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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Cenas, II.

-Me desculpe, mas é proibido fumar aqui, senhor.
-Foda-se.
-O quê? Assim, sem nem pagar um jantar antes?
-(....) Aceita vale transporte?
-Tás achando que meu cu é roleta de ônibus???

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-Preciso, preciso de dormir. Preciso muito, mesmo.
-Já tentou encher a cara?
-Já. Infelizmente, meu estômago se esvaziou forçosamente depois de tal tentativa. Adormeci, mas ao lado do vaso sanitário.
-Já é alguma coisa.
-Mas agora ele não para de me ligar, de pedir minha companhia.
-Hmmmm...já tentou ir à igreja?
-Já. Me falaram tanto de um deus que se vingará de nós todos por termos comido uma merda de maçã, que resolvi virar carnívoro por natureza.
-Bela natureza, esta. E eu sou vegan.
-Mas isto não é contra a natureza humana?
-É que eu não gosto de mim mesmo e sou muito cagão para me matar; então, fico fazendo pose de vegan e enchendo o saco de todo mundo que não é. Se tenho de sofrer, eles que sofram comigo.
-Vejo que és emo, também.
-Claro. Para ser mala, é preciso ser inteiramente mala.

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-Com licença. O senhor está com o carro parado defronte à minha garagem.
-Quer que eu saia, então?
-Não. Quero que o senhor enfie este carro no seu ouvido.
-Oba! Tem um KY aí?? Adoro novas modalidades de sexo!
-...

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-Meu aluno, que se tornou um de meus melhores amigos, está com câncer. Teve metástase. Vai ter de operar, e por conta disso, talvez fique com sérios problemas decorrentes de tal operação...Ao menos, espero poder dar um pouco de apoio para ele...
-Vejo que prefere a companhia dele à minha.
-(...)Velho. Você, assim como ele, é meu amigo. Não minha namorada.
-Hunf.

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-Vou matar você!
-Por quê? Por ter sido eu o motivo de revolta contra vários colegas de sala em meus anos de colégio? Por ter roubado o dinheiro da merenda dos gordinhos idiotas? Por ter feito chacota com os tímidos que ficavam quietos nos seus cantos? Por ter desprezado colegas que não tinham roupa de marca, acessórios da moda, coisas do gênero?
-...er, não. Ia te matar, figurativamente falando, por andar devagar feito um velhinho de 105 anos no trânsito. Mas, já que se trata de um babaca deste naipe, vou te matar pelos motivos por si mesmo citados. Hasta la vista.

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-Quero um feriado!
-Serve um baseado? Ah, ha, ha!
-Serve! Dá aí!!!
-....

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-Cara! Já imaginou se, tipo, se alguns alíenigenas viessem para cá? E tipo, o oxigênio deixassem eles doidões?? E tipo, se nós fôssemos para o planeta deles e eles respirassem THC?? Eu trocaria de planeta na hora, cara!
-Mas, cara, tipo, se a gente só respirasse THC, nós iríamos morrer, tipo rapidinho, cara!
-Nó, tem isso, cara. Que merda. Tô com fome.
-Eu também, tipo. Vamos ali pra cozinha, cara! Tem biscoito com geléia, cara!
-Manjar dos deuses, cara. Tipo, do que a gente tava falando mesmo?
-.....er, tipo, não lembro não cara.
-Ahahahahahahahhahahahahaha!!!!!
-Hahahahahahhahahahahha!!!!

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Feriado, que venha o feriado!!!!


....

sexta-feira, 25 de março de 2011

Vida?

Vida?.......que diabos?

Ontem, estive hoje em algum outro lugar. Em sonhos, em sonhos. Em locais por mim há muito esquecidos. Em ambientes fechados, lacrados, dentro de mim, em alguma parte de meu ser. Tranquei-os lá, com medo que viessem a se tornar realidade....ainda que isto soe bizarro, é o medo que mais me acompanha, o medo destas coisas, que ainda nem sequer chegaram a existir, que talvez mesmo nunca acontecerão. Um momento, um lugar, uma pessoa. Aparecestes de novo, roubaste meu afeto. Por um átimo de segundo, se é que a ortografia me permite dizer.

