psicólogos. Fui ter à tal pessoa, uma mulher mais nova que eu, com o nome de Dra. Manuela. 

Gostei dela, mais do que gostei de minha última psicóloga, que me falava de realidades paralelas e coisa a la "o segredo", que detesto veementemente. Esta parecia ser mais pé no chão, por assim dizer, apesar de acreditar em espíritos. Como eu mesmo não posso negar muito a presença destes seres chatos e etéreos em minha vida e minha existência, não lhe fiz mal julgamento, mas já fiquei de guarda. Não quero me tratar com alguém ainda mais doido que eu mesmo. 

Curiosamente, no mesmo dia, depois do expediente, depois das dez horas obrigatórias pela CLT para que recebesse meu salário, encontrei-me com um de meus "irmãos" que a vida nos permite escolher, diferentemente do irmão de sangue que é um dos caras mais malas que conheço, fazendo-me questionar se realmente é meu irmão de sangue deveras, ou apenas um invasor que tomou muitas coisas de minha vida...o irmão que a vida me deu por acaso e por minha escolha, de nome Gabriel, o que me refiro jocosamente de Nazista por sua predileção pela extrema direita; mas estou a desviar-me do assunto principal desta carta que poucos lerão, se é que alguém lerá.

Adiante, então. Encontrei-me com Gabriel após o expediente e após minha primeira sessão com a psicóloga, e no final do encontro, não me lembro como, chegamos ao ponto: discutimos sobre a síndrome de Asperger, que alguns conhecem de perto, e eu mesmo já havia ouvido falar, mas nem sabia o que era propriamente dito. Se querem saber mais sobre esta coisa, sugiro que procurem na internet, mas concentrem-se nas descrições imparciais sobre o tema.

Digo isto porque eu mesmo citei, na quinta feira seguinte, dia de sessão psicológica com a minha terapeuta e disse acreditar ter ao menos um pouco de tal síndrome em mim.

Não tenho APENAS alguns sintomas. Tenho vários sintomas de tal maladia em mim, se não for quase todos. O que explica diversos aspectos de minha vida.

Eu sou autista. Mas no espectro positivo da coisa. Porque eu consigo me comunicar com outrem, ainda que não lhes olhe nos olhos, coisa de Aspies mesmo. Eu tenho certa inteligência, mas não sei me comunicar. Muitas vezes sou tachado de arrogante por isto - por saber falar, saber escrever, de forma correta, mas por sempre andar por aí sem sequer ter coragem de olhar as pessoas nos olhos, por ter reações exageradas, por querer me isolar dos outros, e ao mesmo tempo me odiar por tê-lo feito tantas vezes, acabei, por fim, me tornando cada vez mais e mais solitário. Rolando em minha própria miséria e me perguntando por que.

Porque sou autista. Porque sofro da síndrome de Asperger, e somente agora, no auge da miséria e depressão eu fui diagnosticado como tal. Não por ser uma peça no joguete que algum ser superior e sarcástico quer para mim - mas porque eu decidi, por mim mesmo, não mais tentar me integrar na vida de ninguém - eu o fiz com alguém que é-me deveras querida, e quase acabei com tudo de bom que havia entre nós, sendo apenas amigos, ou não. No final, abusei dela tanto, tive uma reação tão exagerada que cá mesmo escrevi calúnias sobre tal "anjo" em minha vida, porque vi que ela havia postado no instagram coisas que me aborreceram. E como tenho 90% de chance de ter reações exageradas, fiz-lhe esta infâmia - não adianta procurar nos arquivos; eu deletei tal texto. Era o máximo que poderia fazer. Pois tal engano quase me custou a amizade com esta benevolente criatura que habita este manicômio esférico.

