quinta-feira, 10 de março de 2016

Oração.

São Dragão, São Dragão,
que protege meu peito
e meu coração,
E em meus dedos há
de montão, e em toda
minha vida eu assim me senti,
protege meu cérebro
minha mente das mordidas das
víboras, dos porcos
oh, São Dragão, tantos
porcos
E tão
parcos
Amigos os tenho,
São Dragão.

Malditas sejam as alegorias
negativas contra os dragões
pois eles salvaram - salvam -
minha inexistência,
tantas e tantas vezes,
São Jorge, São Bento, quem seja,
Não somos, nós, dragões, bíblicas
serpentes, e foda-se a bíblia,
divisora dos homens e
causa letal de tantas e
tantas fatalidades,

São Dragão, São Dragão,
valei-me,
contra as
reais
serpentes
que no mundo as há,
sim, as há,
tantas e tantas,
e os porcos, porcos a
chafurdar na lama
da inveja, da incompreensão,
São Dragão, São Dragão,
em meu peito
e meu coração.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Dia triste.

Dia triste é aquele que você se levanta, às 1:53 da manhã, e percebe que há em seu whatsapp 23 mensagens de sua...bem, ainda era, namorada(mesmo que você não soubesse ao certo - explicarei mais adiante)

Dia triste é ver que todas são mensagens que te lembram seu lado ridículo e impensante de ser. De agir freneticamente, sem pensar nas consequências. Dia triste é ter de ler as mensagens com o coração apertado, pois sabe que um volume deste só pode significar más notícias.

Dia triste é perceber, que, sem querer, de verdade, aumentou ainda mais a fenda existente entre sua família e o o "objeto" de sua afeição, por ter usado a palavra errada em inglês para reforçar a imagem de loira falsa que que existe entre eles:

A palavra é WHORE, e não poderia ter sido piormente empregada no textículo em questão. Eu a escrevi ali, não no seu sentido literal, de PUTA, de mulher da vida, que DÁ por dinheiro.eu a escrevi apenas com o intuito de reforçar, em inglês, a imagem negativa que minha mãe e irmã têm dela, não sei por que.

E até você explicar que focinho de porco não é tomada, você rompeu de vez o dique de ódio que havia entre as facções. 

Ainda existiam noções erradas na cabeça de minha até então - namorada - que entendeu perfeitamente errado o que disse acerca dela e minha sobrinha...que achava que ela, pobrezinha de quatro anos, também a considerava uma "whore" - não. Não. NÃO. fiz a pergunta exatamente oposta a minha irmã mais velha - "você não viu a Jack brincando com Giovanna? Acha mesmo que alguém falso consegue divertir tanto uma criança?"

Ao que Milena não teve resposta, mas apenas engolir em seco. 

Cara, as escolhas, as escolhas erradas que você faz na vida. Eu sou o rei delas. Especialmente com gastos, palavras, gestos. 

Juro a quem quer que leia, eu NÃO queria me referir a Jackeline como puta, mas apenas usar um pouco de "nigga-speak" que existe entre os estadounidenses. "You shitty hoe!" e...acabei causando explosão negativa de ódio. 

Não tive escolha. Deletei o post. 

Que ninguém mais saiba que idiota eu sou, às vezes, com as palavras. 

Dia triste é hoje, que nem coragem tenho de falar com ela. Ela que afirmou certa vez que não era namorada de ninguém, me causando lágrimas. Ser covarde dá nisso. Percebo, que me isolei aqui neste sótão não por me sentir à parte da sociedade, mas por temê-la.

A sociedade, as pessoas, e as consequências de com elas conviver. 

Dia triste é o que você percebe que está mais na mira de ser deletado, expurgado, demitido, que todos os outros do trabalho que trabalha. Pois recebe advertências veladas do Rei do Trono de Ferro, de que terei que provar por escrito, medicamente falando, todas as vezes que tiver uma enxaqueca.

Algo que NÃO pode ser feito, mas que Não me escutarão se disser a verdade - Enxaquecas não são mensuráveis, apenas, talvez, por tomografias, e a última coisa que um enxaquecoso quer fazer quando está sob efeito de tal cefaléia, é....uma TOMOGRAFIA. Que aliás, só provará alguma coisa se você tiver um câncer no cérebro. 