Dizem, dizem muita coisa, penso, penso em muitas coisas, em geral nem sempre, quase nunca agradáveis, casmurro ser que inexiste perante todos, perante si mesmo, imagem deformada diante do espelho, por trás do bi-gode de arame, da barba loura de Lincoln. Por trás das íris tingidas de um degradê de verde misturado a um marrom sujo, que acho não ser tão grandes coisas, mas que por vezes apanho outrem a contemplar, como se fosse a coisa mais legal do mundo. Ora! Olhos temos todos, menos alguns desafortunados infelizes. O que enxergam diante de vocês, pessoas? Garanto que não é a mesma imagem que me reflete o espelho, que me devolve o pensamento, análise torta que me formula o pinçamento.

Não importa. Julgueis estar morta, enterrada, esquecida, retrato desbotado, quase apagado, emoldurado em tom de sépia secular. Mas lá estavas, lá aparecestes, quase nada falastes mas as ações valeram mais que milhares de vãs palavras. Bem sei que não passastes de um fragmento de meu inconsciente, uma migalha de sonho. Uma imagem, não muito nítida, mera representação daquilo que já foi outrora um raio de luz nas trevas de minha desorientação perante este albirinto que é viver.

Mas fazia tempo que não aparecias, e eu já havia contabilizado tal desaparecimento como um número a mais no cemitério de minhas ilusões, um sonho a menos em minha vida, acrescente "mais um" no necromante estudo do tempo e do vento, que tudo leva, tudo apaga, tudo desbota, corroendo nossa memória, levando todas minhas emoções, deixando apenas este poço cada vez mais profundo de amargura que tanto escreve e escreve e prefere dos outros se abster, para que dele também se abstenham, espinho nas palmas de vossas mãos, pedra pontiaguda em seus sapatos.

Hoje, véspera de final de semana, dia que tantos e tantos escravos das lides capitalistas têm como o dia mais sagrado da semana, acordei mais uma vez acompanhado apenas do ar e de meus cobertores, dos cabelos perdidos pela ação do tempo e da morte que impregna pouco a pouco a alma de um homem, mas acordei com uma indefinível satisfação, uma ponta de alegria. Indefinível? De forma alguma. Bem sei qual foi o motivo de tal escasso sentimento habitar minha mente, meu ser, no lusco-fusco da sonolenta hora da cama se levantar. Sozinho, mas de certa forma acompanhado. De um fragmento de meu subconsciente. Algo que julguei estar morto, mas que soprou certo hálito de vida por entre o breve contato realizado em onírico momento, em indefinida paisagem. Apenas isto.

Apenas.

Dentro deste carrancudo ser que a todos amaldiçoa, ainda existe a vontade de vos encontrar. Achei que não, mas hoje sei que ainda tenho em mim a capacidade de almejar tal encontro. E, mesmo que as mazelas da vida tenham me tornado cada vez mais indiferente, apático, vejo nesta manhã que não é bem assim. Por mais débil que seja, a presença ainda existe. A vontade de viver, de achar, de acontecer. Bem sei que tais sentimentos em mim oscilam como rápido pêndulo de Foucault, que o estado de graça hoje reinante bem pode se converter em acessos inexplicáveis de raiva e de ódio insensato, indefinido para a maioria dos seres que nesta terra habitam...mas o que conta, no momento, é deixar tal sensação de mim tomar conta, e me reabastecer de certas forças, que julguei há muito estarem extintas.

Prossigamos então, saboreando tal efêmera alegria, esperando que algum dia este ser deixe de ser o que se tornou e se torne o que pode ser, o que deveria ser, se é que tal coisa seja possível.

Esperemos que sim. Espero que sim. Não sei.

O que sei é que me fez bem.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Atraso.

Dia de atraso. Oh! Que dia lindo.