O importante foi saber que sou assim por ter nascido assim. Porque sempre fui, sempre agi desta maneira. Tenho as mais exageradas reações, e me sinto inadequado para fazer mesmo as coisas que tenho afinidade, como o desenho. Sempre olho as coisas pelo pior prisma possível. Dra. Manuela trata pessoas com esta síndrome há anos, e na primeira sessão já soube que eu era portador desta síndrome. E mais uma vez, eu me pareço com meu pai, pois foi dele que herdei tal carga genética. Também ele tem reações absurdamente desmedidas, nunca olha nos olhos das pessoas que está conversando, e também ele lutou com este conceito de "sou burro, sou inadequado" para tudo ou quase tudo na vida. A impulsividade, a mania de gastar, a maneira de compensar materialisticamente alguma falha, tudo tudo tudo.

De meu pai herdei o autismo. De minha mãe herdei o "artismo." E essa combinação fez de mim um fracasso quase completo em tudo que tracei originalmente como meu plano para vida. Não me tornei desenhista, muito menos tatuador. E quando me lembro que cheguei a frequentar um curso mequetrefe de tatuagem, cheguei a comprar a máquina e tentei tatuar uma pele de porco, quando vi as trêmulas linhas que deixei pra trás naquela pele, agradeci não ter sido feito em uma pessoa. Empretei minha máquina para um cara que julguei ser meu amigo, que está fazendo o meu sonho virar realidade em suas mãos, sendo tatuador, e que nunca, NUNCA, me devolveu minha máquina que na época custou muito caro para um cara que ganhava perto dos 350 reais mensais. A máquina custou 300 reais. O curso custou 600, e nem fiz a metade, pois assim que vi que não conseguiria jamais ter mãos firmes o suficiente para tatuar alguém, abandonei sem olhar para trás, a não ser algumas vezes, que contemplo estes acontecimentos como o início de meu fim.

E assim foi. Pois continuo falhando em tudo, continuo tendo reações exageradas, continuo me achando inadequado, não consigo olhar as pessoas nos olhos, não consigo sequer traçar uma reta usando uma régua.

Autista, quem diria? Todos.

Artista? Não, digo eu. Desenhista? Tampouco. Posso ser um "desenhêro" às vezes, mas desenhista? Não sou, e, francamente não quero mais ser. Quase não tenho mais auto-estima, estou ficando velho e flácido, e inutilmente tentando lutar contra a maré do tempo.

O único relacionamento que já tive, eu reduzi a cinzas por ser eu o idiota autista e exageradamente ciumento, mesmo depois do relacionamento ter sido anulado, por mim mesmo - e eu tive que ser lembrado de tal fato, pois eu havia esquecido que tinha agido assim.

Agora, o que fazer?
Não sei.
Quem sou eu?
Um idiota autista portador de Aspeger's.
ASS-PERGER.

É o que sou, quem sou.

E é uma merda.

domingo, 30 de outubro de 2016

Sozinho.

Sozinho.
Foi assim que me senti,
diversas vezes
na minha vida
nesta vida
de cão.

Cão de aluguel, sou.
E quando me comporto,
às vezes me atiram
um osso.

Algum alimento
para esta vida, para
esta existência
inexistente.

Eu era, eu fui, eu sou
Doente
da cabeça
Enquanto o corpo resistia
e desistia
de voltar a ser
o que era antes,

antes deste ano,
antes da experiência
de ter comigo alguém
que, bem o sentia,
me complementava
me contemplava
como se estivesse tudo bem.

Não estava.

ciúmes doentios, familiares
a protestar por mero ciúme
me plantaram em mim
semente que não queria plantar,
a semente da loucura,
tanto debelada por
fármacos diversos.
foi em muito aumentada
por mim mesmo, por nenhum
mando de psiquiatra e/ou
psicóloga, mas ainda assim
louco

terminei com tudo,
numa remota noite
que já não me lembro mais
mas que fui lembrado,
envergonhadamente,
depois de ter agido
precipitadamente
voltei a ser
o Sozinho no Sótão.
O MONSTRO
que deve morrer, assim
sozinho na poeira,
sozinho na fogueira
na pira que incendiei
aos meus próprios pés.

Sozinho fui,
sozinho sou.
e as gentes, oh as gentes,
falam e falam,
por detrás de minha pessoa,
têm medo de mim,
dizem.