Ou seja. Apontar....mirar....

Fogo.

You are fucking fired!


Você, que todos pensavam ser imortal na empresa, será o exemplo perfeito para isso. Terá que ir, com enxaqueca e tudo , trabalhar, ou fingir que trabalha, enquanto as lágrimas da dor de cabeça imensurável corrói seu encéfalo. Vomitar tudo que comer. 

Dia triste. Foi hoje, será amanhã.

Pois todos me condenarão. Para o cadafalso, rápido. 

Para o cadafalso.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Insomnia.



When you have insomnia, everything’s far away, indeed - it’s just as nothing can touch you. Not the quetiapine, not the Rivotril. You awake, and know  - this is the loneliest you’ll ever be. If there are gods, they are somewhere else. 
You are all by yourself. You and the whole fucking mess you call life. Wires and papers and clothes everywhere - this is home, to you. 
This is home.
So you get up stumbling, turn on the fucking 30 watt LED light, fuck the neighbours. Grind some coffee. Boil some water. Filter it up and sweet it up with a thousand spoons of sugar - fuck it all.
Light up a cigarrette, inhale, puff and smoke, this is home to you, boy. Boy?? A 40 year old boy, yes you are. You and oyur toys, your dragons, your myriad of broken electronics all around you, this is who you’ve turned to be at 40.
Less worth than the shirt you’re wearing.
And what are you going to do there? Nothing. Nothing at all. No drawings, no paintings, not musings on a book about the kinky romance about a wolf and a dragon. 
You get up and go to work.
Work - a place where sometimes you ‘ll fell just as alone as up in the messed up attic. A place where you had the time of your life then had to let her go; it was not her place to be. Forbidden, forsaken.
But not forgotten.
No. 
Never forgotten.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

PoEsiA

PoeSia é DoR
EnqUanTO Uns ACham QUe É Dar;
PoESiA é NÃo LeMbRAr;
NÃo LembRaR CoMO AcABou;
nÃo LeMBraR O QuE
Se FALou
SE FalHoU

PoR IsSO CRiO
A PoESiA dA CaRnE
MaL PaSsaDA,
Mal QuEiMaDa
PoESiA
DaS
TrêS
FoRmAs
INdiStinTas,
ARdEnTeS
CoMo
MeU
CoraÇÃo;

mEU
CÉrebRo
QuE
nÃo
Se
LeMbRa,

DisTO
LeMbraRá,
SentirÁ:




LeMbRe-Se, 
SinTA, 
MalDiTo.


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Kek.

O que é certo é que foi errado. Tudo, do início ao fim.
Não deixe ninguém entrar em sua vida. Em sua alma.
Deixei, perdi e agora estou sem nada. Tudo que me move são negativismos.
Tudo que queria era alguém além da realidade,
mas a realidade é dura demais. Verdadeira demais.
Cheia de forças externas extremas,
verdades a seu respeito que você não sabia,
verdades do resto das pessoas que moram com você
que você não sabia, e nem queria saber
- nem deveria saber -
a respeito delas, a respeito de você
e daquela pessoa que abriu uma porta
que ficou cerrada tantos e tantos anos,
para depois se ir, talvez para sempre
deixando a fresta na porta aberta,
a fresta que deveria fechar,
mas não fecha,
pois agora é tarde.
Entre, mas não saia,
mas saíste,
pois lá fora,
a vida existe,
aqui dentro,
existo eu,
e eu, apenas,
pérola gasta e sem vida,
sem ruço,
sem nada.

Existi, sei que existi,
mas agora sou uma sombra,
do que já fui um dia, um mês,
você não existe,
eu não existo,
além do final da fresta
da porta maldita,

Agora, não sei nada
do que sabia.
Sei de coisas
que não gostaria de
achar, em
pessoas, que um dia já foram
- foram -
alguém.
Hoje? não são ninguém,
não para mim,
chamas na noite,
apagadas em mim,
tive em mãos,
a morte,
e talvez por sorte,
meu amigo, das luzes brumosas,
não, não, não,
ninguém vale isto,
nem mesmo aquela
que vos abriu a fresta,

lá fora a vida existe,
e cá dentro, desisto,

desisto.
pois sei que foi
o fim desta existência,
breve existência,
e a posterior desistência,
de um ser,
que foi,
tanta coisa,
mas nada
- nada-
é
agora.



quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Coisa gozada.