Tudo começa normalmente, aja como se tudo estivesse em ordem. De repente, olhe para o relógio. Lá no fundo está amorte, mas no momento o que vês é que é necessário sair em direção ao ponto de ônibus, imediatamente. Alguns minutos além do ideal já se passaram. Então, pegue suas coisas e vá para a porta, abra a porta, saia lá fora e aí perceba que se esqueceu da camisa obrigatória para se trajar no ambiente imbecil de trabalho, que nos incita a comportar-nos feito imbecis e ignorar o tempo, nesta época do ano tão caloroso, e ter de nos vestir com roupas idiotamente mais compridas que o necessário para nosso clima de fevereiro. Ora bolas, não adianta dar murros em pontas de faca, busque a porra da camisa e novamente tome a rua de assalto, para depois de uns cinco passos verificar que o artigo indispensável para a sobrevivência junto aos frangos urbanos que de busão transitam foi esquecido lá em cima.

Esbaforido, volte, abra novamente as portas, corra até o andar de cima e apanhe o maldito aparato musical com bloqueio sonoro, para de certa forma poder por o mundo em modo de "ignore". A esta altura, devido a tanto atraso, já imagino que os competentíssimos motoristas da linha do coletivo que apanho, tão mestres na arte de transportar gado - de forma alguma pessoas deveriam ser conduzidas de maneira tão cheia de solavancos, freiadas bruscas e súbitas aceleradas - devam ter resolvido sair no horário certo, uma vez que o atrasado desta vez sou eu. Faço verdadeira maratona ao ponto mas vejo que está vazio, e a esta hora da madrugada, mal sinal significa. Sim, o pulha resolveu chegar em ponto ao ponto, coisa que só faz quando estou atrasado. Obrigado, Murphy. Sua lei não falha.

Esperar e esperar, rilhar os dentes saboreando o fel de estar atrasado e ter de ver um, dois, TRÊS malditos autocarros intitulados "Garagem" passar por mim. Mais uma vez, me imaginei invadindo as sedes da energúmena empresa de extorsão no trânsito que administra estas linhas de ônibus. Diminuíram o quadro de horários de forma estupendamente curiosa: diminuiremos os horários, mas não os veículos em trânsito. Alguns transitarão vazios pela cidade, intitulados "Garagem." Pois sim. Garagem.

Garagem da puta que o pariu. Quis ter à mão uma ogiva nuclear, obliterar de vez tudo, toda esta merda de trânsito inútil e imbecis que o administram com a maestria que um administrador de pocilgas rege uma orquestra sinfônica. Várias vezes vislumbrei em minha mente um filme estrelando eu mesmo, armado até os dentes, me adentrando nas sedes de tal empresa e fazendo peneira com todos os idiotas que ali "trabalham."

Meia hora depois, chegou um ônibus de verdade, não aquelas alegorias inúteis e enormes que transitam vazios atrapalhando tudo e todos. Para variar, os contratempos têm de serem cumulativos nestas horas exasperadas. Tive ímpetos de matar o trocador ralando-o no asfalto, pois o fracote, ao invés de ajudar o "cadeirante"(politicamente correto imbecilicamente falando) a descer do ônibus carregando a cadeira com o auxílio do acompanhante deste, inventou de acionar o elevador para deficientes físicos designado, mas que nunca funciona, e ainda me atrasar mais uns cinco minutos.

Stress, temos de montão.

Mais adiante, depois que o fracote conseguiu pôr a merda do elevador no lugar certo, fui novamente "trollado" por todos os demais frangos que queriam apanhar o 4103, pois em todos os pontos havia um idiota a fim de subir no ônibus, não sem fazer questão absoluta de subir em câmera lenta, bloqueando a entrada de outros passageiros menos retardados, e atrapalhando todo mundo. Novamente, ansiei por nova praga mundial, nova hecatombe que matasse 99% dos frangos mundiais. Finalmente, cheguei ao ponto final deste ônibus. Restava apanhar outra linha para ao meu emprego chegar, emverdade duas são as linhas que posso apanhar para cá chegar. Um ônibus verde e outro amarelo.