Medo?
De um cão sarnento?
das ruas, a vagar,
recolhendo detritos,
a fumar,
que ameaça existe em
mim, que no meu autismo,
não consigo sequer
encarar tais gentes nos olhos,
sem estremecer,
esmaecer,
sumir?

Medo?
Não, não de mim,
tenham medo das ruas,
dos lazarentos desafortunados
que ali vivem, ou então
dos favelados declaradamente
vagabundos, a ganhar do governo,
o vale-cachaça, o vale-crack
ou até mesmo casas, apartamentos?

Encostados duma figa,
tenham medo deles,
e de quem os representa,
piores ladrões nem mesmo
nas favelas existem,
nas favelas,
onde eu seria morto
apenas pelo fato de ser branco.

Mas tudo isto de nada vale,
ao encarar a vida, a sociedade,
estando, e sendo,
Sozinho
no
Sótão.

domingo, 3 de julho de 2016

Explanações & pinçamentos.

Bem,bem. Sei que ando desatualizado com este brog, desde que o tornei privado. A começar: por que o tornei privado? Bem, a resposta é simples: pois que  as pessoas erradas tiveram acesso aos meus textos que cá publico e, então, isto virou um tiro no meu próprio pé. Tais pessoas são autômatos de meu emprego atual, que por mal resolveram me denunciar ao controller da empresa, aquele que se senta no trono de ferro no canto da sala, posição estrategicamente colocada, de onde eleele pode observar a tudo e a todos no "aquário" que se tornou o andar dos operacionais, ou seja, as Pessoas onde o mais-valia fala mais alto: somos os que mais trabalham, e os que menos ganham. com exceção, claro, do referido controller e sua companheira, não só de trabalho, mas na vida "amorosa" do mesmo. 

Mas assim o é em qualquer empresa. Ou parece ser. Ao menos na esfera privada do planeta, onde Das Kapital assume a central figura. E, devo admitir, tenho sorte de ainda estar empregado, pois fiz coisas que são consideradas graves insubordinações a Herr Direktor. Coisas do tipo, ter insônia e aparecer para trabalhar às 5 da manhã. Falta grave, segundo eles. Faltar por causa de enxaquecas, onde um bilhão de agulhas caem em seu cérebro - nem pensar. Tal coisa será considerada falta sem justificativa, e irão me cortar 100 reais de cada falta desta naturezaa. Agora, absurdo dos absurdos para mim foi a proibição expressa, vinda da boca do próprio Herr Direktor, que um dia já foi considerado um de meus melhores amigos - não posso mais usar meus anéis de dragões que tanto amo, por um motivo não explicado. Tampouco eu quis perguntar qual era o motivo. Antes mesmo dele terminar o discurso abjeto - algo como "estamos ficando velhos," eu já havia removido, por debaixo da mesa os anéis. Acho que temem que eu um dia surte e pratique atos de auto-agressão, como já fiz antes, ou ataque algum colega de serviço usando tais anéis - coisa que nunca fiz nem jamais farei.  Sei de pessoas ali que mereciam tal surra, mas não cabe a mim fazê-lo. E mesmo as auto-agressões, eu não as faço desde que fui advertido que se tornasse a fazer, estaria no olho da rua.

Não posso mentir - aquilo foi a gota d'água para que minha amizade com esse cara morresse de vez. Como disse um amigo, AMIGO de verdade, "friend is a four-letter word..." E neste caso, aplica perfeitamente: boss. BOSS. B-O-S-S. Minha alma lhe pertence, e tenho que obedecer, caso contrário, ficarei sem emprego. Sim, lhe sou grato por ainda estar empregado, mesmo depois de minhas falhas. Mas não espere de mim grandes expansões de alegria ou abraços - ao menos não sinceros. Assim é a vida.


fig 1. - a visão "olho de Sauron" do controller numa panorâmica do escrotório.


fig 2 - panorâmica mais restrita ao meu setor; como podem ver, ele tudo vê.