Sim, de fato é gozado o que acontece na vida. Ainda mais de um semi-eremita como eu. Aprendi a viver quase sozinho por 40 anos.Aí....

Aí fudeu tudo. Apareceu alguém.

Alguém que, no início era só uma amiga, uma pessoa legal com quem conversava...por longos e longos emails. Pois estávamos na idade das trevas da internet - eu ainda tinha "banda larga" de DOIS megas em casa, mas ela tinha...internet discada. E isso em 2006!

Vivemos num regime de semi-anonimato por muito tempo. Naste interim, ela conhecia alguns de meus mais íntimos segredos, ainda que vez ou outra me chamasse de "menino dos zói de doce". Eu, como aprendi com a própria, "me fazia de loura" e deixava passar...

Mas, quase dez anos depois, saímos da lama internetal e fomos par uma região menos pantanosa, onde finalmente nos conhecemos via skype. Aí que vi que algo mudou dentro de mim. Aqueles olhos negros me diziam algo.

E apesar dos pesares, quando estive com ela "de verdade" eu soube o que era.

Não enveredemos em amor, pois "ele é lindo...pena que não existe." Mas era a pessoa que me aceitava como eu era.

E lembrei-me de uma conversa com o, na época, devastado Eduardo Damasceno, que havia sido atropelado por uma putarreles denominada Cláclá. -"De repente, você tá de boa, sozinho...aí vem alguém e acaba com isso."

E eu sinto o mesmo, meu caro amigo. Porém, desta vez a culpa não foi dela, mas MINHA. Inteiramente MINHA.

O que faz a coisa ficar ainda mais dolorida.

Viver é doer.


terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Uma semana...ou mais...?

It’s hard to let go. Even when what you’re holding onto is full of thorns, it’s hard to let go. Maybe especially then.
Stephen King


É de fato difícil de deixar para trás o que lhe fez bem. Especialmente se for alguém que lhe fez bem....

"If you are lucky enough to find a weirdo, never let them go."
- Matthew Gray Gubbler

Falsa, todos disseram, falsa. Todos. Falsos são os pensamentos que nutri por ela, após tal declaração. Falsa? Como, Falsa?


E aí, houve algum tremor, algum pensamento errado. As cápsulas de 1750 mg de nortriptilina continuam ali, escondidas. Mais que o dobro da dose letal, para acabar com um homem.

Quase tomei-as, mas o guardião Nazista veio a meu favor - "Transforme a tristeza em raiva." e foi o que fiz. Bloqueada, deletada,do jeito que os relacionamentos modernos terminam hoje em dia.

E que ela garantiu que se tornasse a fazê-lo, seria, de fato, o fim.

E foi. O fim.

Hoje estou lúcido como nunca estive. Hoje estou cansado, como nunca estive. Hoje estou sozinho, mais uma vez, neste sótão.

Falsa.

Não creio. 

Mesmo assim, houve algo. Não me lembro. Os remédios que tomo para dormir causam este efeito - deletar memórias. Sei que ela estava de mau humor, me acusando de muitas coisas. Delete, block.

Para sempre, foi-se.

E eu continuo. Sem saber de nada ao certo o que aconteceu; apenas não acredito que fosse falsa.

Talvez com os demais membros desta família de retardados. Mas, comigo?

O máximo que me senti foi tranquilo, abençoado. Por não estar Sozinho neste Sótão.  Houveram espinhos? Sim, alguns. Qual rosa não os tem?

Falsa.

A vida tornou-se falsa, agora que não a tenho mais. E não me atreverei a romper o contrato: se eu a bloqueasse, ela me deletaria, esqueceria, seria nada.

Nada.

Nada é o que sei agora. Nada é o que sinto, neste coração vazio. Nada.

Nada.