Evidentemente, tive de vislumbrar um ônibus verde e outro amarelo passarem lá longe, muito distante do meu alcançe, uma vez que tinha de esperar os frangos motorizados cruzarem a rua. Como queria ter refeito minha despesa de natal nesta hora. Como desejava ter um lança-granadas ou mesmo um Panzerfaust, ou uma bazuca. Iria me divertir tanto alvejando não somente os carros, mas os malditos coletivos que em sintonia resolveram passar juntinhos e mais uma vez me fuder. Iria ser um espetáculo tão maravilhoso, já imaginou? Bolas de fogo, frangos andando em chamas até tombarem sem forças, virando um autêntico galeto na brasa. Alimento para todos os mendigos locais! Banqueteiem-se.

Lá fui eu esperar mais vinte minutos inúteis. Nesta hora, imaginei, "se tivesse me recusado a apanhar o aparato musical, teria chegado a tempo..." mas mesmo assim me veio a cabeça a outra possibilidade, sempre presente. A de ter corrido para o ponto, sem ter apanhado minha música, minha forma de sobreviver ao mundo e aos frangos, e mesmo assim o maldito busão ter passado já. Acho que teria levado a cabo todos meus facínoras instintos tantas vezes contidos nesta manhã. Teria esfolado vivo o trocador, empurrado para fora do ônibus em movimento os idiotas que seguravam a fila dos passageiros....

Nada, nada. Bem sei que cão que ladra não morde, especialmente se não estiver sonhando ou ainda ter uma parcela de sanidade e saber que não possui armas letais à mão, e mesmo que as tivesse deveras, saberia que tais atos significariam prisões, contratempos e muita encheção de saco por parte de uma sociedade imbecil que é regida por frangos, para frangos.

Enfim. Atrasei-me treze minutos por conta de dois. Sendo que costumo chegar aqui uns vinte minutos antes do horário caducar. Trouxe a minha música, que ainda me servirá na hora de ao lar retornar, e não me arrependo de tê-lo feito, pois aparentemente, hoje é a data em que os vagabund...digo, universitários da grandessíssima e magnânima escola denominada FUMEC voltam às "aulas", se é que pode-se chamar tal "ensino" de ensino propriamente dito. Para quem não sabe, FUMEC significa Faculdade Universalmente MEdíocre e Cretina. Dizem que sou muito chato, mas eu considero burro da pior espécie o idiota que prefere pagar mais caro para transitar em uma linha de ônibus que NÃO atende necessariamente sua faculdade, ao invés de apanhar a outra linha, mais barata e que os deixaria às portas de tal estabelecimento de "faz de conta que a gente estuda." Burros, imbecis, energúmenos, idiotas, retardados que ocupam espaço em minha linha de ônibus, é o que vocês são. Fodam-se todos, e fodam-se todas as mulheres de tal faculdade também, tão defendidas pelos marmajos imbecis que conheço, "mas lá tem cada mulherão, cara!" Foda-se, um mol(6,02 x 10 elevado a 23)de vezes. Fodam-se todas, seus admiradores, os "estudantes" daquela merda e seus administradores - para mim não passam de peso morto, entraves, obstáculos em minha vida. Somente isso. E aquelas mulheres que lá "estudam" em geral são belos exemplos de vasilhames descartáveis que prefiro nem chegar perto, "pattys" ensebadas esnobes da pior qualidade, tipinho de gente que sequer considero gente, por assim dizer. Fodam-se todas.

E foda-se todo o resto, em verdade. Demorou, mas o dia chegou. O dia de amanhã não mais aqui vir, por 33 dias e meio, uma vez que calculei friamente meus movimentos e arranjei o período de férias desta merda absoluta aqui para coincidir com o carnaval brasileiro.

Então, depois das seis horas da tarde do dia de hoje, estarei temporariamente alforriado das lides de ser um enfeite de escrotório e estarei livre para fazer o que bem entender de minha vida neste período. Nestas horas, me relembro e me reafirmo como é bom ser solteiro.