O mundo imundo dos negócios é uma merda de manter aparências, segundo o próprio diretor me disse. Bem sei eu, pois estou sempre alinhado e uniformizado, MAS nunca foi-me dito nada a respeito de anéis. Tudo bem, estou obedeçendo a nova regra; não sou idiota de desafiar meu Senhor usando todos os anéis no horário de serviço. Mas assim que o badalo soa, sou dos primeiros a estar na fila do ponto, com TODOS meus anéis. Lá fora não têm poder sobre o que visto ou uso nas mãos. Ainda mais estando eu a trilhar pelo fio da navalha, um escorregão e - zap. Exterminado, demitido, daqui pra fora; vá ter ao olho da rua. Não. 

Por isso privatizei o blog, deletei meu facebook. - pois o que falo aqui(e falava no face) sou eu FORA do horário servil. E não me importo em estar ficando mais velho; eis que estamos todos, e todos endereçados ao cemitério. Por que não posso curtir minha vida fora daquele lugar, da maneira como bem entender? Pois é. Acontece que algum imbecil acho isto aqui, e como diz meu chefe do TI, "é mais ou menos pôr a bunda para fora da janela durante umas chuva de piroca." Ah, ha ha ha ha. Ao menos isso - meu chefe imediato ali é uma pessoa divertida. Ainda assim, devo tomar cuidado com o que falo no meu setor, pois ali existe um espião protegido confesso do controller, não citarei seu nome, e meu próprio chefe tem que responder por mim quando questionado a respeito. 

Trabalhar numa empresa assim é tipo viver numa cidadezinha do interior: TODOS querem saber de sua vida para depois irem conclamá-la ao controller, que por sua vez, irá contar ao Diretor do Circo Máximo. E como diz o refrão, "quem conta um conto..." Sim, sim, vários pontos que nada têm a ver com minha vida profissional são acrescidos à fofoca original. 

Enfim...acho que isto explica o motivo de ter privatizado aqui. Se encontrarem maneira de ler o que escrevi, logo ficarei sabendo - com o afamado bilhete azul me esperando, passe no RH e adeus. 

Esperemos que isto não aconteça. Caso contrário, será-me impossível manter a vida. Por mais que não goste dali trabalhar, ou ao menos não goste do ambiente inóspito onde tenho que me calar sempre - e depois ainda me perguntam por que sou tão calado lá, eu só sei que não posso confiar em ninguém ou quase ninguém. Daí a fama de carrancudo silente. 

Ora, se tudo que eu digo pode e será usado contara mim no tribunal Funchal, melhor não dizer nada mesmo ali.

O que é uma merda.

Mas mantém-me vestido e me permite pagar minhas contas. Fazer o que então? Lá ficar, tendo conversas dentro de minha própria cabeça, nunca em voz alta...

E a vida prossegue....

sábado, 11 de junho de 2016

VD: #39 Single edition.

June the 11th. I'm not writing this one down on the 12th, because "it's against the rules" or make me sound like a "fucking wino with no money that's drinking desinfectant alcohol gel as a substitute".

This year, I'm alone, again. I can't remember properly if that was the same condition in 2015....oh fucking Rivotril, eating away my memories, one at a time.

But that's all this fucking day is about, really: to remind people how lonely they actually are.

how lonely they will turn out to be, for many, many, many, many years.

I now remember something about my ex....she said, last year, she was buying herself gifts "Because she was the best girlfriend in HER world!"

Her world. Not mine. Never, never, mine.

So no, I was alone too in 2015. That makes for four decades of solitude.

And people wonder WHY I'm all fucked up and weird. I really don't care when they say it's all commercial. No, it's about to act as a counter of how many fucking years you've spent alone, in misery.

Thirty-nine. Survived a 80 pill Rivotril overdose and a 75 x 50mg Pamelor OD - no harm done other than humiliate myself and had some days cut off my salary. Both of them caused by the same person, who now is gone forever off my life, because of me and my fucked up head, mouth and fingers.

The big question remains - why the FUCK am I still alive? Whatever for?

That's the question I made myself again and again at the hospital ward I had to spend the night because of my latest OD, the Pamelor one.

Each passing year, I believe less and less in myself. I drift away farther from people, centimeter by centimeter. I have less and less "true" friends.

Each fucking Valentine's Day, it makes me want to die bigger, faster, more. Because what Lewis Black(do your research) was right - it's a fucking day to remember us loners how alone we are and how alone we are still going to be next year.

I'll consider it as a sanity meter: how many lonely VDs can I take before I really cash myself out?

"Ooooohhhhh, he lived thru 47 lonely VDs....."

You KNOW there's something fucked up with you when all your friends got their valentines and all you got are sex toys and weird porn. For more than a decade.

I wish I could erase what I've done, or at least parts of it, the nastiest shit. But, alas, so is life. No undo button combo. No safepoint. You're going through hell, and you must get on going.

You're on drugs, you've always been. Can't remember a single day without one. Legal or not, I was, am, will be on drugs. And they've helped me a lot, oh they did - to fuck me from the inside out.

2 ODs because of the same person, no regrets. The only regret I have is that I did not die. Rivotril will just turn you into a mutant, deviant drunken asshole - very, very, very angry, and at some point you will forget everything. Pamelor COULD have killed me, but the stupid asshole here forgot to add alcohol to the equation.

I still don't know what the FUCK am I doing here. Being alone for yet another year, feeling like shit all day long - and now they won't even let me go to work at 4:30 in the morning,like I tried doing so to compensate for lost hours of the migraine days. No sir, yet another 500 $ cut to your paycheck, blocked access from the door, you know, all the works.

Either I've got a major case of Evil Eye, or life is tinking: this hasn't been fucked enough. Let's up the stakes.

Valentine's Day.

Fuck you, VD - at least I don't have to buy nothing to anyone.





sexta-feira, 27 de maio de 2016

A ruína.

Não faz muito tempo, alguns poucos, parcos leitores cá leram o que seria a escala descendente de uma amizade , um amor de seis anos à podridão,à lama. 

Sim, trata-se mais uma vez do caso eu vs Jackeline e o povo.

A coisa só fez sentindo regredindo meses atrás,data em que EU -sobrescrevo-me eu, resolvi terminar com ela  enquarto namorados.

Por que fiz isso? 

Não me lembro. Pela alma de minha mãe, não me recordo, plea alma de minha minha sobrinha, não sei po que. E por que, no mesmo final de semana, a bloqueei no facebook. Sei que o arrependimento foi quase imediato, pois.....não cabia,não valia, não fazia sentido.

Graças às graças de minha irmã mais velha, creio, nos voltamos a falar. Mas já não éramos um casal, tech-speak sayin'. 

Mas para meu cérebro, éramos. Ainda. Meu cérebro se esqueceu que eu havia terminado com ela. E estranhei a diferença no tratamento, mas nunca questionei o porque, até um dia algo me dar uma crise de ciúme banal, simplório. Nem éramos mais namorados!

Tive de ser relembrado, passo a passo, a reconstruir um passado em que destruí tudo que foi construído em seis anos.

O Demolidor perde feio para Marcos, o Burian. Usuário contumaz de Rivotril. Que não sabe onde pôs um papel que recebeu na sexta. Que não se lembra onde estão os pendrives que mexeu ontem.

O pior foi ter destruído os seis anos de amizade. Seis anos, no esgoto do meu cérebro, que é isso que está se tornando. Um esgoto.

Daqui a seis minutos não me lembrarei de deveras ter escrito este texto.

E ainda me perguntam porque quero morrer.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Awful.

Here, from The Land
Of Broken Dreams,
I sit.
Naked.
Terrible, terrible.
Awful to the sight
Dreadful to the soul
In the eyes of me,
In the eyes of
the beholder.

I sit and wait
for chemical sleep to
take me away
at least, for some hours
I am nobody
I've been nobody
I will be nobody

The overdose,
did nothing

than to steal some time and joy
from
those
who
really
love me.


I forgot to add
alcohol to the mix,
dipshit dumb me.
If I did so, I'd really be
nobody, I'd get
thin and dead,
gone to push up the daisies
an ex-awful blob of fat
bearded blob of awfulness,

It was Her.
It's always Her,
Who made me somehow forget,
one long neck -poof -
I'd join the choir of invisible.