Não tenho grandes planos para tal período, ao menos não ambiciosos projetos - o que quero mesmo é descansar, e espero ao menos isto conseguir fazer. Se conseguir ficar os 33 dias sem nem pôr os pés na rua, muito menos no centro da cidade, estarei na metade do caminho. Pois, como podem perceber neste texto de hoje e em tantos outros que este ser resmungão escreve - estou farto de gente. Pessoas me cansam.

Enfim, existe algo não relacionado à simples tarefa de ser um ornamento escrotorial por aqui, algo que me ajudará a passar o número de horas restantes até as dezoito. Então, meus caros, desjo a todos um excelente mês de fevereiro. Pois, entrarei de férias desta minha "ocupação" diária também. Estou precisando de férias disto também, pois bem sei que meu stress diário se reflete nisto aqui também, infelizmente. E bem sei que às vezes piora - e muito - a qualidade dos escritos. Perdão, senhores. Ainda não aprendia dissociar minhas desavenças diárias de minhas linhas...

Então, meus caros. Até a volta, tudo de bom para aqueles que me importo.

O resto? Frangos. Churrasco!


Até a volta.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Aproximação.

...e eis que sentia que o final de semana se aproximava, e isto lhe dava muito ânimo, pois sabia que o final de semana, que se aproximava, era importantíssimo para sua saúde mental. Mas uma vez que sabia que o final de semana estava se aproximando, ele sabia que poderia confiar em tudo mais, mais nada importava, uma vez que o final de semana se aproximava, cada vez mais e mais e mais. Sabendo que o final de semana estava chegando, ele também sabia que chegava a época de bons amigos, boas risadas, relaxamento e quejandos.

Tudo isto graças ao final de semana que se aproximava, e que ele tinha fé que lhe salvaria saber que o final de semana se aproximava, cada vez mais. Uma vez que o final de semana se aproximava, ele poderia esquecer de todo o resto, de Sumpaulo, da dívida e tudo mais, uma vez que era cada vez mais inexorável a chegada do final de semana, que se aproximava. Sabendo que o final de semana estava logo ali, ele poderia ficar à espera do final de semana que se aproximava, tentando fazer de tudo para que o dia de sexta passasse o mais rápido possível, uma vez que o final de semana se aproximava, a cada instante, a cada momento.

E na posse dessa vital informação(o final de semana se aproximava), ele poderia tolerar de bom grado as dez horas escrotoriais que lhe separavam da chegada do final de semana. E se sentia muito bem, sabendo que o final de semana se aproximava e o evento de filmes, muitos filmes trash, na companhia de outros amigos ansiosos pela chegada do final de semana, seria muito bom. Uma vez que chegava o final de semana, ele sabia que a proximação do final de semana seria ideal, ideal para se libertar de toda esta merda que nos acompanha nos dias úteis, tão inúteis.

Sabendo que se aproximava o final da semana, ele poderia descansar, ele poderia ficar de boa, beber e muito se rir, das tentativas frustradas para uns, mas não aos assistintes(?) de fazer uma sétima arte que beirava a oitava, distinta, diferenciada, assim como o final de semana que se aproximava. E como se aproximava(o final de semana), ele sentia cada vez mais e mais disposto. Mais animado. Mais repleto de forças para acabar com suas forças durante o vindouro final de semana, que se aproximava, que chegava. Mais e mais e mais.

O final de semana se aproximava. Era tudo que precisava saber naquele dia em que a aproximação do final de semana(que chegava) era cada vez mais concreta. Trabalhadores servis do meu mundo, uni-vos em júbilo, uma vez que vos afirmo, veementemente, que o final de semana se aproxima.

Mais e mais, ele se aproxima. O final de semana. Ele vem, ele vem. Para nos salvar. Nos libertar!

O final de semana se aproxima. Spread the word, for it is approaching. The weekend.





Feels good man.