Awful, I am still here,
still awful,
awful,awful,
veering into life,
escaping reality
for a few hours only

I wanna be dead,
but got no pulse to cut them off
I wanna be gone, but the noose too thin, and might
sever the head, and that's
worse than awful
to whoever finds me.

I wanna be dead
I wanna be dead

I'm tired of being alive and
yet
already dead inside.

I'm tired of this charade,
to hurt people
and then get hurt back again
I'm tired of me
and my awfulness.

fat blob of bearded fat

From here to nowhere, I wanna go
Don't want to stay

while the Witch, is content
with her life of nothingness,
I am tired of being nothing.
than
an
most
awful
thing.


From The Lands
of Broken Dreams,
Sleep will take me away,
oonly for a few
hours,
I got nothing left,
nothing good,
I am awful and rotten.
Fat fucking blob of fucking fat.
Fat slob, who did not amount to
nothing.

I
am
Awful.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Nightly delusions

Aristab. (aripiprazol)
I've seen my impatience
thru generations, 1977
nineteen seventy-seven
Ass old as punk rock

as old as a young meteorite
that has fallen from the sky
almost fourty years ago.

the sky, skies,
had lost a star that night,
a supernova, caused it
implosions
and explosions
a giant, massive
black hole
left inside of
me.


a black hole
inside of
me.



you were nothing but
the spark
of explosions in
the sky,
explosions
inside
the cerebral
tissue

a black hole
inside
me.


chemicals,
chemicals
they sought
tobring back
what was left
of that explosion,
yet they fail,
they fail.


there's no coming back
from the black hole
there's no exit,
no way out,
from this giant mess
you've left behind,
in my head,
there's no way out from
myself, for
I
am
a
giant
black
hole
in the
sky.



Aristab,
Lithium,
Clonazepan,
Quetiapine,
Nicotine,
nicotine,
nicotine,
nothing,
nothing
brings me back

I should've died
but I survived,
my gran
brought me
back,
why, oh
why?

to endure another four decades
of being nothing,
despising footbal,
soccer, whatever,
can't eat
this
can't have
that,
can't love
a woman,
can't love a
man,
can't be
both,
nothing.


I
am
nothing
but
a giant
black
hole
in
the
sky
somewhere
somehow
I am
I'm not
nothing
can't

have

this


can't


have

that,


Can't

be



a lettuce
maker


a lettuce
creator


can't be
broken

yet I am,
and I
always
have been.


I am
a great
black hole
in the
sky
that
has landed
desires
everything
and get nothing
nothing.

Drugs, oh
so many
drugs
held me together,
yet sometimes,
I feel like
I'm gonna explode,
implode

into
a
giant
black
hole
in
the sky.

the sky.


the earth.


the end.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Maria Burianova.

Vó, vovó,
por que fizeste isto?
Para que trouxeste-me
de volta?
Com que nobre propósito vivo
esta vida de cinzas,
cinzas,
a andar por um caminho
onde não sei o fim,
mas saberia,
se não tivesses
trazido-me
de volta.

Vó,
porque pegaste-me nas mãos,
me pôs no jipe,
no velho jipe,
trilhou para longe da luz,
para perto das cinzas,
alface em cinzas
e me devolveu a este mundo?

Com que propósito, pergunto eu,
enquanto pisoteio uma
plantação de alfaces
carbonizadas, irremediavelmente
para todo o sempre,
ficarão, serão,
apenas isto:
cinzas.

Eu que nestas cinzas
pensei ter descoberto o verde,
o verdume de minha vida,
encontrei apenas uma alface maior,
ainda carbonizante,
ainda em chamas,
e agora...nada.
apagou-se.

para sempre apagou-se.

Vó, vovó,
Tu que sabias o caminho de volta,
não me ensinaste o caminho de ida,
Não é este, eu presumo.
Assim acho.

Em todo meu redor o que vejo são ecos
do passado, cinzas de outras "alfaces",
de sonhos, da luta....enfim...
mortos, moribundos ou natimortos,
eu trilho este mundo de cinzas.

Vó, vovó,
Maria Burianová
onde está a cor,
uma cor, que não
estes inúmeros tons de cinza?

Onde está a cor?

Onde?

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Hell of a year.

Yeah, yeah, yeah, more bitchin' for y'all to appreciate or just let go, let it rot, whatnot. I'm just amazed how badly things are going this fucking year of thy lord, 2016. The woman I thought would never abandon me, has arose from the ashes as a 44-year old slut. Not it is just fucking lame, it is fucking disgusting as well. I've been intimate with that person, held high hopes for her, and now, it's been all tossed in the fucking dumpster. She has became the cumrag cougar bitch. How lame is that? Hertless, no-good she-devil with the rotten front teeth.Then, I tried to commit suicide eating 70 capsules of  50 miligrams of Pamelor each, and I fail at that too. Somehow, I've survived what could have easily killed 3 men of my stature. Somehow, as I described it - I don't recall most of it - my grandma prevented me from crossing the light, whatever hell or heaven was beyond, it is a fucking mistery. And I'm so lucky - no trauma, no damaged organs, just a fucking stupor, a day of shuffling around just like a zombie, loss of memory, that was all. Spent 22 hours on saline drip with medication and a very fucking boring experience at the hospital, but that was it. Suicide? Denied. For the second time in my life. Fuck pills, they just don't work, next time I'm trying a fucking noose .

But the worst thing is having to deal with this broken heart. It pisses me off, just how easily things could be avoided, if I just did not survive the Rivotril OD. 80 of those fuckers won't kill you, how fucking lame is that. I 've researched about Pamelor, the key to OD and die with them was...alcohol. If I had drunk only a fucking beercan, I'd be pushing up the daisies.

And now, I'm back....back to this fucking boring antfarm life.

Why can't I just die? I KNOW I'm too lame to still have a higher purpopse, be the next messiah or some shit like that. I'm just a 40 year old bisexual fucking man. I'm tired of this shit, why grandma did not let me die in peace?


I....am.....tired.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Oração.

São Dragão, São Dragão,
que protege meu peito
e meu coração,
E em meus dedos há
de montão, e em toda
minha vida eu assim me senti,
protege meu cérebro
minha mente das mordidas das
víboras, dos porcos
oh, São Dragão, tantos
porcos
E tão
parcos
Amigos os tenho,
São Dragão.

Malditas sejam as alegorias
negativas contra os dragões
pois eles salvaram - salvam -
minha inexistência,
tantas e tantas vezes,
São Jorge, São Bento, quem seja,
Não somos, nós, dragões, bíblicas
serpentes, e foda-se a bíblia,
divisora dos homens e
causa letal de tantas e
tantas fatalidades,

São Dragão, São Dragão,
valei-me,
contra as
reais
serpentes
que no mundo as há,
sim, as há,
tantas e tantas,
e os porcos, porcos a
chafurdar na lama
da inveja, da incompreensão,
São Dragão, São Dragão,
em meu peito
e meu coração.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Dia triste.

Dia triste é aquele que você se levanta, às 1:53 da manhã, e percebe que há em seu whatsapp 23 mensagens de sua...bem, ainda era, namorada(mesmo que você não soubesse ao certo - explicarei mais adiante)

Dia triste é ver que todas são mensagens que te lembram seu lado ridículo e impensante de ser. De agir freneticamente, sem pensar nas consequências. Dia triste é ter de ler as mensagens com o coração apertado, pois sabe que um volume deste só pode significar más notícias.

Dia triste é perceber, que, sem querer, de verdade, aumentou ainda mais a fenda existente entre sua família e o o "objeto" de sua afeição, por ter usado a palavra errada em inglês para reforçar a imagem de loira falsa que que existe entre eles:

A palavra é WHORE, e não poderia ter sido piormente empregada no textículo em questão. Eu a escrevi ali, não no seu sentido literal, de PUTA, de mulher da vida, que DÁ por dinheiro.eu a escrevi apenas com o intuito de reforçar, em inglês, a imagem negativa que minha mãe e irmã têm dela, não sei por que.

E até você explicar que focinho de porco não é tomada, você rompeu de vez o dique de ódio que havia entre as facções. 

Ainda existiam noções erradas na cabeça de minha até então - namorada - que entendeu perfeitamente errado o que disse acerca dela e minha sobrinha...que achava que ela, pobrezinha de quatro anos, também a considerava uma "whore" - não. Não. NÃO. fiz a pergunta exatamente oposta a minha irmã mais velha - "você não viu a Jack brincando com Giovanna? Acha mesmo que alguém falso consegue divertir tanto uma criança?"

Ao que Milena não teve resposta, mas apenas engolir em seco. 

Cara, as escolhas, as escolhas erradas que você faz na vida. Eu sou o rei delas. Especialmente com gastos, palavras, gestos. 

Juro a quem quer que leia, eu NÃO queria me referir a Jackeline como puta, mas apenas usar um pouco de "nigga-speak" que existe entre os estadounidenses. "You shitty hoe!" e...acabei causando explosão negativa de ódio. 

Não tive escolha. Deletei o post. 

Que ninguém mais saiba que idiota eu sou, às vezes, com as palavras. 

Dia triste é hoje, que nem coragem tenho de falar com ela. Ela que afirmou certa vez que não era namorada de ninguém, me causando lágrimas. Ser covarde dá nisso. Percebo, que me isolei aqui neste sótão não por me sentir à parte da sociedade, mas por temê-la.

A sociedade, as pessoas, e as consequências de com elas conviver. 

Dia triste é o que você percebe que está mais na mira de ser deletado, expurgado, demitido, que todos os outros do trabalho que trabalha. Pois recebe advertências veladas do Rei do Trono de Ferro, de que terei que provar por escrito, medicamente falando, todas as vezes que tiver uma enxaqueca.

Algo que NÃO pode ser feito, mas que Não me escutarão se disser a verdade - Enxaquecas não são mensuráveis, apenas, talvez, por tomografias, e a última coisa que um enxaquecoso quer fazer quando está sob efeito de tal cefaléia, é....uma TOMOGRAFIA. Que aliás, só provará alguma coisa se você tiver um câncer no cérebro. 

Ou seja. Apontar....mirar....

Fogo.

You are fucking fired!


Você, que todos pensavam ser imortal na empresa, será o exemplo perfeito para isso. Terá que ir, com enxaqueca e tudo , trabalhar, ou fingir que trabalha, enquanto as lágrimas da dor de cabeça imensurável corrói seu encéfalo. Vomitar tudo que comer. 

Dia triste. Foi hoje, será amanhã.

Pois todos me condenarão. Para o cadafalso, rápido. 

Para o cadafalso.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Insomnia.



When you have insomnia, everything’s far away, indeed - it’s just as nothing can touch you. Not the quetiapine, not the Rivotril. You awake, and know  - this is the loneliest you’ll ever be. If there are gods, they are somewhere else. 
You are all by yourself. You and the whole fucking mess you call life. Wires and papers and clothes everywhere - this is home, to you. 
This is home.
So you get up stumbling, turn on the fucking 30 watt LED light, fuck the neighbours. Grind some coffee. Boil some water. Filter it up and sweet it up with a thousand spoons of sugar - fuck it all.
Light up a cigarrette, inhale, puff and smoke, this is home to you, boy. Boy?? A 40 year old boy, yes you are. You and oyur toys, your dragons, your myriad of broken electronics all around you, this is who you’ve turned to be at 40.
Less worth than the shirt you’re wearing.
And what are you going to do there? Nothing. Nothing at all. No drawings, no paintings, not musings on a book about the kinky romance about a wolf and a dragon. 
You get up and go to work.
Work - a place where sometimes you ‘ll fell just as alone as up in the messed up attic. A place where you had the time of your life then had to let her go; it was not her place to be. Forbidden, forsaken.
But not forgotten.
No. 
Never forgotten.